©NRK P3 (https://www.flickr.com/photos/nrk-p3/9042726313/)

Nick Cave & The Bad Seeds regressaram a Portugal para o seu 18º espectáculo em terras lusas, tendo-se estreado por cá já no longínquo ano de 1988. Uma vez mais não desiludiram, transformando um grande festival num recinto intimista.

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Live God e uma mala cheia de grandes temas no NOS Alive

Sem nenhum álbum específico a promover, Nick Cave & The Bad Seeds embarcaram na sua “UK & Europe Summer 2026”, que passou pelo NOS Alive a 9 de julho. Mas com “Live God” (2025) ainda fresquinho na sua discografia, há muitos motivos para explorar o espectáculo de Nick Cave e companhia.

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Ao fim de contas, este “leading man” não mostra sinais de abrandar, continuando a ser um gigante do Rock. Aos 68 anos, a presença de palco do músico e compositor australiano é invejável, conseguindo envolver perfeitamente a sua audiência.

No único dia do NOS Alive em 2026 a não esgotar, perante uma plateia compacta mas ainda assim modesta, Nick Cave & The Bad Seeds deram um espectáculo que se mostrou particularmente eficaz para as filas da frente, onde a tal intimidade foi mais fácil de forjar.

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Grande parte da multidão concentrava-se para 21 Pilots, que só subiram ao palco já depois da meia-noite. E, por isso, nem todos eram público garantido para Nick Cave e companheiros de aventura. Não obstante, o espectáculo que vimos sem dúvida terá tido os ingredientes certos para conquistar os curiosos.

Este foi um espectáculo relativamente longo, em particular em âmbito de festival, ultrapassando as duas horas de duração e com direito a encore. Ao todo, foram entoados 19 temas, tendo o espectáculo inaugurado com a energética “Get Ready for Love” e fechado com “Into My Arms”.

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Os eternos Nick Cave & The Bad Seeds  em Algés

©NOS ALIVE
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Pelo meio, direito a uma hábil divisão entre temas de múltiplos discos, sem nenhum dos álbuns do grupo a ter direito a mais do que duas canções entoadas. Tivemos direito a ouvir temas de “Wild God”, claro está, mas também de “Abattoir Blues / The Lyre of Orpheus“, “Push the Sky Away”, “The Firstborn Is Dead”, “Henry’s Dream” e tantos outros.

Num espectáculo particularmente designado para grandes fãs, os ocasionais ouvintes puderam também retirar algo. Uma forte presença de palco e a certeza de que, esta banda que já singra desde o início dos anos 80,  continua a dar tudo.

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Cá estaremos, a acompanhar a presente edição do NOS Alive, até dia 11 de julho. Estarás desse lado?


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