Crossing Lines T1 | Primeiras Impressões

 

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  • Título Original: Crossing Lines
  • Produtores: NBC
  • Criadores: Edward Allen Bernero
  • Elenco: William Fichtner, Donald Sutherland, Marc Lavoine, Gabriella Pession, Tom Wlaschiha, Moon Dailly, Richard Flood
  • Género: Action, Crime, Drama
  • 2013 | EUA | AXN HD | Quarta-Feira | 22:21

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Num universo televisivo tão saturado de séries criminais, a NBC encontrou um belo pretexto para juntar um elenco de luxo e refundir a fórmula de “Mentes Criminosas” numa equação mais europeísta. Assim à primeira vista, podemos torcer o nariz aos óbivos clichés e déjà vus que vão beber da mesma fonte macabra de crimes, mas a verdade é que Edward Allen Bernero consegue oferecer um novo paladar ocidental à cena criminal. Tendo em conta que por ano ocorrem cerca de quatrocentos e sessenta e seis mil homícidios em todo o mundo, a invenção de uma “task force” internacional de super agentes policiais vem constituir uma indulgência valorável.

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Com a chancela do Tribunal Penal De Haia representado pelo senhor inspetor Dorn (Donald Sutherland), a equipa de elite capitaniada pelo Major Louis Daniel (Marc Lavoine), vai reunir a expertise multicultural para operar livremente sem os inevitáveis limites jurisdicionais transfronteiriços. Carl Hickman (William Fitchner), um formidável detetive da “NYPD” aposentado por invalidez, é resgatado da lixeira de um circo para regressar ao ativo pela sua perícia a traçar perfis psicológicos; Sebastien Berger (Tom Wlaschiha) é o “geek” alemão com dotes de “Q”; Tommy McConnel (Edward Flood) só pode ser o irlandês brigão talhado para a tareia; Eva Vittoria (Gabriella Pession) é a ruiva italiana mais bella que a Interpol alguma vez conheceu como especialista de infiltração; Anne Marie San (Moon Dailly) completa o lote de cabeças prodigiosas com a sua capacidade extraordinária de analista criminal.

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As vistas exuberantes das maiores cidades europeias vão adornando o modus operandi de um serial killer que anda a ceifar a vida de quatro mulheres com brutalidade. É num verdejante parque em Berlim, que a equipa de justiçeiros começa a sua intervenção forense numa reconstituição moderna da cena de crime. E quando o “Scan-Gen” dá o ar da sua proeza tecnológica, é só esperar que o robô virtual faça o mapeamento da área circundante para obtermos os “kudos” de um criminoso desleixado. Mas se até aqui é quase tudo mais do mesmo, a verdadeira riqueza de “Crossing Lines” reside na interação desta miscelânea de culturas e vivências partilhadas em cada investigação, oferecendo a esta corrente televisiva um balão de oxigénio filtrado.

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Com um budget a rondar os três milhões de dólares por episódio, “Crossing Lines” não sai nada barato. E percebe-se logo, basta saborear a complexidade emocional que “William Fitchner” implementa em Hickman, um homem acabado para a vida que é ressuscitado por uma dose milagrosa de morfina a cada dez minutos. Ou até mesmo “Marc Lavoine”, que na pele de Louis Daniel consegue arrebatar com o seu semblante carregado para secar um forte sentimento de perda. Também “Donald Sutherland”  ou Dorn que dá a cara pela “ICC“, emana o peso da velha raposa que nunca esquece a arte de bem representar.

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Crossing Lines” á superfície pode parecer uma cópia de outras cópias do género, mas oferece nuances suficientes para se destacar por mérito próprio. Não revoluciona, mas tenta pelo menos com algum sucesso e engenho, arrastar a temática criminal para novas fronteiras, arrancando-a do nicho territorial americano.

P.S – A World Without Borders, Needs Justice Whitout Borders…

MS

Miguel Simão

Jurista e Poeta em algumas horas vagas. Cinéfilo incurável com forte pancada pelo sci-fi, que se perde algures pelo vício noturno de umas quantas séries televisivas de renome; amaldiçoado pelo perfecionismo estético de uma resma de palavras mais ou menos caras. Podem encontrar-me a divagar entre a Terra e o Espaço no meu blogue premiado Última Transmissão Humana.

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