A Ressaca Parte III, em análise

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  • Título Original: The Hangover Part III
  • Realizador: Tod Phillips
  • Elenco: Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis
  • CTW | 2013 | Comédia | 100 min

Classificação:

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Eis que chega o tão aguardado “Ressaca: Parte III” e, ao contrário do que acontece na conclusão da maioria das trilogias, este é um final que não desilude.

 

Desta vez não há nenhum casamento, ou despedida de solteiro e a aventura tem início quando as consequências das ressacas anteriores finalmente alcançam os protagonistas. Alan (Zach Galifianakis) deixa de tomar a sua medicação e começa a ter comportamentos que perturbam toda a sua família e amigos. Desesperados, estes decidem fazer-lhe uma intervenção e convencem Alan a recuperar num centro de reabilitação… Mas o destino tem planos diferentes.

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Aquilo que faz com que esta trilogia seja tão engraçada é a inegável química entre os atores. Os momentos resultam porque Bradley Cooper, Zach Galifianakis, Ed Helms e Ken Jeong o fazem acontecer, com a sua óbvia cumplicidade. O verdadeiro segredo para o sucesso desta comédia está nos atores, por muito que o enredo também seja bom.

 

Alan tem um novo interesse romântico (Melissa McCarthy), que acrescenta imenso valor à história, Chow (Ken Jeong) está de regresso com a sua loucura habitual, e cabe a Stu (Ed Helms) e Phil (Bradley Cooper) encontrarem uma forma de se desenvencilharem dos novos sarilhos, sendo as únicas pessoas com algum poder de raciocínio dentro do grupo.

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Apesar deste final ser bastante consistente com os outros filmes da trilogia, havendo inclusivamente o regresso de personagens antigas, não é o melhor dos três. Há novas dimensões na história, novas loucuras, mas o efeito “novidade” perde-se um pouco, especialmente porque “Ressaca: Parte III” não é tão chocante quanto os seus antecessores. É verdade que continua a existir aquela vulgaridade característica da trilogia (que a faz ser tão boa), mas ainda assim há qualquer coisa que está a faltar, especialmente depois das aventuras dos protagonistas em Banguecoque. Outro problema é que o motivo que os leva a serem arrastados para novos sarilhos parece algo forçado.

No entanto, o que há de menos positivo é francamente suplantado por todas as qualidades que o filme apresenta. Continua a provocar fortes gargalhadas, a ter situações embaraçosas e a chocar a audiência. A mesma fórmula que fez com que a trilogia fosse tão bem sucedida continua lá e ainda resulta. E agora, um conselho: espere até ao final dos créditos antes de sair da sala de cinema, senão vai perder um dos melhores momentos do filme.

SL

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