15 Filmes mais sobrevalorizados do século XXI | Os Descendentes (2011)

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Um dos problemas de Os Descendentes é que é incrivelmente aborrecido. Mas sejamos justos: há MAGNÍFICOS filmes aborrecidos.

Por isso reformulamos: um dos maiores problemas de Os Descendentes é que que sucedeu Sideways, uma comédia madura e encantadora sobre uma roadtrip pelas vinícolas de Vale de Santa Inez na Califórnia que propicia aos seus protagonistas uma grande reflexão regada a bom vinho sobre o lugar em que estão nas suas vidas e para onde querem ir.

Posto isto, Alexander Payne tinha dois grandes mexilhões em mãos: dar seguimento ao já clássico de culto contemporâneo que havia criado e, ao mesmo tempo, mostrar a versatilidade cantada a sete ventos pelos seus entusiastas.

Mergulhamos então na história de um homem de negócios residente no Hawai, que após o acidente de barco que coloca a sua mulher em coma, tenta pegar nas rédeas da família. As suas duas filhas, com quem mantinha uma relação distante, vão ajudá-lo a trilhar o caminho que tem pela frente, entretanto agravado com a descoberta de que a sua mulher mantinha uma relação extraconjugal.

O enredo promete drama digno de emoção e memória, mas o resultado assemelha-se muito a uma gulosa dentada numa lustrosa maçã que se revela incrivelmente farinhenta.

É realmente estranho que um filme que (supostamente) elabora sobre o casamento, a paternidade e o luto não examine a dinâmica de um casamento, nos apresente um pai sem qualquer afinidade com a paternidade (ou exploração da sua ausência) e nos impinja uma personagem à beira da morte que é mais um “elemento da narrativa” do que propriamente uma pessoa de verdade.

O argumento, que está pejado de generalizações condescendentes e colagens indie, nunca é especialmente engraçado ou comovente, os protagonistas não são particularmente relacionáveis – e os atores pouco poderiam fazer para o mudar – e as situações a que são expostos parecem fingir um estudo profundo da psique que, na realidade, acaba por não nos dizer grande coisa.

Catarina D’Oliveira

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Daniel E.S.Rodrigues

Sonho como se estivesse num filme de Wes Anderson, mas na verdade vivo no universo neurótico de Woody Allen. Sou obcecado pela temporada de prémios, e gostaria de ter seguido a carreira de cartomante para poder acertar em todas as previsões dos Óscares, Globos de Ouro (da SIC), Razzies, Troféus TV7 Dias e Corpo do Ano Men's Health. Mas, nesse universo neurótico e imperfeito em que me insiro, acabei por me tornar engenheiro. Sigam-me no Instagram para mais bitaites sobre Cinema, Música, Fotografia e outras coisas desinteressantes.

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