Dark Matter | Entrevista com o elenco da nova série Syfy

 

O Syfy estreia em Junho a nova série Dark Matter, uma aventura no espaço dos escritores de Stargate e dos produtores de Lost Girl.

O Syfy estreará no próximo dia 15 de Junho às 22h10 a nova série Dark Matter, uma aventura no espaço assinada pelos escritores do franchising  de Stargate, Joseph Mallozzi e Paul Mullie, que são também os autores da banda desenha homónima em que se baseia a história.

Ao todo são 13 episódios de uma hora, protagonizados pelos tripulantes de uma nave que anda à deriva pelo espaço. O início da série é marcado pelo fato de toda a tripulação acordar sem saber ao certo como chegaram até ali e o porquê. A partir daí, cada minuto conta para a sobrevivência de cada elemento a bordo e terão de trabalhar em conjunto para aguentarem esta viagem espacial que será marcada pela vingança, traição e muitos segredos.

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ENTREVISTA COM TODO O ELENCO

Dark Matter é interpretado por Marc Bendavid (“ONE”), Melissa O’Neil (“TWO”), Anthony Lemke (“THREE”), Alex Mallari Jr (“FOUR”), Jodelle Ferland (“FIVE”), Roger Cross (“SIX”) & Zoie Palmer (“THE ANDROID”).

Quem é que posteriormente sempre mostrou um grande interesse pelo género de ficção cientifica e quem não mostrou? Como é que é trabalhar como actor neste mundo do sci-fi?

Jodelle Ferland/FIVE: Eu definitivamente estou apaixonada pelo sci-fi. A maioria dos meus programas favoritos são sci-fi e lembro-me que quando vi os anúncios para a audição, fiquei entusiasmada com a descrição do programa e pensei, “Isto parece tão fixe! Mal posso esperar pela estreia!” e depois acabei por conseguir o papel e fiquei do tipo, “Isto é ainda melhor.” É mesmo fixe, basicamente venho trabalhar todos os dias para uma nave espacial e é fantástico. Digamos que me entusiasmei mesmo.

Anthony Lemke/THREE: Eu não tenho problemas em admitir que adoro sci-fi e tenho a certeza que todos vão dizer o mesmo, mas a minha experiência com actores, nomeadamente do Canada, é que há alguns que ficam extremamente motivados com o material de ficção científica e depois há aqueles que não ficam de todo. Basicamente se não são fãs do género, nem se incomodam em fazer audições para o programa. Não sei se vocês concordam [para os colegas no painel de entrevista], mas fica dito que adoro sci-fi e toda a gente tem já alguma experiência com sci-fi.

Como é que conseguem construir uma personagem que não tem qualquer memória ou história de origem?

Roger Cross / SIX: Isso é que é o divertido, não? É nos fornecida algum conhecimento do passado mas parte da diversão é o facto de nós, como actores, virmos a descobrir tudo juntamente com os espectadores. Nós temos de tirar algumas conclusões e muitas vezes tropeçamos e cometemos erros. Tenho a certeza que vai ser divertido para os fãs, descobrirem as coisas ao mesmo tempo que nós.

Anthony Lemke / THREE: Isto não é muito diferente da realidade do nosso mundo. Não temos grande percepção do passado e não temos qualquer ideia de como vai ser o futuro. Aqui, podemos não saber nada do nosso passado das personagens, mas antes de gravarmos o primeiro episódio, já tínhamos os guiões de mais nove episódios que podíamos ler, e por isso, nós sabemos como a história se desenvolve o que é uma grande ajuda.

dark matter all characters
A ordem das personagens – “ONE”, “TWO”, “THREE”, “FOUR”, “FIVE”, “SIX” e “ANDROID”.

Podem nos dar uma breve descrição das vossas personagens?

Marc Bendavid / ONE: Eu descreveria o ONE como aquele que está mais afastado do seu elemento no grupo. Ele não parece capaz de se prender a qualquer coisa que faça sentido. Ele continua a ver as pessoas a encontrarem o seu lugar, mas ele próprio não consegue. ONE sabe sempre o que é certo e luta por isso de forma destrutiva. Ele é aquilo que um herói espacial deve ser.

Melissa O’Neil / TWO: A TWO assume um papel de liderança na nave e fá-lo porque é uma pessoa de rápida aprendizagem. Se alguém se meter no seu caminho, ela geralmente remove essa pessoa ou então encontra-lhe outro espaço. Na maioria das vezes é uma figura racional e as decisões que toma são moralmente aceites e eu própria partilho os seus valores. Ela tem todos os parafusos, a não ser em situações onde pessoas com quem ela se preocupa estão colocados em situações de perigo. Aí ela torna-se diferente. É uma lutadora-nata e não sofre silenciosamente.

