15 Filmes mais sobrevalorizados do século XXI | Colisão (2004)

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Uma dona de casa e o seu marido advogado estatal. Um persa dono de uma loja. Dois polícias detetives que são também amantes. Um diretor de televisão afro-americano e a sua mulher. Um mexicano serralheiro. Dois ladrões de automóveis. Um polícia recruta. Um casal coreano de meia idade… Todos vivem em Los Angeles. E durante as próximas 36 horas, irão entrar em colisão.

O setting parece digno da novela de horário nobre da TVI que vai ter 300 episódios e vai ser protagonizada pela Alexandra Lencastre e pelo Paulo Pires, mas este é o enredo de Colisão de Paul Haggis, aquele célebre filme de 2004 que conseguiu ludibriar para as suas prateleiras três Óscares da Academia, incluindo o de Melhor Filme. Por mera curiosidade recordamos que, no mesmo ano e na mesma categoria, competiam Boa Noite, e Boa Sorte, Capote, Munique e Brokeback Mountain (!!!!!). Vamos, portanto, fazer aqui um ou dois minutos de silêncio, porque precisamos mesmo de acalmar os nervos.

Já mais recompostos, voltamos ao cerne da questão. A verdade absoluta é que o drama trágico de Paul Haggis tem uma mensagem (infelizmente) intemporal, muito boa intenção e o elenco é, de um modo geral, incrivelmente competente. No entanto, Colisão nunca passa muito do registo de um puzzle baralhado de propaganda antirracista politicamente correta habitada por estereótipos que tropeçam uns nos outros, fruto de coincidências tão forçadas que só nos resta assistir catatonicamente em desmaiada descrença.

No momento do seu lançamento, Colisão foi, no mínimo, polarizador, e, sendo que já lá vai mais de uma década, confessamos alguma dificuldade em recordar reações tépidas: uns louvavam-no como um dos melhores filmes do ano, outros apontaram-no como um dos piores filmes da década. 14 anos depois as opiniões dividem-se menos e unificam-se numa única direção: é que ninguém consegue muito bem perceber como é que a coisa do Óscar aconteceu, mas muito como é que alguém o poderia considerar o melhor filme do ano.

Catarina D’Oliveira

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