A Ilha dos Cães

Wes Anderson explica influência de Miyazaki em “Ilha dos Cães”

O cineasta falou recentemente sobre aquela que considera ser uma referência importante no seu mais recente filme animado, “Ilha dos Cães”, Hayao Miyazaki!

Não será provavelmente uma supresa que o mestre por detrás dos vários sucessos produzidos pelo Estúdio Ghibli fosse uma importante influência no filme, ainda mais por se tratar de uma história que se passa numa versão fantasiosa do Japão.

A Ilha dos Cães, Wes Anderson, Isle of Dogs
A Ilha dos Cães

No Festival internacional de Cinema de Berlim, Anderson explicou o porquê de referenciar o estilo peculiar de Miyazaki neste seu filme.

“Jason (Schwartzman), Roman (Coppola) e eu começamos este projecto querendo fazer um filme sobre alguns cães abandonados numa lixeira, uma matilha de cães que vivia no lixo,” revelou Anderson. ” Mas também falamos sobre querermos fazer algo no Japão, sobre o Japão e sobre o nosso amor sobre o cinema japonês, principalmente Akira Kurosawa.”

O filme acabou por se tornar numa história que envolvia de facto cães, numa versão idealizada por Anderson do Japão.

Fiquei realmente interessado em animação japonesa antes de fazer ‘Fantastic Mr. Fox’. Não era como se eu fosse um grande nome na animação. Neste, há dois cineastas que foram as nossas principais referências: Kurosawa e Miyazaki. Miyazaki traz o detalhe e os silêncios, penso eu. Com Miyazaki temos natureza, momentos de paz, uma espécie de ritmo que não está na tradição da animação americana. Isso inspirou-nos profundamente. Em certas alturas, quando trabalhei com Alexandre Desplat (compositor), encontramos muitos momentos em que tivemos que nos retirar do que estávamos a fazer musicalmente porque o filme pedia silêncio. Isso veio de Miyazaki.

 

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Alexandra Brito

Estudante de Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. Seriéfila compulsiva nos tempos livres, com predilecção por tudo o que envolva fantasia e/ou o sobrenatural.

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