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Wuthering Heights: 5 romances semelhantes para ler

Se o romance de “Wuthering Heights” conseguiu arrebatar-te, então temos boas notícias. Há vários clássicos semelhantes que prometem envolver-te do início ao fim. Agora que a obra de Emily Brontë chegou aos cinemas, com Margot Robbie e Jacob Elordi nos papéis principais, fomos revisitar outros títulos da literatura clássica. Encontrámos 5 livros que encontrámos e que nos parecem ser o próximo passo lógico para matar saudades de “Wuthering Heights”.

De autores bastante conhecidos, estas obras literárias revelam-se escolhas ideais para quem não resiste a um bom romance. Além de clássicos assumidos, fazem-nos imaginar novas adaptações cinematográficas. Embora alguns já tenham conhecido versões para o ecrã, o que queremos agora é vê-los adaptados de uma forma moderna, tal como outros grandes clássicos já o foram recentemente. Por isso, confere as nossas sugestões abaixo e diz-nos se já leste algum deles. E, acima, de tudo, se tens ideias de elenco para possíveis adaptações ao grande ecrã.

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“Wuthering Heights”: do livro ao cinema

Apenas para contexto, o mais recente filme da Warner Bros. não é a primeira adaptação de “Wuthering Heights”. O livro de Emily Brontë já inspirou diversos projetos para cinema e televisão. A primeira adaptação, via filme, foi em 1920, realizada por A.V. Bramble. Já a mais famosa, até esta mais recente adaptação, foi a de 1939, por William Wyler, com Laurence Olivier e Merle Oberon nos papéis principais. Ao longo das décadas, várias adaptações surgiram e muitos críticos contestaram algumas delas, sobretudo quando se afastavam do texto original ou adaptavam apenas partes da narrativa. Além do cinema, a obra também marcou presença no teatro, incluindo um produção recente em 2021/2022.

“Wuthering Heights” conta a história de duas famílias ricas, os Earnshaws e os Lintons. Heathcliff, o filho adotivo dos Earnshaws, assume-se como o eixo central da narrativa, devido à relação turbulenta que mantém com os restantes membros da família. O livro explora temas como romance, possessão, vingança e reconciliação, inspirando-se no Romantismo e na ficção gótica. Assim, afirma-se como um clássico incontornável da literatura inglesa.

‘A Inquilina de Wildfell Hall’, de Anne Brontë

Sim, da irmã mais nova de Emily Brontë, “A Inquilina de Wildfell Hall” surge como uma obra surpreendentemente moderna. Anne escolhe Helen Graham como protagonista, uma mulher que foge de um casamento desastroso e enfrenta o exílio social provocado por essa decisão. Quando chega a Wildfell Hall com o filho, a protagonista percebe que uma nuvem de suspeição a acompanha. Desta forma, o romance aborda controlo, reputação e sobrevivência sob o ponto de vista de alguém determinado a não se deixar destruir pelo amor. A obra já teve duas adaptações televisivas e até versões para rádio e teatro. Ainda assim, falta-lhe uma adaptação cinematográfica de grande escala.

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‘O Amor nos Tempos de Cólera’, de Gabriel García Márquez

Florentino Ariza apaixona-se por Fermina Daza, mas ela rejeita-o e casa com um médico respeitado. Devastado, Florentino decide esperar por ela durante décadas. Muitos leitores interpretam a obra como uma história de paciência e amor verdadeiro, no entanto, uma leitura mais atenta revela antes uma obsessão romântica. Ao acompanhar a fixação de Florentino e a passagem do tempo, percebemos como o amor pode assumir contornos inquietantes. “O Amor nos Tempos de Cólera” chegou aos cinemas em 2007, com Javier Bardem no papel de Florentino. Contudo, acreditamos que uma nova adaptação poderia explorar ainda melhor a estranha sensualidade que atravessa o romance.

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O Amor Nos Tempos de Cólera
A obra “O Amor nos Tempos de Cólera”, de Gabriel García Marquez, já foi adaptada uma vez em 2007 © Stone Village Pictures. All rights reserved.

‘The Sorrows of Young Werther’, de Johann Wolfgang von Goethe

Publicado em 1774, este romance epistolar de 1774 é um clássico da literatura alemã, e expressão do Romantismo. “The Sorrows of Young Werther” é contado pelas cartas do jovem, sensível e apaixonado artista Werther, dirigidas ao seu amigo Wilhelm. Ao longo da correspondência, Werther fala sobre a sua estadia em Wahlheim, onde conhece a jovem e linda Charlotte, uma rapariga que toma conta dos seus irmãos mas está noiva de um homem mais velho Werther apaixona-se perdidamente e procura manter uma amizade próxima com Charlotte. Gradualmente, a paixão transforma-se num excesso emocional que conduz a um desfecho trágico. A obra inspirou várias adaptações, sobretudo nos anos 30. Mais recentemente, em 2024, surgiu “Young Werther”, apresentado no Festival Internacional de Cinema de Toronto.

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‘Zofloya’, de Charlotte Dacre

Uma obra que promete ser arrojada se adaptada aos ecrãs, “Zofloya” é sobre Victoria di Loredani. Uma mulher bela, volátil e profundamente aborrecida: uma combinação um tanto perigosa. Consumida pelo desejo de ter o irmão do seu marido, Victoria entra num mundo de inveja, desejos profundos e até influência demoníaca. O livro tem dois volumes e, ainda que aclamado pelo público, não é um dos maiores sucessos junto dos críticos do século XIX. O seu conteúdo envolve linguagem rebuscada, e temas como violência ou de teor sexual. Um romance gótico, é uma obra cujo conteúdo poderá levar a excessos interessantes numa adaptação cinematográfica.

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‘A Dama das Camélias’, de Alexandre Dumas

O romance de uma rapariga triste: a francesa Marguerite Gautier é a protagonista de “A Dama das Camélias“. Adorada publicamente, mas julgada no seio privado, Marguerite vive num mundo em que a afeição é um ‘acto transacional’. Marguerite, uma cortesã doente com tuberculose, apaixona-se genuinamente por Armand Duval, um jovem burguês com sentimentos sinceros. A relação de ambos, porém, é devastada pela sociedade que os rodeia, incluindo a família de Armand que cria questões pelo status social de cada um. Publicado em 1848, o romance inspirou óperas, peças de teatro, ballet e várias adaptações cinematográficas. Mais recentemente, o cinema recuperou a essência da obra em “Moulin Rouge!” (2001), de Baz Luhrmann com Nicole Kidman e Ewan McGregor. Ainda assim, talvez esteja na altura de regressar ao texto original com uma nova leitura contemporânea.

Moulin Rouge
“Moulin Rouge” inspira-se em “A Dama das Camélias”, de Alexandre Dumas © 2001 – 20th Century Fox – All Rights Reserved

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