A União Europeia e Elon Musk têm estado envolvidos em várias notícias relativamente às infrações por parte da rede social X (antigo Tiwtter). Desde a aquisição da plataforma digital por parte do empresário sul-africano, várias investigações foram iniciadas na procura de determinar se a rede social viola o regulamento sobre serviços digitais.
A investigação foi iniciada em dezembro de 2023. Entretanto, a rede social X já recorreu da última multa imposta pela Comissão Europeia de 120 milhões de euros. Esta é a primeira imposta a uma plataforma e já conta com várias infrações à regulamentação, segundo a União Europeia.
O que é a W, a nova rede social criada por uma empresa sueca para competir com a X?
Nesse sentido, a Europa acaba de receber uma nova rede social. Chama-se “W” e pretende posicionar-se como uma alternativa europeia ao X (antigo Twitter), apostando na privacidade, na verificação de utilizadores e numa infraestrutura tecnológica totalmente sediada em território europeu.
Posteriormente, a plataforma entrou oficialmente em funcionamento na função beta e já começa a atrair atenção tanto de utilizadores comuns como de figuras conhecidas da política e das instituições europeias.
A W é uma rede social criada pela empresa sueca W Social, uma sociedade sediada na Suécia e impulsionada por um grupo pan-europeu de empreendedores e investidores. Eventualmente, o projeto nasceu com o objetivo de criar uma plataforma social alinhada com os princípios de soberania tecnológica europeia, reduzindo a dependência das grandes tecnológicas norte-americanas e chinesas.
Atualmente, a rede utiliza o mesmo protocolo aberto que serve de base ao Bluesky, outra rede social criada em 2019 pelo cofundador do antigo Twitter, Jack Dorsey. Em contrapartida, esta infraestrutura permite uma descentralização e é apresentada como sendo mais aberta do que as plataformas tradicionais.
Os famosos que já aderiram à nova rede social W, a alternativa europeia ao X
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Ainda assim, a plataforma apresenta-se como uma alternativa europeia e defende os princípios de soberania digital que têm sido discutidos pelas instituições europeias. A empresa afirma que utiliza servidores europeus, fornecedores tecnológicos europeus e investidores maioritariamente europeus.
No entanto, uma das grandes diferenças em relação ao X passa pela identidade dos utilizadores. Afinal, e ao contrário da rede social de Elon Musk, a W aposta fortemente na verificação humana das contas. O objetivo é reduzir a presença de bots, contas falsas e campanhas de desinformação. Para isso, os utilizadores terão de verificar a sua identidade através de sistemas externos de validação.
Segundo a empresa, a plataforma procura privilegiar as interações entre utilizadores reais, uma maior transparência e a proteção da privacidade. Por outro lado, a rede social pretende diminuir a dependência de algoritmos opacos.
Assim, a iniciativa é liderada por Anna Zeiter, antiga responsável pelas áreas de proteção de dados e inteligência artificial da eBay. A gestora tornou-se uma das principais vozes do projeto e tem defendido a necessidade de uma alternativa europeia às grandes redes sociais globais.
Entre os utilizadores, já se encontram algumas figuras europeias de destaque. A presidente da Comissão Europeia – Ursula von der Leyen, o presidente do Conselho Europeu – António Costa, e a presidente do Banco Central Europeu – Christine Lagarde. Do mesmo modo, o Presidente da Câmara de Londres – Sadiq Khan, também já aderiu ao projeto.
Como criar conta na nova rede social W?
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Assim, a rede social encontra-se em fase de testes públicos. Os utilizadores podem registar-se através da plataforma online da W, sendo posteriormente encaminhados para os procedimentos de verificação necessários. A empresa ainda está a expandir gradualmente o acesso.
Entretanto, a plataforma já está disponível. A empresa continua a desenvolver o ecossistema da rede social e deverá expandir gradualmente as suas funcionalidades durante os próximos meses.
Da mesma forma, a W é para toda a União Europeia. Esta encontra-se acessível aos utilizadores portugueses durante esta fase inicial de testes. Assim, a rede social também se encontra disponível em Portugal.

