O meu filme não presta, e eu sei disso!

 

Por mais certo que um projeto possa parecer-nos à primeira vista, a verdade é que muitas vezes as coisas acabam por não correr como planeámos. 

Acontece a todos nós, pessoal e profissionalmente, sendo então apenas natural que, ocasionalmente, também aconteça a pessoas que, pela natureza do que fazem, estão mais expostas do que o resto de nós… como as estrelas de Cinema.

ROONEY MARA, sobre “PESADELO EM ELM STREET”
Aprendemos a autossabotar coisas com as quais não queremos ficar (…) às vezes não queres alguma coisa, mas fazes um trabalho excelente e ficas com ela na mesma. Foi mais ou menos isso que aconteceu com Pesadelo em Elm Street – eu nem sequer queria o papel… E depois foi à audição e foi do género ‘F*****. De certeza que vou ficar com isto’ (…) Nem queria representar mais. Pensei que não era isto que queria, e que se estas eram as oportunidades que iria ter, então não estava interessada em representar. Senti-me muito desencorajada e desanimada. E depois chegou-me o guião de A Rede Social e inspirou-me.

BOB HOSKINS, sobre “SUPER MARIO BROS.”
Entrevistador: Qual foi o seu pior trabalho?
Bob Hoskins: Super Mario Bros.
Entrevistador: Qual foi a sua maior desilusão?
Bob Hoskins: Super Mario Bros.
Entrevistador: Se pudesse alterar o passado, o que mudaria?
Bob Hoskins: Não faria o Super Mario Bros.

SYLVESTER STALLONE, sobre “PÁRA OU A MAMÃ DISPARA”
Eu fiz filmes verdadeiramente horríveis. O pior foi Pára ou a Mamã Dispara. Se algum dia quiserem que alguém confesse um homicídio, façam-nos assistir ao filme. Aposto que confessam tudo depois de 15 minutos

ARNOLD SCHWARZENEGGER, sobre “RED SONJA”
É o pior filme que já fiz. Agora quando os meus filhos se portam mal, mando-os para o quarto e forço-os a ver a Red Sonja 10 vezes. Nunca tive grandes problemas com eles.”

SAM WORTHINGTON, sobre “EXTERMINADOR IMPLACÁVEL: A SALVAÇÃO”
Eu posso procurar defeitos e ir à lista de coisas que li no IMDB onde pessoas encontraram buraco lógicos e pensar ‘vocês estão certos”. Se estava um robô de 10 toneladas a sair da estação, de certeza que o ouvíamos! E essas coisas escaparam-me. Por essa razão vou tentar ser um pouco melhor quando estiver a escolher os meus guiões. Para elevar um pouco a minha fasquia, porque agora sinto-me um idiota por não ter falado com o McG, percebem?

MEGAN FOX, sobre “TRANSFORMERS 2”
Eu estou no filme, e li o guião, e vi o filme, e ainda não sei o que estava a acontecer. Se não leram o guião e forem ver o filme e perceberem o que acontece, devem ser um génio… este é um filme para génios.”

GEORGE CLOONEY, sobre “BATMAN E ROBIN”
Em retrospectiva, é fácil olhar para trás e dizer ‘Wow, aquilo foi mesmo uma m**** e eu representei mesmo mal’, mas a verdade é que o Batman também foi a minha grande oportunidade. Mudou a minha carreira. E não faria o que faço agora se não fosse por ele.

BRAD PITT, sobre “PERIGO ÍNTIMO”
Não tínhamos guião. Bom, nós tivemos um guião, mas foi descartado por várias razões. E ter de inventar um conforme se vai filmando – Jesus, era uma grande pressão! Foi ridículo. Foi a manobra cinematográfica – se é que a podemos chamar assim – mais irresponsável que alguma vez vi. Eu nem conseguia acreditar.

SEAN CONNERY, sobre “A LIGA DOS CAVALHEIROS EXTRAORDINÁRIOS”
Foi um pesadelo… esta experiência influenciou-me bastante, e fez-me pensar sobre o showbiz. Fartei-me de lidar com idiotas.”

