Um Lugar Silencioso

Entrevista EXCLUSIVA MHD a Emily Blunt sobre Um Lugar Silencioso

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Estivemos à conversa com Emily Blunt, atriz que dá vida a Evelyn no novo filme de John Krasinski, “Um Lugar Silêncio”, obra de terror que já angariou vários fãs pela sua história aterradora mas emocionante.

A versátil, brilhante e aclamada atriz Emily Blunt estava a meio das filmagens de “Mary Poppins” quando leu o guião do aterrorizante novo filme do seu marido na vida real, “Um Lugar Silencioso“. Sendo “Tubarão” o seu filme favorito de todos os tempos, quando ela leu o guião, repleto de personagens brilhantemente criadas interagindo num mundo em que uma criatura aterrorizante se esconde nas sombras, ela sabia que tinha de participar. Ela só precisava de o convencer a dizer sim. E a dizer não à outra atriz que ela originalmente recomendou para o papel.

um lugar silencioso

MHD: Dada a forma como “Um Lugar Silencioso” é visceral, é justo dizer que, em muitos aspetos, é quase mais uma experiência do que um filme?

Emily Blunt: Absolutamente. Isso é o que John queria criar para o público – não uma exibição passiva de um filme, mas uma experiência da qual você faz parte tanto quanto as personagens. Quando se está na plateia com as pessoas a assistir, elas estão tão absortas que parece que estão a viver uma experiência. Você vê pessoas a saltar e a rir e a gritar para o ecrã: “Não, não, não, não, não!”. Porque estão à frente do jogo, a pegar em todas as pequenas sementes que o John colocou lá. Isso é ótimo de se ver. Na exibição no SXSW, eu e o John ficámos sentados a apertar as pernas um do outro, felizes por as pessoas estarem a reagir como estavam. Foi um tanto esmagador e surreal.

MHD: O que acha que faz as pessoas identificarem-se mais?

EB: São as personagens, eu acho. É por isso que sou obcecada com o “Tubarão”. Não é um filme sobre um tubarão que mastiga as pernas das pessoas. Não é sobre o sangue. Essa não é a emoção do filme para mim. É sobre os três homens no barco que estão a tentar superar alguma coisa, seja um medo ou uma vingança de algum tipo. É isso que me atrai em “Tubarão” – essas personagens. E é isso que realmente queremos fazer com este filme, criar uma família na qual se possa investir. E eu adoro os filmes que nos fazem aderir, que não são paternalistas, que nos fazem importar. E este é um deles.

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MHD: “O Tubarão” é um ótimo ponto de contato com “Um Lugar Silencioso” de várias maneiras. Quando é que o viu pela primeira vez?

EB: Eu vi “O Tubarão” em criança. E ainda é o meu filme favorito. Quando era criança, o meu pai sempre foi conhecido por trazer para casa filmes inapropriados do clube de video, quando a minha irmã mais velha e eu éramos demasiado jovens para os ver. Ele sempre chegava a casa com os filmes que queria ver. Então, sabe, foi “Voando Sobre Um Ninho de Cucos”, “O Tubarão”, e “Dois Homens e Um Destino”. A minha mãe dizia: “Elas não podem ver “Pretty Woman: Um Sonho de Mulher”! Isso é completamente inapropriado!”. E “O Tubarão” era um deles. Quando eu o vi em criança estava completamente apavorada com o filme. Vi novamente anos depois e adorei. Na verdade, quando o John e eu nos conhecemos, ao fim de um mês, decidimos ver alguns dos nossos filmes favoritos juntos. E nós dois adoramos “O Tubarão”, então tornou-se numa espécie de marco. Quer dizer, estamos juntos há quase uma década e devemos ter visto o filme cerca de 25 vezes. Eu acho que quando nos tornamos adultos, particularmente um ator, descobrem-se todos os detalhes e nuances do filme, então “O Tubarão” tornou-se rapidamente uma das suas grandes inspirações para este filme. Foi ele, mas também filmes como “Alien” e “A Testemunha”. “Um Lugar Silencioso” é uma mistura estranha de todas essas influências.

MHD: O John diz que foi a Emily quem disse que ele deveria realizar “Um Lugar Silencioso”. Isso é verdade?

EB: Bem, eu encorajei-o a fazer isso porque parecia tão óbvio. Honestamente, ele apresentou-me o filme e eu fiquei tipo “Primeiro: Porque é que esse filme nunca foi feito porque é uma ideia tão fantástica e fácil de entender para um filme de terror. E segundo, parecia haver uma razão mais profunda que o fez aderir – a ideia de uma família que precisa de comunicar mais do que qualquer outra família, e que não podem fazer por causa do perigo de falarem.” Fiquei maravilhada com a ideia. E eu sabia que ele seria capaz de captá-la porque ele tem talento para coisas visuais. E ele tinha essa convicção. Na verdade, acho que fui persuadida por ele e pela sua convicção. Eu disse: “Não podes simplesmente participar no filme. Tens de o realizar.
Tens de fazer tudo”.

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Ângela Costa

Mestre em Cinema pela Universidade da Beira-Interior, sou apaixonada pelo cinema japonês e toda a cultura que o envolve. Adoro igualmente fotografia e se tiveres curiosidade passa no meu Instagram ;) Música e videojogos são dois outros grandes interesses.

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