Muitos conhecem Jamie Lee Curtis, mas nem toda a gente sabe quem o pai dela foi. Ou seja, durante anos, um dos rostos mais desejados de Hollywood. Tony Curtis teria agora 101 anos e deixou uma vida que dava, ela própria, um filme.
Nasceu Bernard Schwartz, a 3 de junho de 1925, no Bronx, em Nova Iorque, filho de imigrantes judeus húngaros. Depois de servir na Marinha durante a Segunda Guerra Mundial, estudou teatro e seguiu em 1949 para Hollywood, onde adotou o nome artístico com que ficou conhecido.
No entanto, teve uma pequena ajuda dos seus genes. Ou seja, os olhos azuis e o charme fizeram o resto, e nos anos 50 e 60 tornou-se presença habitual nos grandes cartazes.
Inúmeros trabalhos que marcaram a história do cinema

Entre os seus trabalhos mais marcantes estão “Houdini”, “Operation Petticoat”, “The Defiant Ones” e “Spartacus”. Foi por “The Defiant Ones”, em que interpretava um fugitivo acorrentado a Sidney Poitier, que recebeu a sua única nomeação para os Óscares.
Já em “Some Like It Hot”, ao lado de Marilyn Monroe e Jack Lemmon, deu vida a um dos clássicos da comédia que continua a ser revisto décadas depois. No total, passou por mais de 130 filmes e produções televisivas, e esteve ainda em teatro.
Seis casamentos e uma família numerosa

Fora dos ecrãs, a vida amorosa de Curtis deu tantas manchetes como o cinema. O casamento com Janet Leigh, em 1951, deu-lhe as filhas Kelly e Jamie Lee.
Seguiu-se a atriz alemã Christine Kaufmann, com quem teve outras duas filhas, Alexandra e Allegra, e depois Leslie Allen, mãe de Benjamin e Nicholas.
Mais tarde casou com Andrea Savio, Lisa Deutsch e, por fim, Jill Vandenberg, que foi a sua companheira até à morte, em 2010. Assim sendo, ao todo, foram seis casamentos e seis filhos.
A fama passou para a geração seguinte. Kelly e Jamie Lee seguiram os passos dos pais no mundo do espetáculo. Jamie Lee Curtis construiu uma carreira enorme, de “Halloween” a “A Fish Called Wanda”, e conquistou o Óscar de Melhor Atriz Secundária por “Everything Everywhere All at Once”.
Tony Curtis morreu a 29 de setembro de 2010, em Henderson, no Nevada. Quando ele partiu, a filha destacou o legado que deixava nos filmes e também nas pinturas e assemblages.
Outros lendários atores
Já recordámos as carreiras de Christopher Lee, de Christopher Plummer e Henry Fonda, três outros nomes que o cinema continua a celebrar. Assim sendo, cada um à sua maneira, mostram como certas carreiras ultrapassam o tempo e continuam a render conversa muito depois de a última cena ter sido filmada.

