Classic Fever | 2001: Odisseia no Espaço (1968)

50 anos depois, 2001: Odisseia no Espaço permanece uma das obras mais marcantes e importantes da história do Cinema e uma meditação poderosíssima sobre a ingenuidade e insensatez da raça humana.

A influência de um título como 2001: Odisseia no Espaço nas gerações de cineastas subsequentes não pode nem deve ser subestimada. Aquando do seu lançamento, em 1968, transgrediu a noção de género (no caso, ficção científica) para se desenrolar sobretudo numa ótica de “objeto de reflexão” – sobre o papel do Homem no universo e a sua interação com o mesmo.

 

O QUE É QUE VOU RELEMBRAR HOJE?

“2001: Odisseia no Espaço” (1968), de Stanley Kubrick, protagonizado por Keir Dullea, Gary Lockwood, William Sylvester e Daniel Richter.

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MAS AFINAL DO QUE É QUE TRATA?

Uma viagem desde o passado pré-histórico dos nossos antepassados, quando um grupo de macacos encontra um misterioso monólito e dele obtém conhecimentos que resultam na evolução do Homem, até ao espaço colonizado pelos humanos, no ano 2001. A descoberta de um outro monólito na Lua, proveniente de uma região junto a Júpiter, leva ao lançamento de uma expedição liderada pelo astronauta David Bowman para investigar a origem do objecto extra-terrestre. Quando a missão é colocada em risco por HAL 9000, o supercomputador que controla a nave espacial, Bowman terá de vencer a máquina antes de viajar até ao local de origem do admirável objecto.

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PORQUE É QUE NÃO POSSO PERDER?

É um dos titãs do cinema contemporâneo mais influentes de todos os tempos – e também um dos mais controversos – mas também uma meditação poética sobre a ingenuidade, loucura e ambição humanas. Figurando em inúmeras listas de “melhores de sempre” (incluindo as renomada Cahiers du Cinema e Sight & Sound), 2001: Odisseia no Espaço redefiniu as fronteiras do género de ficção científica, ao mesmo tempo que estabeleceu novas convenções visuais, narrativas e metafóricas, que não tinham sido nunca vistas na indústria e que se mantém como referência até hoje.

Como seria de esperar, a receção do filme por parte da primeira audiência experimental não foi positiva, tendo esta considerado o título “aborrecido e incompreensível”. Mas ao longo de quase 50, o título de Kubrick teve tempo de amadurecer no intelecto das audiências sendo hoje admirado pela escrupulosa precisão científica e o seu alcance – na escala do tempo – desde os primórdios da Humanidade até ao seu estado evolutivo do futuro, mas também pelas revoluções técnicas que vieram galvanizar o sistema cinematográfico por surgirem num filme que pretendia chegar à audiência a um nível cada vez mais visual, obliterando por completo as convenções da narrativa clássica: a escassez de diálogo, a integração singular de composições visuais e musicais, os efeitos visuais de ponta e, talvez, mais realistas que alguma vez o Cinema de ficção científica havia produzido.

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De acordo com Bill Krohn, não é com despeito que se pode considerar que a obra de Kubrick se divide em dois períodos: antes e depois de 2001; porque “depois de um primeiro período onde cada imagem o fazia adivinhar como o sucessor de (Orson) Welles, nada do que Kubrick fez depois de 2001 faz lembrar qualquer coisa relacionada com Welles, porque esta foi a altura em que Kubrick começou a fazer filmes como algo que nunca antes tinha sido visto, mesmo na sua filmografia”.

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UMA FRASE PARA A POSTERIDADE

Dave Bowman: Open the pod bay doors, HAL.
HAL: I’m sorry Dave. I’m afraid I can’t do that.

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PARA FICAR NO OLHO E NO OUVIDO (DA MENTE)

 

 

Catarina Oliveira

Licenciada em Ciências da Comunicação e com formação complementar em Design Gráfico, além de editora e diretora criativa da MHD é também uma das sócias fundadoras da mais recente face da empresa. Colaboradora de Cinema na Vogue Portugal. Gestora de conteúdo na Lava Surf Culture e NOS Empresas - Criar uma Empresa. Autora do blog de Cinema Close-Up.

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