Anthony Lemke / THREE:  THREE é emocional e impetuoso. Ele fala bastante e é um daqueles que realmente abraça toda a aprendizagem sobre o seu passado. É uma pessoa que acredita que o “fim justifica o meio”. Abaixo disso tudo ele é uma pessoa com os pés bem assentes na terra, mas algo no seu passado fê-lo esconder quem realmente é.

Alex Mallari Jr / FOUR: O FOUR é o exacto oposto do THREE. Ele é calculista, e tudo o que faz, todos os passos mesmo, têm um objectivo. Além disso, ele também tem um daqueles passados que fazem com que ele coloque esta barreira emocional enorme na sua vida. Quando ele começa realmente a descobrir a sua história de origem e a explorar mais e mais o seu passado, ele descobre o mundo de sofrimento e dor de onde realmente vem. Quando li a descrição da minha personagem pensei numa analogia que o Bruce Lee fez sobre a água – há mais do que água dentro da água – e é isso que o FOUR personifica. Além disso é um assassino fenomenal. Ele é excelente.

Jodelle Ferland / FIVE: A FIVE é a menina das tecnologias. Ela é boa com tudo o que envolva cabos e problemas técnicos. É a mais nova na nave e tem realmente problemas em descobrir o lugar de onde vem. Ela não se sente como um membro do grupo, ou mais, o facto do grupo não ver o que ela realmente representa. Ela tem muito talento, mas como é a mais jovem, o grupo não acredita nas suas capacidades. Nesta temporada ela tenta realmente provar ser tão boa como os outros e tenta integrar-se e tornar-se mesmo um membro importante da equipa.

Roger Cross / SIX: O SIX é um protector e um realista em muitas formas. Ele tem grandes esperanças e gosta de ter algo por que lutar e sem isso sente-se vazio. Tem uma consciência que muitas vezes perturba-o mas ele aceita aquilo que tem de fazer. Ele tem uma parte em si que o colocou onde está e vocês irão descobrir mais sobre isso no desenrolar do programa.

Zoie Palmer / ANDROID: Em muitas formas ela é quase como uma criança e a sua principal função é servir os tripulantes da nave. Está ligada à nave por base de neurónios e é assim que basicamente a piloto. Não entende humor nem ironia. É uma personagem difícil de descrever. Há mais na ANDROID do que aquilo que parece. Começo num lugar e acabo noutro assim que chegamos ao final dos treze episódios.

trio star wars dark matter

Esta pergunta é para o ONE, TWO E THREE. Muita da ficção científica é baseado naquilo que vemos em Star Wars e as vossas personagens parecem retirar um pouco do trio original de Luke Skywalker, Princesa Leia e Han Solo. Existe um herói, uma figura feminina de poder e uma personagem que parece não atingir o seu potencial. Quão similar acham que são as vossas personagens?

Anthony Lemke / THREE: É um tipo de papel que já interpretei antes, o homem que podia ter sido o número um mas por qualquer razão não chegou lá. Ele não é nenhum Han Solo e vocês descobrem mais sobre a minha personagem do que aquilo que nos foi dado a conhecer do Han Solo. De certa forma isso é interessante. Todos os géneros tem os seus arquétipos e o teu trabalho é fazer com que isso funcione ao trazer algo próprio à tua personagem. Isso pode surgir da escrita ou então da interpretação do actor.

Melissa O’Neil / TWO: Eu acho que a grande diferença entre mim e a Princesa Leia é o facto de ela estar ligada à realeza e a TWO não estar de todo. Ela tem um passado muito diferente.

Marc Bendavid / ONE: Eu vi os três filmes do Star Wars à coisa de três anos e eu acho que este tipo de personagens viajam por vários géneros diferentes; tens o herói, aquele que se torna o líder, além disso tens uma mulher lutadora para se colocar entre o herói e o terceiro companheiro.

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Como e porque é que acham que as pessoas à volta do mundo se vão conseguir relacionar com Dark Matter?

Marc Bendavid / ONE: Porque a escrita é muito boa. Não se consegue sequer parar de ler os guiões quando os recebemos! Até na minha agência me disseram que não conseguiam largar os guiões. E pensem, aquilo são pessoas que estão mesmo atarefadas em alturas de lançamento de novas séries e mesmo assim não conseguiam deixar de ler. Há pessoas tão talentosas a contribuir para a história.

Roger Cross / SIX: Nós temos excelentes personagens e um bom desenvolvimento delas, além de termos um ótimo cenário, numa nave espacial com excelentes cenas de acção. Irá certamente deixar a audiência intrigada. Há efeitos especiais muito bons e será uma diversão para todos.

DARK MATTER | ESTREIA DIA 15 DE JUNHO ÀS 22H10 NO SYFY

 

Marcos Mendes

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