Cinema Europeu? Sim, Por Favor | O Amor Acontece

Acreditam que já lá vão 13 anos desde que O Amor Acontece estreou nas salas de cinema? 13 anos. Há mais de uma década que a nossa comédia romântica de Natal preferida nos enche de sorrisos e ternura, num novelo de emoções que já conhecemos de cor mas que, ainda assim, continuamos a desejar (re)viver.

 

O QUE É QUE VOU RELEMBRAR HOJE?

Love Actually, ou na língua de Camões, O Amor Acontece, realizado por Richard Curtis e com interpretações de múltiplas personalidades talentosas, incluindo Hugh Grant, Emma Thompson, Colin Firth, Alan Rickman e até a portuguesa Lúcia Moniz.

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MAS AFINAL DO QUE É QUE TRATA?

É Natal. Há amor, tristeza, descobertas e desilusões. Acontece em Londres. São oito histórias de romance que nos derretem o coração e nos guiam à conclusão transparente daquele que é o incontestável propósito desta época festiva: love is all around us.

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PORQUE É QUE NÃO POSSO PERDER?

Na verdade, nós sabemos que tu não o perdeste. Mas, para quem por uma ínfima improbabilidade do universo ainda não deu de caras com O Amor Acontece, ou simplesmente abriu este artigo para recapitular as peripécias da película de 2003, vamos fornecer todos e mais um motivos para o (re)verem.

Como é pretendido numa boa compilação de histórias de amor, o reinado dos finais felizes não é superano. É importante existir espaço para o desamor e o amor proibido, sendo esse o sumo que nós (também) bebemos. Juliet, Peter e Mark são o trio amoroso, não no seu sentido literal, apesar de ter sido uma abordagem igualmente interessante, que nos fornece uma das cenas mais icónicas de O Amor Acontece. Quem não pensou já declarar-se à sua paixão com uma série de papelinhos recheados de palavras de amor em letras garrafais? To me, you are perfect ecoa-nos na cabeça como uma sinfonia de Bach numa noite constelada. E a verdade é que o valente conseguiu sacar um beijo à miúda.

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E quem não tentou já recriar a cena de Hugh Grant a dançar Pointer Sisters (“Jump”) nas suas próprias escadas? Fazendo jus à categorização de comédia romântica, David e Natalie representam o casal mais improvável e caricato – o Primeiro-ministro desajeitado e uma das suas funcionárias sem qualquer tipo de papas na língua lembram-nos que as fronteiras são nulas e o amor derrota qualquer estatuto (qualquer género, cultura, cor – qualquer qualquer coisa).

E, aproveitando a boleia das danças e cantorias, vamos falar de Sam e Johanna? SIM. Quem não se lembra aquele olhar absolutamente angelical e amoroso do mais empenhado conquistador de todas as narrativas? Nós sabemos que a sedução dá trabalho, mas sejamos honestos: a criança aprendeu a tocar bateria. Para nós, era sinal verde. Para a Johanna… já sabemos como correu. E se não sabes – do que estás à espera?
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Clássico moderno (e imediato) da época natalícia, O Amor Acontece é uma lareira numa noite de Inverno. O conforto do lar, as mantas, o sofá, e o cinema. Na sua bagagem, transporta tudo aquilo que um filme do género precisa. Além da óbvia comédia e do óbvio romance, conta com um argumento eficaz, representações brilhantes e muitos momentos-chave que nos ficarão para sempre na memória, sejam eles musicais ou quotes de enfeitar a parede.

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UMA FRASE PARA A POSTERIDADE

Whenever I get gloomy with the state of the world, I think about the arrivals gate at Heathrow Airport. General opinion’s starting to make out that we live in a world of hatred and greed, but I don’t see that. It seems to me that love is everywhere. Often, it’s not particularly dignified or newsworthy, but it’s always there – fathers and sons, mothers and daughters, husbands and wives, boyfriends, girlfriends, old friends. When the planes hit the Twin Towers, as far as I know, none of the phone calls from the people on board were messages of hate or revenge – they were all messages of love. If you look for it, I’ve got a sneaky feeling love, actually … is all around.

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A frase abre o filme, e a cena representa tudo o que inspirou o realizador Richard Curtis a escrever o argumento: o amor expressado nas chegadas e partidas no aeroporto de Heathrow. Para o take inicial (e final), Curtis colocou câmaras ocultas no aeroporto inglês durante uma semana, e editou aquelas que mais se adequavam à película. Nós agradecemos.

PARA FICAR NO OLHO E NO OUVIDO (DA MENTE)

(Desculpem-nos a redundância.)

 

Feliz Natal, caros leitores. 

 

MJB.



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