Nova banda desenhada do Overwatch revela que Tracer é homossexual

História de Natal que demonstra que Tracer tem uma namorada já foi banida na Rússia.

Já o dissemos muitas vezes antes, mas vale a pena repetir: um dos aspetos mais apelativos e interessantes do Overwatch são as suas personagens cheias de diversidade e personalidades próprias. Estamos a falar de um elenco de personagens vindo dos quatro cantos do mundo que inclui um cowboy futurista, um ninja ciborgue, uma jogadora profissional de Starcraft 2, uma sniper idosa, um DJ em patins, um gorila cientista, uma culturista e muito, muito mais. Com tanta diversidade, é natural que o jogo tenha atraído uma quantidade igualmente diversa de fãs, incluindo atores que gostariam de dar voz a uma das personagens, ou até pessoas que nunca experimentaram o videojogo mas que são fãs do mundo e personagens do Overwatch. E se há uma personagem que é considerada como a “mascote” do jogo, é a Tracer.

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Lena “Tracer” Oxton foi uma das primeiras personagens reveladas quando o Overwatch foi anunciado com um trailer cinemático em 2014. No trailer os vilões Reaper e Widowmaker tentam roubar a luva do mítico Doomfist, mas são derrotados e eventualmente postos em fuga pela Tracer e o seu parceiro Winston. E desde então estava encontrada a “cara” do Overwatch, desde o marketing e merchadising até mesmo à capa do próprio jogo. A Tracer tornou-se quase na personagem principal e na mais recente banda desenhada lançada pela Blizzard, ficámos a saber que ela é igualmente a primeira personagem LGBT do Overwatch.

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Denominado “Reflections”, a história conta como vários membros do Overwatch irão passar o seu período de Natal, com uma ênfase especial na Tracer enquanto esta faz umas compras de Natal de última hora. Após algumas peripécias e imprevistos, ela consegue finalmente oferecer uma prenda à sua companheira Emily e as duas partilham um tenro beijo.

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As reações na da Internet têm sido um bastante mistas, como seria de esperar. Os fãs já há muito tempo sabiam que pelo menos um dos membros do jogo fosse homossexual, mas provavelmente não esperavam que a personagem mais popular fosse uma delas. No entanto, se há um país que não apoia minimamente esta decisão é a Russia onde, por motivos legais, o “Reflections” se encontra indisponível. Os utilizadores na Rússia que tentarem aceder à página são confrontados com uma mensagem em russo que pode ser traduzido mais ou menos como:

“De acordo com a legislação russa não podemos partilhar esta banda desenhada com os nossos jogadores no território da Federação Russa.”

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Esta já não é a primeira vez que conteúdo relacionado com a homossexualidade é banido na Russia. Aliás, ainda este mês o jogo FIFA 2017 viu-se igualmente a braços com protestos por parte de ministros russos por ter quebrado as leis “anti-propaganda gay” do país, as quais estipulam a proibição de conteúdo que apresente relações não-tradicionais como algo de normal, por forma a “proteger a saúde e desenvolvimento das crianças”. E uma vez que isto é exatamente aquilo que podemos constatar no “Reflections”, no qual a relação da Tracer com a sua namorada é encarada como algo de perfeitamente normal e que ninguém questiona, a banda desenhada não pode ser visualizada na Russia.

Overwatch já se encontra disponível para PC, Playstation 4 e Xbox One.


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