Doris Day, © Paramount Pictures

Alfred Hitchcock é sinónimo de cinema. A sua carreira atravessa 6 décadas de uma qualidade invejável, que o coloca como símbolo absoluto da contribuição britânica na história da sétima arte. Inclusive, um dos realizadores britânicos que mais o admira é o próprio Christopher Nolan, que citou o filme “Foreign Correspondent” (1940) como uma das grandes influências em “Dunkirk” (2017).

Apesar de ter mencionado o seu impacto no cinema britânico, foi no cinema alemão que teve o seu início. Fortemente influenciado pelo Expressionismo Alemão de filmes como “Nosferatu, eine Symphonie des Grauens” (1922) e “Dr. Mabuse, der spieler: Teil I: Der große spieler” (1922), adotou esse estilo ao longo da sua carreira, reconhecido pelo uso de sombras e personagens psicologicamente perturbados.

Pub

História de The Man Who Knew Too Much

The Man Who Knew Too Much
© nikostsoup

A produção, protagonizada por Doris Day e James Stewart, conta a história de um casal e o seu filho em Marrocos, num retiro de férias. Enquanto passeiam em praça pública, um desconhecido esfaqueia um homem. Conquanto, antes de morrer, a vítima aproxima-se do Dr. Benjamin McKenna (James Stewart) e sussurra-lhe ao ouvido: «Um homem será assassinado em Londres. Avise-os em Londres. Ambrose Chappell.»

Todavia, para este thriller, Alfred Hitchcock juntou pela primeira vez a dupla Doris day-James Stewart. A atriz é estreante num filme do realizador, enquanto o ator já tinha estado em “Rope” (1948) e “Rear Window” (1954), dois dos maiores sucessos de ambos. Após “The Man Who Knew Too Much”, viria a maior conquista de ambos, “Vertigo” (1956). Na época, o público e a crítica receberam o filme com frieza, mas hoje muitos colocam-no no topo da história do cinema.

Pub

Onde ver este clássico de Alfred Hitchcock

A longa-metragem estreia amanhã, dia 3 de Agosto às 20h30 no Canal Cinemundo. Sendo o artista que é, é mais que normal que receba várias homenagens, avaliações e novos fãs, a cada dia que passa. É com isto em mente, que o Canal Cinemundo preparou uma programação neste mês de Agosto, dedicada a um dos dos grandes mestres, e senhor absoluto do “suspense”.

A “The Man Who Knew Too Much” (1956), juntam-se “Vertigo”, “Psycho” (1960), “The Birds” (1963) e “Marnie” (1964). Verdade seja dita, podíamos incluir mais cinco filmes da sua filmografia nesta lista, mas dificilmente encontraríamos uma seleção capaz de superar a qualidade destes clássicos.

Pub
Lê Também:
Harry Potter e a Pedra Filosofal regressa aos cinemas portugueses em agosto para celebrar os 25 anos da saga

Se está bom não mexe: Alfred Hitchcock mantém a receita

The Man Who Knew Too Much (1956) de Alfred Hitchcock
James Stewart, © Paramount Pictures

Alfred Hitchcock é o “Mestre do Suspense” por excelência graças, não só à sua qualidade, mas também à quantidade de longas-metragens produzidas no género. Segundo o IMDB, de 56 filmes realizados, 38 são de Suspense.

Este caso não é diferente, e resultou em mais um êxito. No Rotten Tomatoes, os críticos atribuem 89 % enquanto a audiência dá 84%. Já no Letterboxd, o filme foi visto por 149 mil pessoas, das quais 32 mil o colocaram nos Favoritos. Quando se tem o dom, não há nada a fazer…

Pub

The Man Who Knew Too Much: Vencedor de um Óscar

The Man Who Knew Too Much (1956) de Alfred Hitchcock
Doris Day e James Stewart, © Paramount Pictures

Contra um orçamento de aproximadamente 2,5 milhões de dólares, o filme arrecada 11. 3 milhões nos EUA, desconhecendo-se os números a nível internacional. O sucesso do filme deveu-se especialmente ao hit “Whatever Will Be, Will Be (Que Sera, Sera)”, cantado por Doris Day, que se tornou num fenómeno mundial que determinou a sua carreira.

Na temporada de prémios, em 1957, conquista o Óscar de Melhor Música (Canção) pela música “Whatever Will Be, Will Be (Que Sera, Sera)”, e Alfred Hitchcock é nomeado ao Palme d’Or no Festival de Cannes. Mais uma vez, o realizador falha a nomeação ao Óscar e falhou vencê-lo nas 5 vezes em que foi nomeado. O futuro falaria mais alto, e hoje, ecoa este desprezo, assim como a várias outras lendas importantíssimas desta arte.

Pub

About The Author


Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *