© Jagex

Há mais de duas décadas que “RuneScape” é sinónimo de MMORPG para milhões de jogadores. Agora, esse universo está de volta em força!

Assim sendo, “RuneScape: Dragonwilds” saiu esta semana, a 15 de setembro, da fase de Early Access e chegou à versão 1.0.

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Além disso, pela primeira vez na história da marca, também às consolas, com lançamento simultâneo em PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. Tivemos a oportunidade de experimentar o jogo na PlayStation 5 e levamos com uma boa dose de nostalgia.

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O que traz “RuneScape: Dragonwilds”?

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© Foto David Passos

Desenvolvido pela Jagex, o mesmo estúdio por trás do !RuneScape” original, “Dragonwilds” é um jogo de sobrevivência e crafting cooperativo (1 a 4 jogadores), construído em Unreal Engine 5 e ambientado em Ashenfall, um continente esquecido do universo de Gielinor onde dragões ancestrais acordaram e a magia selvagem está a destruir o mundo.

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Os jogadores recolhem recursos, constroem abrigos, sobem de nível nas clássicas skills de RuneScape e preparam-se para enfrentar a Rainha dos Dragões. Ou seja, simples e divertido e com uma pitada de desafio, como o bom velho “Runescape”.

Além disso, a versão Deluxe traz uma pitada de nostalgia, com capacetes inspirados nos icónicos Saradomin, Guthix, Zamorak.

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O que muda com a versão 1.0?

O lançamento traz a atualização Scorned Wilderness. Ou seja, o que inclui a primeira raid do jogo, equipamento Runite e o desfecho da chamada Saga de Kuldra, a linha narrativa principal construída ao longo do Early Access.

Assim sendo, a partir de agora, o jogo está disponível de imediato no PS Plus Extra e Premium, no Xbox Game Pass (incluindo PC Game Pass) e chega também à Nintendo Switch 2, com suporte total para crossplay entre todas as plataformas.

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No entanto, quem não tem as assinaturas, pode comprar o jogo. O preço mantém-se nos 29,99€, sem qualquer aumento face ao valor de Early Access. O que é uma decisão até pouco comum neste tipo de lançamentos e que a Jagex justificou como forma de recompensar quem já apoiava o jogo.

Além disso, a Jagex também parece continuar a ser old school. Isto porque o jogo também se encontra em versão física, com CD!

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Os pontos fortes nas consolas

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© Foto David Passos

O maior ponto do jogo, vai para o sistema de Skill Spells. Ou seja, feitiços criados a partir de runas recolhidas no mundo, que transformam tarefas normalmente repetitivas, como cortar lenha e minerar, em algo estratégico.

Assim sendo, um feitiço permite abater várias árvores de uma só vez; outro protege o jogador enquanto recolhe recursos. Nesse sentido acaba por ser a verdadeira inovação do jogo dentro de um género já bastante saturado.

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Da mesma forma, a construção de bases é outro ponto alto. Ou seja, com um sistema de encaixe automático que torna a experiência acessível mesmo a quem normalmente foge deste tipo de mecânica.

E para os veteranos de “RuneScape”, não podia faltar o que muitos procuram! Ou seja, há uma dose generosa de nostalgia.

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Assim sendo o clássico Wise Old Man volta como NPC inicial, e a missão principal funciona como uma releitura de Dragon Slayer, a quest histórica que definiu o RuneScape original.

Os pontos fracos continuam os mesmos

Nem tudo é positivo. O combate é um dos elos mais fracos. Ou seja, falta impacto sonoro e visual nos golpes, e alguns dos confrontos acaba por ser como “dar tapas” em vez de lutar a sério.

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Aliado a isso, há ainda uma dificuldade extra, sobretudo para quem está a começar. Ou seja, o sistema de stamina está um pouco mal equilibrado, esgotando-se depressa demais durante combates.

Além disso, o evento aleatório “Hunt”, em que dragões enviam vagas de inimigos, acaba por ser um pico de dificuldade artificial mais do que desafiador.

Ainda assim, os combates contra boss’s, sobretudo os dragões, são o ponto alto do combate. Isto com batalhas mais elaboradas e satisfatórias do que os confrontos normais.

Há uma razão para a nova popularidade de Runescape

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© Foto David Passos

Parte do otimismo em torno do “Dragonwilds” tem uma explicação pouco comum. Em março de 2026, a Jagex nomeou Jon Bellamy como CEO, um jogador de “RuneScape” há mais de 20 anos e antigo colaborador do estúdio.

O novo CEO tem defendido publicamente uma estratégia de foco total na marca RuneScape, resumida na frase “os franceses fazem vinho, os alemães fazem carros e a Jagex faz RuneScape”, em contraste com anos anteriores de projetos paralelos falhados.

Os números parecem dar-lhe razão. Ou seja, “Runescape: Dragonwilds” vendeu mais de 600 mil cópias na primeira semana de Early Access e já ultrapassou o milhão de unidades vendidas.

Na Steam, o jogo mantém uma classificação “Muito Positiva”, com cerca de 81% de avaliações positivas entre mais de 23 mil críticas.

Vale a pena?

Com a versão 1.0 e a chegada às consolas, “RuneScape: Dragonwilds” tem agora a sua maior oportunidade para provar que o regresso do universo de Gielinor não fica só pelos veteranos de sempre. Por isso, seja pela assinatura ou por “apenas 29,99 euros, o jogo vale mesmo a pena. Sente-se a vontade de abrir horizontes sem esquecer o passado que tornou “Runescape” no MMORPG gratuiro mais popular de sempre.


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