A Prime Video tem apostado, nos últimos anos, em fortalecer o seu catálogo com filmes e séries feitos em português. Tendo inicialmente adquirido obras já produzidas e comercializadas, a plataforma passou posteriormente a produzir novelas e séries de ficção em parceria com canais como a SIC/OPTO e a TVI. Assim, chegaram aos portugueses produções marcantes como “Terra Forte” ou “Páginas da Vida”, os reboots das séries juvenis “Lua Vermelha” e “Morangos Com Açúcar”, entre outros. Ultimamente, a Prime Video começou a apostar no formato documental. Desse modo, “Patrocínio” é uma das mais recentes apostas a ter impacto junto do público, em formato série. Agora, chega um novo filme documental com Joana Marques em foco.
Joana Marques é a protagonista do novo documentário da Prime Video
“Joana Marques – Culpada ou Indecente?” estreou na Prime Video a 14 de setembro de 2026 e rapidamente conquistou o primeiro lugar do Top dos Filmes mais vistos em Portugal na plataforma. Este documentário de um episódio revisita a mediática batalha judicial entre a humorista Joana Marques e a dupla musical Anjos, dos irmãos Nélson e Sérgio Rosado.
Assim, são explorados temas como os limites do humor, a liberdade de expressão, a reputação e o impacto das redes sociais. Para tal, existe o recurso a imagens de arquivo e depoimentos de figuras públicas. Daniel Leitão (marido de Joana), Inês Lopes Gonçalves e Ana Galvão, que integram a rúbrica de rádio “Extremamente Desagradável”, e humoristas como Ricardo Araújo Pereira e Bumba na Fofinha são algumas dessas figuras.
O percurso de Joana Marques

Joana Marques estabeleceu-se nos últimos anos como uma figura de peso no panorama artístico nacional, em particular no humor. Conta no currículo com projetos como “Camada de Nervos” (Canal Q) ou “Donos Disto Tudo” (RTP) e já foi guionista de Ricardo Araújo Pereira. No entanto, foi a rúbrica “Extremamente Desagradável” que a lançou para o estrelato, integrada no programa “As Três da Manhã”. A rúbrica, iniciada em 2017, viria a transferir-se para a Rádio Renascença em 2019, atingindo um mediatismo inigualável também por ser disponibilizada em formato podcast.
Joana Marques e Anjos: o motivo do processo
A polémica começou em 2022, na sequência da interpretação que os Anjos fizeram do hino nacional na edição do MotoGP desse ano em Portimão. A atuação ficou marcada por erros técnicos. Assim, a humorista publicou um vídeo satírico no seu Instagram, onde intercalava a atuação com reações negativas de jurados de concursos de talentos. Posteriormente, a dupla processou Joana Marques, alegando danos pessoais e profissionais para exigir uma indemnização de 1 milhão de euros. Todavia, o processo culminou com a absolvição de Joana Marques.


