Game of Thrones, sétima temporada em análise | Primeiras Impressões

O primeiro episódio de Game of Thrones não desiludiu: trouxe uma vingança, preparações para a guerra, velhos amigos, uma voz conhecida e um retorno a casa.

A ansiedade de um ano finalmente terminou: a nova temporada de Game of Thrones chegou, e trouxe consigo um episódio de revolta. A guerra está prestes a começar, mas começa a não parecer tão óbvio quem serão os intervenientes principais. Iremos por partes.

Já fora da linha temporal da saga de livros A Song of Ice and Fire, mesmo os fãs mais leais não sabem qual a direção que a série irá tomar, agora totalmente criada por David Benioff e D. B. Weiss. Mesmo antes dos créditos iniciais, o início da sétima temporada viu Walder Frey a entregar um discurso de agradecimento aos seus homens pelas mortes do Red Wedding (para quem não se recordar, o que parece improvável, no episódio da 3ª temporada “The Rains of Castamere“)… mas esperem, o Frey pai não tinha morrido no final da temporada anterior às mãos (ou melhor, faca) de Arya Stark? Rapidamente se percebe que algo está errado, que não é um flashback, e sim uma matança em grupo à boa moda de Arya e das suas muitas faces. Justiça foi, finalmente, servida.

Game of Thrones 07e01 critica analise

Depois desta abertura, voltamos a Winterfell para uma reunião dos maiores Lordes do Norte de Westeros, coordenada pelo seu novo Rei, Jon Snow, e um plano de batalha contra os temerosos White Walkers começa a ser traçado. E o que parecia ser um belo momento de liderança com os Stark na frente, mostrou-se importante pela disputa que se criou entre os meios-irmãos – Sansa, manipulada por Littlefinger, começa a não concordar com as decisões de Jon e um pequeno atrito começa a formar-se. Momento salvo pelo roubo de protagonismo de Lyanna Mormont, que, com pequenas participações, continua a mostrar porque é das personagens mais adoradas pelos fãs.

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Do outro lado do reino, a bela realização de Jeremy Podeswa mostrou-se na visualização da pintura no chão ordenada por Cersei, a nova detentora do Iron Throne, que se apercebe que tem mais inimigos do que amigos depois de ter destruído o Septo de Baelor e termos perdido 11 personagens conhecidas. Os “únicos Lannister que restam que importam”, como se auto-descreveram, precisam de novos aliados se querem tentar vencer a guerra contra o Rei do Norte, sendo o primeiro Euron Greyjoy, o escape cómico do episódio.

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A brilhante cinematografia da série mostra-se ao longo de todo o episódio, com a vinda dos barcos de Euron Greyjoy e de Daenerys, mas também se deixa escapar com a descrição da vida de Samwell Tarly na Citadela que prova o seu ponto de vista, com certeza, mas muitos dos fãs tiveram de virar a cara para o lado no decorrer da cena (e estava inicialmente previsto ter 8 minutos de duração, conseguem imaginar?). E com ela, igualmente fulcral, um pormenor que facilmente podia escapar aos olhos menos atentos: o prisioneiro misterioso que falou com Sam? Sim, é Jorah Mormont, que aparenta estar cada vez mais de pedra. Qual será o destino e, talvez mais importante ainda, o seu papel nesta guerra?

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Houve ainda tempo para uma participação muito especial, que não agradou a todos. Quando Arya está no seu caminho para King’s Landing para continuar a matar (literalmente) a sua sede de vingança, encontra-se com alguns soldados do exército Lannister, um dos cujos interpretado nada mais, nada menos do que por Ed Sheeran. E numa cena à primeira vista algo banal, mas que na verdade serve um propósito, a participação do cantor não foi tão bem aceite pelos seus fãs como seria de esperar.

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Mas o final do episódio, esse faz jus a tudo aquilo que nos fez apaixonar por Game of Thrones. A Rainha dos Dragões e respetivos aliados finalmente chegam a Dragonstone, numa imponente cena em que durante uns bons minutos não foi necessário dizer uma palavra para transmitir ao espectador a importância daquele retorno ao agora abandonado reino dos Targaryen. O castelo que fora a sua casa parece precisar de umas remodelações, mas quando Daenerys passa ao lado do trono e se dirige à mesa de planeamento, perguntando a Tyrion “vamos começar?“, fica a certeza: não foi só o Inverno, mas também o Fogo que chegou a Westeros, e ainda muito está para vir.

Trailer | Game of Thrones, sétima temporada

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Game of Thrones, sétima temporada - Primeiras Impressões
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Name: Game of Thrones

Description: Nove nobres famílias lutam pelo controlo sob as míticas terras de Westeros, enquanto uma raça esquecida retorna após estar dormente por milhares de anos.

  • Ana Rodrigues - 85
  • Rui Ribeiro - 80
  • José Vieira Mendes - 85
83

CONCLUSÃO

O MELHOR: A história enigmática e a qualidade de realização que a série já nos habituou.
O PIOR: A personagem interpretada por Ed Sheeran parece, para já, não acrescentar nada de relevante.

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Ana Rodrigues

Seriófila, e amante das artes cinematográficas.

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