Irmão de Pablo Escobar ameaça terminar “Narcos”

A disputa de Roberto Escobar Gaviria com a Netflix surgiu na sequência da morte de um produtor da série “Narcos”, morto a tiro no México quando fazia repérage para a série.

Parte do brilhantismo da série “Narcos” consiste na forma como Carlo Bernard, Chris Brancato e Doug Miro mesclam o drama com excertos e imagens reais. A série da Netflix acaba por ser um híbrido. Pode ser vista como um documentário ficcionado. Ou como um drama bem documentado. É bom quando a realidade “contamina” a série. O inverso nem por isso.

No passado dia 11 de setembro um produtor de “Narcos” foi morto a tiro no México, quando analisava os melhores locais para filmar a próxima temporada (4). O acontecimento precipitou uma entrevista do The Hollywood Reporter com Roberto Escobar Gaviria, irmão de Pablo Escobar e antigo líder do cartel de Medellín.

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Gaviria aconselhou a Netflix a reforçar a segurança e ameaçou acabar com a série. Ofendido com a presença do staff da série no “seu” território (leia-se América do Sul), deixou o aviso de que gravar na Colômbia é muito perigoso. Sobretudo sem a sua aprovação.

Já em 2016 Roberto Escobar Gaviria tinha exigido 800 milhões de euros pela utilização de imagens sem autorização da família Escobar. O antigo líder do cartel de Medellín recomendou à Netflix que tenha assassinos contratados a proteger a sua equipa. E rematou a entrevista ao THR dizendo “As mães deles deviam tê-los deixado no útero”.

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Será que este tesouro latino da Netflix pode estar em risco? A tensão e violência de “Narcos” é um portento, mas todos fazemos votos para que se fique pela ficção.

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