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Em inovação constante, a Samsung é líder global de TVs há 20 anos

Há uns meses tivemos o prazer de analisar uma TV 8K da Samsung e questionámos qual seria o futuro do cinema? Hoje regressamos ao ecossistema Samsung para uma entrevista com Carolina Simões de Almeida, Head of Marketing and Retail da área de Consumer Electronics da Samsung Portugal. Qual é o futuro da marca? Como está a ser feita a adaptação à era da IA? Qual é a estratégia e quais as áreas em que a Samsung quer crescer em Portugal? Já a seguir, a nossa conversa!

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MagazineHD: Com a consolidação do Vision AI, a inteligência artificial deixou de ser uma ‘feature’ futurista para se tornar um pilar de eficiência doméstica. Como é que a Samsung Portugal está a trabalhar a comunicação para garantir que o consumidor perceba o valor real da IA — como a poupança energética e a longevidade dos equipamentos — em vez de a ver apenas como uma tendência tecnológica passageira?

CSA: Na Samsung, a Inteligência Artificial não é vista como uma tendência passageira, mas sim como a evolução natural de um percurso de inovação que lideramos há duas décadas. Assinalarmos agora 20 anos consecutivos como a marca de televisores n.º 1 a nível mundial prova exatamente esta capacidade de antecipar o futuro e transformá-lo em benefícios tangíveis.
Com a gama de TVs deste ano, o nosso principal desafio de comunicação é demonstrar a Inteligência Artificial e a sua aplicabilidade. Não estamos a falar de conceitos abstratos, mas sim de uma tecnologia que trabalha em segundo plano para o utilizador. Através do Vision AI e dos nossos novos processadores com IA, a televisão otimiza a imagem e o som em tempo real consoante o conteúdo escolhido pelo utilizador — seja cinema, desporto ou gaming. Paralelamente, através da plataforma SmartThings, é possível fazer uma gestão preditiva da energia utilizada em cada, via AI Energy Mode, permitindo uma poupança real na fatura da eletricidade e estendendo a longevidade do produto.
A nossa mensagem é clara: a IA existe para simplificar a vida e elevar a experiência de entretenimento, nunca para a complicar.

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MagazineHD: O retalho físico está a transitar rapidamente de um ponto de venda para um centro de experimentação ou ‘showrooming’. Qual é a estratégia atual para as lojas físicas e parceiros em Portugal: como é que pretendem criar uma experiência que o e-commerce não consegue replicar, mantendo a coerência na jornada de compra omnicanal?

CSA: O ecommerce é um canal central na nossa estratégia, e existem cada vez mais ferramentas e conteúdos que nos ajudam a comunicar de forma clara e eficaz digitalmente. Porém, a televisão continua a ser uma das categorias onde o retalho físico desempenha um papel absolutamente determinante. Quando trazemos para o mercado inovações disruptivas, como as que apresentamos na nossa linha de 2026, há uma diferença entre ler sobre tecnologia e testemunhá-la ao vivo.
Por exemplo, o impacto visual da nossa nova tecnologia Micro RGB ou a eficácia dos novos Ecrãs Sem Reflexos (Glare-Free) — que eliminam qualquer distração de luz ambiente sem comprometer o brilho ou o contraste — são experiências que o e-commerce não consegue replicar tão bem. A nossa estratégia de retalho passa por transformar as lojas dos nossos parceiros em verdadeiros centros de experimentação. Queremos que o consumidor entre, compare as dimensões de ecrã, sinta a envolvência do som e veja a integração do ecossistema. A partir daí, a jornada é totalmente omnicanal: o cliente pode pesquisar online, experimentar na loja física com o apoio das nossas equipas especializadas e concluir a compra no canal que lhe for mais conveniente, encontrando sempre a mesma consistência e confiança.

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MagazineHD: A sustentabilidade é hoje um fator decisivo na compra. Para além da eficiência energética, como é que a Samsung Portugal está a posicionar-se em relação à economia circular e à reparabilidade? Existe algum plano local para escalar programas de trade-in ou incentivar o consumidor português a prolongar o ciclo de vida dos seus dispositivos em vez da substituição imediata?

CSA: Quando olhamos para os últimos 20 anos de liderança da Samsung no mercado global de televisores, vemos também uma evolução contínua ao nível da eficiência, qualidade e durabilidade. Para nós, sustentabilidade não passa apenas por reduzir consumos, mas também por desenvolver produtos preparados para acompanhar os consumidores durante mais tempo.
No caso das TVs, isso significa apostar em equipamentos mais eficientes, fiáveis e capazes de se manterem relevantes ao longo dos anos, através da qualidade de imagem, da conectividade e das funcionalidades inteligentes. Em paralelo, continuamos a promover uma utilização mais consciente dos equipamentos e a garantir apoio ao consumidor através dos canais de assistência da marca.
Sempre que existem programas de retoma ou campanhas específicas, estes são também uma forma de incentivar uma substituição mais responsável. Para a Samsung, tecnologia premium significa também confiança, longevidade e responsabilidade.
Celebrar 20 anos de liderança global de televisores obriga-nos a olhar para o mercado com um profundo sentido de responsabilidade. Para a Samsung, a sustentabilidade não se resume a reduzir consumos imediatos; passa obrigatoriamente por desenvolver produtos premium que primam pela durabilidade e fiabilidade, combatendo a obsolescência.
A gama de 2026 reflete este compromisso com a economia circular desde a sua conceção, utilizando uma maior percentagem de materiais reciclados e assegurando uma arquitetura que facilita a reparabilidade dos componentes. No plano local em Portugal, temos vindo a reforçar e a escalar os nossos programas de trade-in (retoma) e campanhas específicas. O objetivo é duplo: por um lado, incentivamos os utilizadores a prolongar o ciclo de vida dos seus dispositivos através da nossa rede oficial de assistência técnica; por outro, quando chega o momento de transitar para um modelo mais tecnológico, garantimos que a substituição é feita de forma responsável, reencaminhando o equipamento antigo para fluxos certificados de reciclagem ou recondicionamento.

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MagazineHD: O mercado português é historicamente sensível ao preço e muito focado em campanhas promocionais sazonais. Como é que se equilibra a necessidade tática de responder a essa procura por ‘oportunidades’ com a estratégia global de manter a Samsung como uma marca aspiracional e premium no segmento de Consumer Electronics, principalmente numa fase em que a cada mês há um novo produto, uma nova característica inovadora que empurra o mercado para algo cada vez mais tecnológico e inteligente?

CSA: É inegável que Portugal é um mercado muito atento ao preço e ao contexto promocional, uma realidade acentuada pelo panorama económico atual. No entanto, a posição da Samsung mantém-se firme: a promoção pode ser uma oportunidade tática pontual, mas nunca irá substituir o valor intrínseco da marca.
O equilíbrio consegue-se assegurando que qualquer proposta comercial nunca compromete a perceção de qualidade e inovação do produto. Quando comunicamos as nossas novidades de 2026, focamo-nos no valor real que entregamos: o design ultrafino, a revolução do Micro RGB, e o conforto visual incomparável dos Ecrãs Sem Reflexos. A Inteligência Artificial entra aqui como o argumento definitivo de diferenciação. O consumidor português está disposto a investir num segmento premium se perceber que está a adquirir uma tecnologia útil, fiável e que vai melhorar drasticamente a sua experiência de visualização nos próximos anos. Mantemo-nos aspiracionais porque lideramos a vanguarda tecnológica, não pelo preço por preço.

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MagazineHD: O SmartThings é o tecido que une todos os vossos produtos, mas a ‘Casa Conectada’ ainda enfrenta barreiras de literacia tecnológica em várias faixas etárias em Portugal. Qual tem sido o maior desafio em educar o mercado nacional para a interoperabilidade e como é que o marketing está a simplificar essa mensagem para o consumidor comum?

CSA: O grande desafio no mercado nacional tem sido, precisamente, desmistificar a complexidade. A expressão “casa conectada” ou o ecossistema “AI Living” podem parecer assustadores ou futuristas para algumas faixas etárias. Contudo, os dados do nosso estudo AI Home revelam que os portugueses são muito abertos à inovação, desde que compreendam os benefícios práticos, mantenham o controlo humano e sintam total segurança nos seus dados.
Para simplificar esta mensagem, a nossa estratégia de marketing mudou o foco da explicação técnica para as rotinas diárias. Nas novas televisões de 2026, posicionamos o ecrã principal como o verdadeiro hub central da casa conectada. Através da comunicação de SmartThings, mostramos cenários do quotidiano de forma muito próxima e acessível: ligar a TV e receber um alerta de que a máquina de lavar terminou o ciclo; ativar um “modo cinema” que ajusta automaticamente a iluminação da sala e a climatização; ou monitorizar o consumo energético de toda a casa diretamente no ecrã. Ao traduzirmos cooperação por comodidade e conforto familiar, conseguimos aproximar todas as gerações desta tecnologia.

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MagazineHD: Com o declínio da eficácia do marketing tradicional, como é que a Samsung Portugal está a adaptar a sua estratégia de conteúdos para falar com a Geração Z e Alpha? Estamos a ver uma transição de grandes embaixadores para micro-comunidades de criadores especializados ou a aposta continua a ser no alcance massivo?

CSA: O marketing atual exige-nos combinar escala com extrema relevância. As gerações mais jovens relacionam-se com os ecrãs de uma forma muito mais fluida e dinâmica. Para a Geração Z e Alpha, a televisão há muito que deixou de ser o aparelho para ver a emissão tradicional: tornou-se o ecrã central para o streaming, para o gaming competitivo, para ouvir música e para visualizar conteúdo online. A nossa liderança de 20 anos em TV deve-se precisamente a esta capacidade de acompanhar estas mudanças profundas de hábitos. Na nossa estratégia de comunicação, embora os momentos de grande alcance massivo continuem a ter importância institucional, o grande foco está agora na contextualização e na segmentação. Trabalhamos ativamente com micro-comunidades e criadores de conteúdos especializados em territórios como o gaming, a cultura pop, o lifestyle e a tecnologia. Ao colocarmos as nossas novas TVs de 2026 — dotadas de Inteligência Artificial e ecrãs otimizados para sessões intensas de jogo ou maratonas de séries — nas mãos de quem comunica diretamente com estes nichos, conseguimos demonstrar a inovação de forma autêntica, orgânica e muito próxima das pessoas.

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MagazineHD: Com as tendência de consumo a empurrarem a inovação mais para um setor ou para outro, tenho notado que muitos consumidores querem a melhor experiência possível em entretenimento, para poderem ter uma experiência cinema em casa com as suas subscrições de streaming. Como é que a Samsung vê esta tendência e quais as suas apostas mais fortes?

CSA: Esta tendência de consumo veio validar e reforçar aquilo em que a Samsung sempre acreditou: a televisão mantém-se como o coração do lar e o ponto fulcral do entretenimento familiar. O espetador atual exige em casa o mesmo rigor técnico e impacto emocional que encontraria numa sala de cinema.
Para responder a esta exigência na nossa gama de 2026, as nossas apostas assentam em ecrãs de grandes dimensões (gama de Grandes Polegadas), qualidade de imagem ultra-premium e som tridimensional imersivo. O grande salto qualitativo deste ano é liderado por duas exclusividades técnicas diferenciadoras: o refinamento do Micro RGB — que oferece uma precisão de cor e pretos puros nunca vistos — e a introdução dos Ecrãs Sem Reflexos (Glare-Free). Este último ponto é crucial para os amantes de cinema e streaming, pois permite assistir a cenas escuras ou de alta penumbra com total fidelidade, mesmo numa sala iluminada e sem qualquer reflexo de janelas ou candeeiros. Tudo isto é potenciado por processadores de IA de última geração que fazem o upscaling dos conteúdos de streaming para a máxima resolução em tempo real, garantindo a experiência cinematográfica definitiva.

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MagazineHD: Com a AI a ligar tudo e, provavelmente, a TV a ser o centro dessa inteligência na nossa casa, podem dar-nos alguns exemplos reais do que os utilizadores já usam no dia a dia das várias funcionalidades de IA nos produtos Samsung?

CSA: O aspeto mais fascinante da IA nas nossas televisões é que a maioria dos utilizadores já a utiliza diariamente de forma totalmente orgânica e invisível.
No dia a dia, quando alguém liga a sua TV Samsung para ver um jogo de futebol e, logo de seguida, muda para um filme clássico, a IA deteta instantaneamente a mudança de género de conteúdo. Ajusta de imediato a fluidez dos movimentos e a nitidez da imagem, enquanto calibra o som para destacar os cânticos do estádio ou os diálogos sussurrados do filme, recorrendo ao processamento inteligente. Outro exemplo prático e muito frequente é a integração com o ecossistema doméstico: através de um simples comando de voz ou rotina programada na TV, o utilizador pode ativar o “Modo Noite de Cinema”, que reduz a intensidade das luzes inteligentes da sala, coloca o frigorífico Bespoke num modo mais silencioso e inicia o filme — tudo controlado a partir do ecrã principal. Após duas décadas na liderança do mercado, a meta da Samsung para 2026 é precisamente esta: tornar a televisão o cérebro intuitivo, central e conectado de toda a casa.

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