DMC Devil May Cry Definitive Edition (PS4) | Análise

 

 DMC  

  • Editora: Capcom
  • Produtora: Capcom
  • Plataformas: PS4, Xbox One

 

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DMC, ou para os fãs mais antigos Devil May Cry, é um dos casos em que um bom jogo da anterior geração se torna melhor na atual geração sem ter apenas um upgrade gráfico. É toda a experiência que recebe uma melhoria graças a pormenores que vamos sentindo durante as 10 horas de jogo que teremos pela frente.

Mas, obviamente, comecemos pela parte gráfica. DMC é a prova de que os 60fps fazem a diferença em alguns jogos. É verdade que não somos apologistas de que todos os jogos sejam obrigados a ter tal performance, porque o importante é o ambiente. A questão é que neste caso o ambiente é dado pela rapidez e pela intensidade do jogo e do que exige da nossa jogabilidade. Como tal, ao experimentarmos este jogo com 60fps notamos a diferença, e todo o jogo melhora imenso, tornando-se num novo desafio, graficamente mais fluido e, felizmente, sem quebras.

Outra melhoria gráfica está na resolução de 1080p que se nota facilmente, principalmente nos cenários cheios de cor e estilo que iremos ver durante esta demanda. No global, e mesmo sem nunca conseguirmos esquecer o estilo muito próprio que esta saga tinha antes deste jogo, a verdade é que é impossível não ficar agradado com os cenários (muita cor e diversidade) e com o estilo que este DMC nos oferece, que é bastante ajudado por melhores efeitos de luz e sombra nesta nova edição. Se nunca lhe deram uma oportunidade, está na hora de o fazerem, até porque toda as possibilidades de costumização permitem que o nosso Dante tenha o visual do anterior Dante dos quatro primeiros jogos, caso não gostem do novo visual.

Em termos de enredo não há muito a dizer, sendo o único fator importante do jogo que não recebe melhorias nesta edição. Todavia, temos de referir que este DMC tem um bom enredo, sendo claramente um dos melhores da saga, com momentos memoráveis e várias surpresas pelo caminho. A isso juntam-se personagens interessantes e, na grande maioria, bem construídas e credíveis. É também verdade que existem algumas personagens mais estereotipadas, mas nunca esses momentos mais óbvios retiraram qualidade a um enredo interessante e que encaixa bem na intensidade do jogo.

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A parte sonora também recebeu melhorias, principalmente nos efeitos, fundamentais para criar o ambiente necessário num jogo em que a cada segundo algo diferente está a acontecer no ecrã, quer seja um golpe, um monstro a gritar, uma explosão, etc… o resultado final é que este jogo nunca nos dá descanso aos ouvidos. Também a banda sonora é interessante, encaixando muito bem no que vai acontecendo e criando ambiente sem nunca ser fantástica, mas sem nunca ser secundária. Por fim, e talvez o único ponto negativo do jogo, é o facto de em alguns momentos a sincronização entre vozes e gráficos não estar sincronizada. Claro que num jogo de 10 horas termos uns segundos não sincronizados pode ser irrelevante, mas estranha-se que tal aconteça, e é pena, porque o trabalho de vozes está bem conseguido.

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Mas, é na jogabilidade que está o ponto forte deste jogo. Com os já referidos 60fps, a intensidade é brutal, tanto no ecrã como nos nossos dedos. Dentro do seu género, o que DMC oferece é uma jogabildiade quase perfeita, ao nível do que, por exemplo, God of War nos ofereceu no passado. O controlo é total, intuitivo e rápido, dando a sensação que estamos a controlar totalmente a nossa personagem e que não será por falhas na jogabilidade que iremos ter dificuldades. A grande adição na jogabilidade é, com certeza, o lock on manual que nos permite fixar a nossa mira num alvo, sendo uma excelente adição para os mais experientes… claro que maior liberdade nas nossas ações levará a um maior desafio, e se lhe juntarmos mais 20% de velocidade, um nível elevado e outras adições, como aumentar a vida dos nossos adversários… estão a imaginar o desafio. De salientar apenas que com o lock on a camara nem sempre se comporta por forma a facilitar-nos a vida, criando ângulos complicados em alguns momentos em que qualquer detalhe pdoe fazer a diferença entre viver ou morrer.

Por falar em dificuldades, toda a saga de DMC é famosa pelos seus níveis de dificuldade, e aqui não é exceção. Uma das adições mais interessantes é o turbo mode que aumenta a velocidade do jogo em 20%, o que até pode não parecer muito. Mas conseguirão aumentar a velocidade dos vossos dedos 20% para acompanharem esta aceleração? Acreditem que não é fácil e nem é a única adição que terão pela frente. O jogo oferece vários extras que podem aumentar e muito a dificuldade, tornando-se num desafio realmente difícil de superar, ao ponto de estar a jogar e pensar “ter a platina disto não será fácil”.

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Com excelentes lutas bosses e uma ação do iníco ao fim, DMC deslumbra pela sua fluidez e intensidade. Não é graficamente um portento, pois não foi feito para as atuais consolas, mas oferece tudo o que tem de oferecer, sendo uma fantástica edição que todos os fãs devem ter. DMC é um dos melhores jogos dentro do seu género e eleva o patamar de intensidade dentro da atual geração.

Pontos fortes:

  • Combates frenéticos, fluidos e sem quebras, nuns fantásticos 60fps
  • Cenários cheios de cor e variados
  • Modo Lock On e modo Turbo levam-nos a querer repetir o jogo, cada vez em dificuldades mais elevadas
  • Muito para costumizar
  • Todos os DLCs
  • Um verdadeiro desafio…
  • … porque Dante must die

Pontos fracos:

  • Por vezes a camara não ajuda quando usamos o Lock On manual
  • Algumas falhas de sincronização nas falas

 

Hardware usado pela MHD para teste de jogos:

PS4:

  • PlayStation 4 Glacier White
  • DualShock 4 White
  • Razer Leviathan Sound System

PC:

  • Headphones Razer Carcharias
  • Keyboard Razer Epic Chroma

LP

 

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Luis Pinto

Software developer - Autor do canal Tek Test - Apaixonado por jogos desde o tempo do Spectrum!

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