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Filme vencedor de Prémio Especial do Júri no Festival de Veneza chega à RTP2

A RTP2 continua a investir em grande e premiado cinema europeu. Desta vez trata-se de um filme que venceu o Prémio Especial do Júri no Festival Internacional de Veneza, bem como outros prémios. É um drama contemporâneo de grande relevância: “Green Border – Zona de Exclusão” (2023, Agnieszka Holland).

“Green Border – Zona de Exclusão” é, portanto, um filme que se inspira em acontecimentos reais ligados à crise dos refugiados.

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Qual a narrativa de Green Border – Zona de Exclusão?

Green Border - Zona de Exclusão
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O novo filme da RTP2 “Green Border – Zona de Exclusão” da realizadora polaca Agnieszka Holland, da qual o canal público transmitiu ontem, 10 de abril, “Charlatão” (2020), é uma história inspirada em acontecimentos verídicos associados à crise dos refugiados na fronteira da Polónia com a Bielorrússia.

A longa-metragem acompanha três histórias diferentes que se interligam. A saber: numa das histórias, uma família de refugiados sírios tenta entrar na Europa. Contudo, enfrentam uma violência extrema. Noutra, um guarda fronteiriço polaco vê-se perante dilemas morais ao testemunhar tamanha violência. Por fim, assistimos ao trabalho de ativistas que auxiliam os refugiados de forma clandestina.

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“Green Border – Zona de Exclusão” explora, assim, de forma crua e impressionante a crise humanitária de refugiados, que enfrentam fome, medo e desespero. Paralelamente, é uma crítica cerrada às políticas anti-refugiados na Polónia.

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Quando estreia o filme na RTP2?

“Green Border – Zona de Exclusão” estreia, pois, na RTP2 já na próxima sexta-feira 17 de abril às 22h47.

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Compõem o elenco do filme nomes como Jalal Altawil, Maja Ostaszewska, Behi Djanati Atai, Tomasz Wlosok, Muhammad Al Rashi, Dalia Naous, Monika Frajczyk, Jasmina Polak, entre outros.

Para além de vencer o Prémio Especial do Júri em Veneza (de onde saiu com outros 6 prémios), o filme venceu ainda outros prémios relevantes. Destaca-se igualmente o Prémio de Melhor Filme (Escolha do Público) no Festival de Roterdão, Melhor Filme nos Prémios de Cinema Polaco e ainda 3 nomeações para os Prémios de Cinema Europeu.

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Esta é uma obra polémica que foi criticada pelo próprio governo polaco.

Green Border – Zona de Exclusão nas palavras da realizadora

Em notas à imprensa, Agnieszka Holland abordou o porquê de ter realizado este filme.

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“Há mais de 30 anos, realizei um filme, ‘Europa Europa’, sobre um rapaz judeu que, para sobreviver ao Holocausto, assumiu primeiro a identidade de um jovem comunista estalinista, depois a de um soldado da Wehrmacht e a de um aluno de uma escola exclusiva da Juventude Hitleriana, tornando-se um jovem nazi. Estávamos em 1989 e o Muro de Berlim acabara de cair. O duplo título pretendia exprimir a dualidade da tradição europeia: a Europa das nossas aspirações, o berço da cultura e da civilização, do Estado de direito e da democracia, dos direitos humanos, da igualdade e da fraternidade, mas, por outro lado, a Europa como berço dos piores crimes contra a humanidade, do egoísmo e do ódio.”, começou por referir a realizadora.

“Hoje, 30 anos depois, enfrentamos um dilema semelhante. A ‘vacina contra o Holocausto’ deixou de funcionar. O ovo da serpente amadureceu… (…) O respeito [pelo direito de asilo] tem-se erodido gradualmente, chegando a ser completamente desconsiderado na União Europeia nos últimos anos, à medida que esta se transforma numa fortaleza, enquanto os seus inimigos – como Putin e Lukashenko – usam a guerra e o sofrimento dos refugiados que fogem dos conflitos como uma espécie de arma híbrida.”, concluiu.

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