Em “Mínimos e Monstros” estamos em pleno Hollywood dos anos 1920. Os Mínimos, vão à procura de um novo propósito depois de ficarem sem mestre para servir. E decidem arriscar para se tornarem em estrelas de cinema, envolvendo-se na produção do seu próprio filme de monstros.
O problema é que, na ânsia de criar a criatura perfeita para o grande ecrã, acabam por libertar monstros verdadeiros no mundo real. E o que começa como um sonho de fama transforma-se rapidamente numa espiral de caos.
Uma reviravolta na história dos Mínimos
A saga dos “Mínimos” já conta com seis filmes, entre os de “Gru o Maldisposto” e os que colocam as pequenas figuras amarelas endiabradas no centro da história. Este é, então, o sétimo filme desde 2010 e foi uma grande surpresa.
Numa saga que já vai longa, tinha algum receio de que fosse repetitivo, de que fossem pegar no mesmo tipo de história. Contudo, não era nada do que estava à espera. E fui-me surpreendendo constantemente com o humor, as referências ao cinema e o caminho que o filme escolheu.
Uma ode ao cinema
Uma apaixonado por cinema vai-se divertir tremendamente a ver este filme. Uma vez que mistura animação, o clássico caos dos “Mínimos” e algo que não esperávamos nesta história, uma grande carta de amor ao cinema.
Sou uma grande fã de Metacinema, como “Babylon”, “Singing in The Rain” ou “Cinema Paradiso”. E é muito engraçado ver um filme que não esperávamos, uma animação divertida, a ir por esse caminho.
Desde o início da história do cinema, com Georges Méliès e os Irmãos Lumière. Até aos clássicos, como “Jaws” de Steven Spielberg e até piadas com George Lucas, nada fica de fora nesta comédia divertida.
Os adultos que conhecem estas referências vão adorar vê-las aplicadas num filme de animação caótico. E para as crianças é uma ótima forma de entrarem no Mundo do Cinema e ganharem conhecimentos de uma forma divertida.
Uma mistura entre cinema e Mínimos

Como o nome também o indica, “Mínimos e Monstros” consegue ter o equilíbrio entre esta ode ao cinema que falei, cheio de referências e estética de Hollywood. Mas também o caos dos “Mínimos” a que os fãs estão habituados.
Acaba por utilizar o sci-fi e o cinema de monstros, também como uma homenagem, para trazer esse lado mais aventureiro das personagens. Teria de haver uma ameaça para causar mais tensão no filme. E também, como disse, para atrair tanto as crianças como os adultos.
Um marketing pouco conclusivo
Apesar da possível saturação deste formato, “Mínimos e Monstros” conseguiu surpreender e não ser só mais um filme da saga. Justificou a chegada de mais um filme, também ao introduzir novos “Mínimos” que não foram destaque nos restantes filmes.
Contudo, este marketing está mais voltado para o foco nos Monstros e no Caos associado aos “Mínimos”, com o nome do filme, o trailer e as imagens de destaque. Assim, o target do marketing está nas crianças.
Contudo, este filme tem muitos pormenores que os adultos, principalmente os apaixonados pelo cinema, vão adorar. Assim, devia ser uma marketing mais aberto aos dois tipos de audiência, para abranger um público maior neste divertido filme.

