Drácula T1 | Primeiras Impressões

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  • Título Original: Dracula
  • Produtores: NBC
  • Criadores: Cole Haddon, Daniel Knauf
  • Elenco: Jonathan Rhys Meyers, Jessica De Gouw, , Robert Bathurst, Victoria Smurfit, Nonso Anozie, Oliver Jackson-Cohen
  • Género: Drama, Horror, Fantasia
  • 2013 | EUA | Syfy HD | Quinta-Feira | 22:20

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“Sometimes, the people we are meant for, take us by surprise.”

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Ao longo da história contemporânea, o nome “Drácula” já irrompeu – pelo menos meia dúzia de vezes – pela nossa epiderme frágil, como um arrepio gélido imortalizado no tempo. E muitos foram os corpos da ribalta que serviram de cobaias para tal experimentação sanguinária: Gary Oldman; Christopher Lee; Leslie Nielson – e agora a mais jovem aquisição – na pele de Jonathan Rhys Meyers. Já o tinhamos visto a brincar aos castelos em “Os Tudors”, mas agora o cenário é bem mais grotesco, tenebroso e gótico – muito diferente dos salamaleques cordiais e aristocráticos da malta (Cole Addon, Daniel Knauf) de “Downtown Abbey“.

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Acordado num banho de púrpura por uma equipa de exploradores, Alexander Grayson (Jonathan Rhys Meyers), não se faz de rogado em arranjar um nome pomposo e um disfarce megalómano, dignos da alta sociedade vitoriana do séc. XIX. E podem esquecer o castelo da Transilvânia com vista panorâmica para o covil dos morcegos; este conde Drácula é agora um industrial visionário e só se contenta com a faustosa Carfax Manor em Londres.

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Mas afinal o que pretende o Sr. Grayson em terras de Sua Majestade? Bem, numa explicação breve e abrupta: vingança! É este o móbil impulsionador da sua reencarnação, latente em hibernação durante quinze anos, a fermentar a raiva dos canídeos pela Ordem do Dragão. Claro que, nem só de planos maquiavélicos vive o anfitrião mais cobiçado do momento, enquanto vende a sua luz revolucionária à nata burguesa, e ajusta a mira em umas quantas goelas bem suculentas.

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Não obstante o seu poder sobrenatural, Sir. Alexander necessita de aliados obedientes à sua causa, nem que seja sob ultimato de um torcicolo na garganta. E tal como qualquer bom produto comercializável, Renfield (Nonso Anozie) será o servo/relações públicas deste belo espécime imortal de “Vlad, The Impaler”. Aliás, outras personagens bem conhecidas do romance de Bram Stoker, transitam para este remake modernizado: Thomas Kretchmann (Abraham Van Helsing), que agora leciona medicina e já não caça vampiros ao lado de Anna Valerious; Jonathan Harker (Oliver Jackson-Cohen), que trocou a advocacia pelo jornalismo; ou até mesmo Mina Murray (Jessica De Gouw), uma estudante de medicina em tudo parecida à falecida esposa de Drácula.

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Mais ainda, apraz-nos informar que o jovem que nunca envelhece, encontra todo o seu potencial libertino na alma de Jonathan Rhys Meyers. Com aquele olhar penetrante povoado de um mistério negro, Rhys consome o espaço humano com a sua presença iluminada; enquanto vagueia como um predador faminto, pelo trilho visceral das virgens da noite. Toda aquela seiva de escarlatina a jorrar pela delicadeza pálida das suas vítimas, conferem uma intensidade e perversidade ao nivel da competência de um famoso estripador – que bem poderia ser Meyers.

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Drácula, é uma série dramática empolgante, que sente prazer em camuflar o instinto animal que habita no nosso amâgo, em trajes finórios e aparências enganosas. E se misturarmos um enredo que não dá tudo de bandeja, e envia paulatinamente, todos os sinais de uma trama arquitetada na surpresa e conspiração, mais cativante se torna. Os ingredientes são servidos num prato frio e pitoresco, e é esse fluxo visualmente fugaz, que nos faz voltar para mais uma degustação. Afinal de contas, o sangue é a vida!

P.S – Algumas cabeças começam a rolar logo à noite…

MS

Miguel Simão

Jurista e Poeta em algumas horas vagas. Cinéfilo incurável com forte pancada pelo sci-fi, que se perde algures pelo vício noturno de umas quantas séries televisivas de renome; amaldiçoado pelo perfecionismo estético de uma resma de palavras mais ou menos caras. Podem encontrar-me a divagar entre a Terra e o Espaço no meu blogue premiado Última Transmissão Humana.

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