Novo filme de Ryan Gosling alcança incrível marco de Interstellar
Andy Weir é um escritor norte-americano de ficção científica conhecido por unir o universo científico, dar-lhe um toque de física e química, assim como desenvolver cenários de sobrevivência extrema. De facto, tornou-se amplamente reconhecido pelo livro “The Martian”, (ou “Perdido em Marte”), o qual foi adaptado para longa-metragem em 2015.
Nesse sentido, o sucesso comercial foi evidente: o filme, protagonizado por Matt Damon, arrecadou mais de 630 milhões de dólares em bilheteira, face a um orçamento de 108 milhões. Além disso, a longa-metragem dirigida por Ridley Scott, tornou-se na décima maior bilheteira desse ano.
Ryan Gosling no espaço

Já não é a primeira vez que Ryan Gosling fica encarregue de navegar pelo espaço. Na verdade, já tinha explorado este universo em 2018, quando interpretou ninguém menos que Neil Armstrong em “First Man”, o drama biográfico de Damien Chazelle. Agora, em “Project Hail Mary” o foco recai totalmente sobre o ator. Sobretudo devido ao enredo, pois a seu personagem permanece sozinho em cena por longos períodos, enquanto procura resolver o mistério que o leva ao espaço.
Desta vez a história acompanha Ryland Grace (Ryan Gosling), um professor e ciências que acorda numa nave espacial a anos-luz da Terra, sem ter qualquer memória de quem é ou de como lá chegou. À medida que a narrativa avança, a memória de Ryland começa a regressar e o seu passado é apresentado ao público. Por um lado, Grace é desacredito pela comunidade científica após ter arriscado a reputação como investigador ao ter uma opinião divergente. Por outro lado, quando os investigadores se apercebem que afinal Grace pode estar correto sobre a sua teoria, o cientista acaba por ser enviado para uma missão sem retorno.
No entanto, Ryland parece não estar realmente tão sozinho como pensava. Uma nave alienígena aproxima-se à sua e é estabelecido o primeiro contacto com Rocky, um extraterrestre de aparência rochosa. Assim, uma amizade improvável nasce e torna-se central para a sobrevivência de ambos.
O filme bate recordes no box office
Entretanto, a trama científica já arrecadou mais de 217 milhões de dólares apenas nos Estados Unidos da América e cerca 203 milhões mundialmente, apesar de ter estreado há apenas duas semanas. Consequentemente, este desempenho representa a melhor estreia de sempre para um dos filmes pertencente aos estúdios da Amazon MGM.
Com isto, a longa-metragem ultrapassou a bilheteria mundial do filme “Prometheus” (2012), de Ridley Scott, bem como “Interstellar” (2014) de Christopher Nolan. Este último, protagonizado por Matthew McConaughey, Anne Hathaway e Casey Affleck, é um clássico da categoria de filmes de ficção científica e um dos mais aclamados das últimas décadas. Desta forma, “Project Hail Mary” realiza assim um feito notável dentro do género.
O mais recente filme da Amazon MGM estúdios possui uma classificação de 95% da crítica e 96% do público, segundo o Rotten Tomatoes. O filme, realizado por Phil Lord e Christopher Miller, tem sobressaído pelas críticas positivas devido à ligação do humor de Ryan Gosling e o tema aeroespacial. Assim como a originalidade dos realizadores ao transportarem o público para as cenas espaciais de forma interessante, sempre com um destaque cómico.
Quando a arte imita a ciência
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Paralelamente, a exploração espacial continua a evoluir na vida real. Neste momento, a NASA lidera a missão Artemis II, que marca o primeiro voo tripulado para fora da órbitra terrestre, desde 1972. Desta forma, a missão pretende levar a humanidade ao outro lado da Lua, ultrapassando as distâncias superiores a 400 mil quilómetros.
O astronauta Jeremy Hansen, encontra-se a meio do percurso da missão Artemis II, elogiou o filme. Após Ryan Gosling ter enviado uma mensagem, através de um vídeo, de boa sorte à equipa da NASA antes da partida, o astronauta canadiano destacou o desempenho do ator para o filme. “Diria ao Ryan que a arte imita a ciência e vice-versa”, afirmou Hansen.