HALLE BERRY, sobre “CATWOMAN”
Tenho de agradecer, porque não se ganha um Razzie sem a ajuda de muita gente. Primeiro quero agradecer à Warner Bros. por me escolherem para este filme horrível de m****. (…) Quero agradecer ao elenco, porque para ter uma performance realmente putrefacta como a minha, temos de ter atores terríveis à nossa volta

CHARLIZE THERON, sobre “JOGO DE TRAIÇÕES”
Foi um filme mesmo, mesmo, mesmo mau. Mas consegui trabalhar com o John Frankenheimer. Não estava a mentir a mim mesma – foi por isso que o fiz”.

MARK WAHLBERG, sobre “O ACONTECIMENTO”
Eu era um grande fã da Amy Adams e tivemos o prazer de almoçar antes e falámos sobre outro mau filme que fiz. Ela esquivou-se bem da bala. Eu não quero dizer qual foi o filme… ok, que se lixe: O Acontecimento. F*****. É o que é. Umas ***** de umas árvores, meu. As plantas. F*****. Não me podem culpar por não querer tentar interpretar um professor de ciências.”

DAVID CROSS, sobre “ALVIN E OS ESQUILOS 3”
Honestamente, foi a experiência cinematográfica mais miserável que já tive. Não pelo elenco ou pela equipa mas… fui forçado a ponto legal a embarcar num cruzeiro durante uma semana. Não havia razão nenhuma para eu lá estar. Se virem o filme – e não vejam! -, na cena do cruzeiro eu estou sempre com um fato de pelicano onde não se consegue ver nenhuma parte da minha pele e onde não tenho nenhuma fala.”

SHIA LABEOUF, sobre “INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL”
Senti que tinha feito porcaria com o legado que as pessoas adoravam e estimavam (…) e acho que, se não o admitirmos, porque é que havemos de esperar que confiem em nós da próxima vez que promovermos um filme?

SHIA LABOEUF, sobre “TRANSFORMERS 2”
Quando vi o segundo filme, não fiquei bem impressionado com o que fizemos… Tinha boas sequências de ação, mas o coração tinha desaparecido… perdemo-nos. Tentámos fazer tudo maior… o Mike tentou tudo tão grande que penso que perdemos a âncora do filme… Perdemos as relações. E a não ser que elas existam, o filme não importa. Assim são só uns robôs a lutar uns com os outros”.

JAMIE LEE CURTIS, sobre “VIRUS”
Ora aí está uma bela m**** de filme. É inacreditavelmente mau; mau do princípio ao fim. Há uma cena onde fujo de um alien e me escondo debaixo das escadas. Eu desço as escadas e escondo-me debaixo delas, estou a tremer, e esta coisa gigante desce as escadas e lá estou eu escondida debaixo delas. Isto é uma coisa que consegue abrir paredes de ferro e eu escondo-me debaixo das escadas! Foi talvez a única vez em que soube que algo era realmente mau e que não havia nada que pudesse fazer contra isso”.

MICHAEL CAINE, sobre “TUBARÃO IV: A VINGANÇA”
Nunca o cheguei a ver, mas ouvi dizer que é terrível. Contudo, vi a casa que construí com o que ganhei com ele, e é lindíssima!

J.D. SHAPIRO, sobre “TERRA: CAMPO DE BATALHA”
Deixem-me começar por pedir desculpa a qualquer pessoa que tenha ido ver o Battlefield Earth. Não saiu como eu esperava – a sério. Ninguém quer fazer um desastre. Aliás, compará-lo a um desastre não é justo para com os desastres, porque na verdade as pessoas querem vê-los. Escrevi o pior filme de sempre – desculpem.”

Catarina Oliveira

Licenciada em Ciências da Comunicação e com formação complementar em Design Gráfico, além de editora e diretora criativa da MHD é também uma das sócias fundadoras da mais recente face da empresa. Colaboradora de Cinema na Vogue Portugal. Gestora de conteúdo na Lava Surf Culture e NOS Empresas - Criar uma Empresa. Autora do blog de Cinema Close-Up.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *