Metal Gear Rising: Revengeance (PS3) em análise

 

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  • Editora: Konami
  • Produtora: Platinum Games
  • Plataformas: PlayStation 3, Xbox 360

 

Classificação 

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Poucas sagas mudaram tanto os videojogos quanto “Metal Gear Solid” conseguiu. Kojima criou um universo fantástico e nas últimas gerações apresentou-nos quatro “Metal Gear Solid” (na história principal) que deixaram a sua marca. “Metal Gear Solid” foi um marco na PS1, “Metal Gear Solid 2” elevou o patamar na PS2 que veria em “Metal Gear Solid 3: Snake Eater” um dos melhores jogos daquela geração. Depois chegou o fantástico “Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots”, e ainda hoje temos de admitir que se trata de um dos melhores jogos desta geração, apesar de “já ter uns anos”. Com MGS os jogos ganharam profundidade, interação com o jogador, filosofia e tornaram-se mais cinematográficos.

Agora Kojima apresenta-nos um jogo fora da história principal, com Raiden a voltar a ser o personagem jogável. Mas terá a Platinum Games feito um bom trabalho com um estilo de jogo totalmente diferente do que a série nos habituou? Em primeiro lugar devemos indicar que, apesar de o jogo ser melhor para quem conheça o universo “Metal Gear”, tal não é obrigatório para quem queira jogar este jogo. No entanto, como é óbvio, um fã da série conseguirá retirar desta história, uma compreensão muito mais sólida e imediatamente se irá enquadrar neste universo onde a economia gerada pela guerra e o poder político estão de mãos dadas.

metal gear rising attack

Enredo: Kojima ofereceu a este jogo mais uma boa história, e se tivermos em conta o género de jogo, então a história de “Metal Gear Rising” é muito boa e acima do que costumamos ver nestes jogos de ação pura. No entanto, e porque a comparação é inevitável, este enredo não consegue atingir a qualidade dos da história principal. É verdade que o toque de Kojima sente-se com a sua filosofia e personagens com passado, motivos e traumas, e também é verdade que o universo “Metal Gear” é bem aproveitado, no entanto fica sempre a sensação que a história poderia ser maior e explorar um pouco mais alguns temas e ser mais imprevisível. Como grande fator positivo temos a personagem Raiden, que cresce e se dá a conhecer neste jogo, tornando-se também mais carismática e quase não se nota que apenas duas personagens nossas conhecidas aparecem neste jogo.

Jogabilidade: Perto da perfeição. A forma intuitiva e fluída com que controlamos Raiden é digna de aplauso. A velocidade da ação pedia bons controlos e este jogo chega perto da perfeição, sendo que o único factor negativo é a dificuldade de defender ataques, mas também com tamanha velocidade de combate, seria difícil fazer melhor. Cortar cenários e inimigos é fácil, intuitivo, e acima de tudo, inteligente, obrigando a que o jogador não se limite a carregar em botões, mas sim a pensar na melhor forma de atacar e a usar certos golpes nos momentos certos. Ainda na jogabilidade, podermos controlar a câmara torna-se essencial, pois nem sempre o computador nos ajuda nesse aspeto.

metal gear rising Raiden

Gráficos: Este é um jogo de duas medidas. Em relação aos cenários, a grande maioria não demonstra uma qualidade de deixar de boca aberta qualquer jogador, mas o mesmo já não podemos dizer das personagens. Tanto Raiden como qualquer inimigo, apresentam texturas de qualidade superior, e com uma ação tão intensa que a verdade é que pouca importância damos aos cenários, sendo muito mais interessante ver como iremos cortar um Metal Gear Ray. Nos combates não existem quebras e as batalhas contra os bosses ficarão na memória, principalmente aquela contra Sam. Água e efeitos de luz/sombra bastante bons, e claro, muito sangue!

Som: Tal como o jogo necessitava, também o género musical mudou. Ao contrário das músicas mais calmas ou mais tensas, aqui temos uma banda sonora ao ritmo do jogo, aumentando ainda mais um ambiente em que os nossos dedos não podem parar. O trabalho de dobragem está bom, apesar de um ou outro momento mais fraco, mas no geral é muito competente. De altíssimo nível são os efeitos sonoros que nos enchem as colunas de som com todos os cortes e explosões que Raiden provoca.

metal gear rising rey

É verdade que “Metal Gear Rising” perde bastante da identidade dos jogos principais, mas também é verdade que a história encaixa perfeitamente com o universo que Kojima criou. O género é diferente e a história poderia ser maior sem perder intensidade, mas este género de jogos não exige a profundidade emocional e filosófica que Kojima nos habituou. O jogo tem algumas falhas mas todas são rapidamente esquecidas, pois estamos perante um jogo difícil de largar. Um dos melhores do seu género, Rising tem tudo para criar a sua própria história, viver ao lado de “Metal Gear Solid” e ganhar o seu espaço. Se são fãs de MGS ou se gostam deste género de jogo, então este jogo é uma grande aposta.

A Platinum Games está de parabéns pelo excelente jogo que fez!

 

Pontos fortes:

  • A ação é constante… e ainda existe espaço para um ou outro momento de pura espionagem
  • Bons gráficos, batalhas memoráveis e poucas quebras
  • Dificuldades para todo o tipo de jogador, sendo que o modo mais elevado, é um verdadeiro desafio
  • Jogabilidade quase perfeita
  • Não basta carregar nos botões, pois todo o modo de batalha é inteligente e pede planeamento prévio

Pontos fracos:

  • A história é pequena
  • As legendas portuguesas são “do Brasil”

LP

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Luis Pinto

Software developer - Autor do canal Tek Test - Apaixonado por jogos desde o tempo do Spectrum!

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