Exploração do Planeta dos Macacos

 

O segundo capítulo do reboot da saga do Planeta dos Macacos está quase a chegar a Portugal e desde o início da sua produção que a expectativa é enorme – tanto para os fãs incondicionais da saga cinematográfica iniciada há 46 anos, como para aqueles que se tornaram fãs recentemente, depois da agradável surpresa que houve em 2011, com o sucesso desmedido (e não previsto) do “Planeta dos Macacos: A Origem”. O facto de ter sido um quiet dark horse na altura em que esteve em exibição nos cinemas é prova de que nem produtores nem distribuidores estavam à espera de que este blockbuster conseguisse apagar a má imagem deixada pelo reboot/remake de Tim Burton, em 2001, especialmente do twist ridículo que quem tiver visto o filme decerto se lembrará.

“Planeta dos Macacos: A Origem”, realizado por Rupert Wyatt e protagonizado por James Franco e Andy Serkis, que volta a ser Caesar em “Planeta dos Macacos: Revolta”, foi de facto uma autêntica bomba de oxigénio para o franchise, permitindo despertar o interesse da saga a novos públicos que tiveram em 2011 o seu primeiro contacto com uma das histórias mais conhecidas do cinema, cujo ciclo de vida poderá, dependendo do sucesso da trilogia prevista, ultrapassar o meio século.

O livro homónimo do francês Pierre Boulle, publicado em 1963, foi a base para o primeiro filme do franchise, realizado em 1968 por Franklin J. Schaffer e protagonizado por Charlton Heston, encontra-se em diversas listas dos maiores filmes de culto e é um dos maiores marcos da ficção científica,  no início do movimento de contracultura na América dos 60’s, a par de 2001: Odisseia no Espaço, tendo já certas nuances estilísticas e narrativas que seriam depois o ex-líbris da New Hollywood do início dos anos 70. Seguiram-se depois “O Segredo do Planeta dos Macacos” (1970), “Fuga do Planeta dos Macacos” (1971), “A Conquista do Planeta dos Macacos” (1972) e “Batalha pelo Planeta dos Macacos” (1973) e ainda uma série, em 1974, que foi cancelada depois de 14 episódios.

Teve de se aguardar até ao novo milénio para se assistir a um novo filme da saga, que, como já foi dito acima, não encontrou em Tim Burton o melhor homem para a reavivar. Em 2011 a conversa foi diferente e estaremos cá todos para ver se este segundo capítulo do reboot conseguirá corresponder às elevadas expectativas que o primeiro capítulo fez surgir e com as quais não teve de lidar quando foi feito. Até lá, porque não alimentar essa ânsia que temos em ficar imersos na história deste Planeta dos Macacos? Avisamos que os vídeos que se seguem contêm SPOILERS relativos aos filmes anteriores, pelo que se tiverem a intenção de algum dia os verem, talvez devam parar de ler o artigo e começarem uma maratona cinematográfica que, apesar dos seus altos e baixos, consegue ser bastante marcante e compensadora. Quanto aos que já viram todos os filmes, desfrutem da nostalgia que, quiçá, talvez vos faça rever a saga novamente.

 

 

 

 

 

 

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