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50 filmes LGBTQ+ que marcaram a História do Cinema

50 anos depois de Stonewall, a Magazine-HD elege os 50 filmes LGBTQ+ que marcaram a História do Cinema.

A 28 de junho de 1969 um grupo de polícias invadiu um bar no bairro de Greenwich Village sob o (suposto) pretexto de que os proprietários vendiam bebidas alcoólicas sem licença. Todos os clientes – que incluiam gays, lésbicas, bissexuais e outros elementos da comunidade Queer – foram forçados a sair, o que despoletou um grave e violento confronto com a polícia, com protestos que se estenderam ao longo de cinco dias. O bar chamava-se Stonewall Inn, e este epicentro de revolta – agora conhecido como a Revolta de Stonewall – tornou-se um autêntico farol LGBTQ+, sendo hoje tido como um dos eventos mais importantes da história moderna pela luta dos direitos das comunidades e um ponto de partida para o movimento da luta pelos direitos LGBTQ+.

Nas celebrações dos 50 anos de Stonewall, a equipa MHD junta-se para celebrar o mês (e o ano e a vida) de Orgulho e elege 50 filmes LGBTQ+ que marcaram a História do Cinema. Para simplificar um pouco o processo de seleção, optámos por evitar documentários e curtas-metragens, focando-nos em longas-metragens narrativas.

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ANDERS ALS DIE ANDEREN (1919)
de Richard Oswald

cinema queer lgbt anders als die andern
© Richard-Oswald-Produktion

Há muitos cinéfilos que supõem que o cinema queer é um fenómeno relativamente recente, mas isso não poderia estar mais longe da verdade. Mesmo antes do advento dos anos 20, já o cinema era casa para artistas e histórias de indivíduos LGBTQ+, como é o caso de “Anders als die Andern”. Nesse filme, onde se conta a história de um violinista que se apaixona por um pupilo, os cineastas trabalharam com o intuito de conceber um protesto fílmico contra a criminalização da homossexualidade na Alemanha da época. Por isso mesmo, este é considerado por muitos historiadores como o primeiro filme pró-gay da História.

Cláudio Alves

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Cláudio Alves

Licenciado em Teatro, ramo Design de Cena, pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Ocasional figurinista, apaixonado por escrita e desenho. Um cinéfilo devoto que participou no Young Critics Workshop do Festival de Cinema de Gante em 2016. Já teve textos publicados também no blogue da FILMIN e na publicação belga Photogénie.

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