Batman vs. Superman | Demasiada necessidade de efeitos especiais

O tom sombrio de “Batman vs. Superman” não ficou na caracterização das suas personagens, mas também em todo o cenário detalhadamente retratado.

Doomsday em Batman vs. Superman

Uma crítica muito comum no século XXI, e no caso de Zack Snyder este é sempre um dos dedos a apontar à visão do cinéfilo. Nesta instância o problema centrou-se nomeadamente na apresentação de Doomsday (um dos principais vilões), onde a sua aparência era exagerada e pior, os seus poderes explosivos que em nada acrescentaram ao filme a não ser para ludibriar os espectadores que de o que assistiam era de facto a uma batalha de deuses, apesar da pouca ou nenhuma explicação lógica para a qual Lex Luthor haveria de libertar tão destrutivo monstro no seu planeta natal.

Esta é daquelas críticas que vai sempre basear-se em opinião pessoal – como fã de cinema, o espectador paga o bilhete e espera em troca receber a melhor versão possível do filme em questão. O público geral já provou ser fã das grandes batalhas e das grandes explosões (basta pesquisarem os sucessos de Michael Bay para terem a vossa prova), no entanto num ponto de vista argumentativo as falhas são óbvias. É então o ponto estético uma razão para estragar a festa?

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CGI em Batman vs. Superman

 

A Warner Brothers tem uma visão mais sombria deste mundo, uma visão mais destrutiva e os efeitos especiais e todo o tom do filme serviram para apresentar a sua versão. Doomsday era uma máquina de destruição, o seu objectivo era ser horrendo e destrutivo e nada mais, e num computo geral a batalha final entre a Trinity e o vilão não tem a força suficiente para arruinar as duas horas prévias da longa-metragem.

Apesar de tudo o aspecto visual é um dos pontos mais fortes da longa-metragem, mais do que meritória de uma sessão IMAX ou então de uma nova experiência como o novo cinema 4DX. As cidades de Gotham e Metropolis mantém um realismo fascinante e, apesar de tudo os pequenos detalhes em câmara lenta inicial são casos de excelente cinematografia para se ver posteriormente.

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Marcos Mendes

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