Sophias 2014 | Os vencedores, a cerimónia

 

Foi na passada qrarta-feira que parte da família portuguesa de Cinema se reuniu no CCB para celebrar o que de melhor se fez na indústria no último ano, através da entrega dos prémios Sophia 2014 – ou, se preferirem, os nossos Óscares.

Apesar de 2013 ter sido um ano manifestamente menos entusiasmante para o Cinema Português do que 2012, não só em termos qualitativos como quantitativos – menos de 20 longas-metragens eram elegíveis para nomeações – esta celebração foi mais uma prova viva de que a indústria subsiste com garra, ainda que nos meandros das mais limitadoras dificuldades.

Em noite de vitórias de filmes como “Até Amanhã Camaradas” e “Lápis Azul”, reminiscentes de outros tempos, outras lutas e outras mentalidades, constatamos que a vontade do povo continua a ser a maior força motriz da mudança, mesmo quando os obstáculos mais intransponíveis fincam pé.

É fácil criticar o amadorismo das falhas e inocências de uma festa jovem, com apenas duas edições. O difícil é estar lá dentro e fazer acontecer, sem meios nem pilares. E quando, mesmo assim, acontece, é porque algo de muito especial se passa.

E vale sempre a pena. Ao Cinema Português!

 

LISTA COMPLETA DE VENCEDORES

 

MELHOR FILME

“A Última Vez que Vi Macau” – BlackMaria

 

MELHOR REALIZADOR

Joaquim Leitão, por “Até Amanhã Camaradas”

 

MELHOR ATOR

Pedro Hestnes, em “Em Segunda Mão”

 

MELHOR ATRIZ

Rita Durão, em “Em Segunda Mão”

 

MELHOR ATOR SECUNDÁRIO

Adriano Luz, em “Até Amanhã Camaradas”

 

MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA

Beatriz Batarda, em “Comboio Noturno para Lisboa”

 

MELHOR DOCUMENTÁRIO

“A Batalha de Tabatô”, de João Viana

 

MELHOR ARGUMENTO

João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, por “A Última Vez que Vi Macau”

 

MELHOR FOTOGRAFIA

Rui Poças, por “A Última Vez que Vi Macau”

 

MELHOR DIREÇÃO ARTÍSTICA

Augusto Mayer, por “Comboio Noturno para Lisboa”

 

MELHOR SOM

Carlos Alberto Lopes e Branko Neskov, pot “Até Amanhã Camaradas”

 

MELHOR GUARDA-ROUPA

Maria Gonzaga e Maria Amaral, por “Até Amanhã Camaradas”

 

MELHOR CARACTERIZAÇÃO

Sano de Perpessac, por “Comboio Noturno para Lisboa”

 

MELHOR MÚSICA

Rodrigo Leão, por “O Frágil Som do Meu Motor”

 

MELHOR MONTAGEM

João Braz, por “É o Amor”

 

MELHOR CURTA-METRAGEM DE FICÇÃO

“Luminita”, de André Marques

 

MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTAL

“Lápis Azul”, de Rafael Antunes

 

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

“Alda”, de Ana Cardoso e Filipe Fonseca

Catarina Oliveira

Licenciada em Ciências da Comunicação e com formação complementar em Design Gráfico, além de editora e diretora criativa da MHD é também uma das sócias fundadoras da mais recente face da empresa. Colaboradora de Cinema na Vogue Portugal. Gestora de conteúdo na Lava Surf Culture e NOS Empresas - Criar uma Empresa. Autora do blog de Cinema Close-Up.

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