James Stewart e Doris Day, Photo by Bill Avery - © 1978 Bill Avery

O Canal Cinemundo prepara o “querido mês de agosto”, com uma programação recheada do que melhor se faz na sétima arte. Para combater as idas à praia e o nomadismo característico deste mês, o canal investe num realizador capaz de tal feito, Alfred Hitchcock.

O Mestre do Suspense é a estrela do mês de agosto, que apresenta uma mão cheia de alguns dos seus melhores clássicos. Para além da filmografia do cineasta, a programação também inclui clássicos variados como “Pelé: O Nascimento de uma Lenda” (2016), que estreia na segunda semana, assim como este clássico de Hollywood.

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Onde ver este clássico de Alfred Hitchcock

“The Man Who Knew Too Much” (1956) protagonizado por James Stewart e Doris Day, conta a história de um casal e o seu filho em Marrocos, num retiro de férias. Enquanto passeiam, um homem é esfaqueado. Antes de morrer, ele dirige-se até ao Dr. Benjamin McKenna (James Stewart) e sussurra-lhe ao ouvido que “Um homem será assassinado em Londres. Avise-os em Londres. Ambrose Chappell.”

Estreia na segunda-feira de 3 de Agosto às 20h30. É o filme perfeito para se ver à noite. A primeira meia hora enigmática dá início a uma jornada de mistério e desconfiança dentro do mundo da espionagem. E claro, suspense, o oposto desta “família norte-americana” (como descrito nos créditos iniciais).

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Posteriormente ao sucesso estrondoso de “Rear Window” (1954), a dupla Alfred Hitchcock- James Stewart volta à excelência técnica e carisma que os define. Um remake de um filme do próprio realizador, “The Man Who Knew Too Much” (1934), esta adaptação é com toda a certeza diferente.

A primeira versão passa-se nos Alpes Suíços e lida com um casal britânico cuja filha os espiões raptam enquanto planeiam um assassinato político. O cineasta abandona a beleza, tranquilidade e isolamento dos Alpes, e volta-se para a movimentada e barulhenta cidade de Marraquexe. Aqui, o americano Dr. McKenna tem dificuldade em se adaptar aos costumes do país, e é um renegado desde o início da viagem.

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Este sentimento não o abandona, pelo contrário, apenas se agrava após a confissão do espião assassinado. A história desenrola-se então em Londres (mais uma vez a ligação com o país) e, assim como na primeira versão, o casal tem o seu filho (ao invés duma filha) raptado pelos espiões, neste caso, para não revelarem informações. Assim como o Dr. McKenna, não revelarei mais informações…

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O que diz a Crítica sobre The Man Who Knew Too Much

The Man Who Knew Too Much, de Alfred Hitchcock
© nikostsoup

Na década de 50, Alfred Hitchcock era praticamente intocável. Lançou 9 filmes e, apenas “The Trouble with Harry” (1955) e “Vertigo” (1958), foram sucessos modestos (e o último, é considerado por muitos como o melhor filme de sempre).

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Aproximadamente 148 mil pessoas classificaram-no no Letterboxd, tendo 32 mil favoritos, uma percentagem excecional de aproximadamente 21%. O que sugere que cerca de 1 em cada 5 pessoas da audiência o incluíram nos favoritos. No Rotten Tomatoes, o filme “sofreu” do mesmo sucesso, tanto da audiência como dos críticos. Destes, tem uma taxa de aprovação de 89% e 84% da audiência. Números altos que mostram a apreciação popular e crítica do realizador.

A Bilheteira e os Prémios do sucesso de Alfred Hitchcock

The Man Who Knew Too Much, de Alfred Hitchcock
Alfred Hitchcock, Photo by Sanford Roth / AMPAS – © 1978 Sanford Roth / AMPAS – Image

Em 1957, conquista o Óscar de Melhor Música (Canção) para Jay Livingston e Ray Evans pela música “Whatever Will Be, Will Be (Que Sera, Sera)”, e Alfred Hitchcock é nomeado ao Palme d’Or no Festival de Cannes. Contra um orçamento de  aproximadamente 2,5 milhões de dólares, o filme arrecada 11. 3 milhões nos EUA, desconhecendo-se os números a nível internacional.

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O facto de não nomearem o cineasta para um Óscar não era um falhanço, visto que acumulava constantes sucessos comerciais. Nomearam-no apenas cinco vezes e perdeu em todas as ocasiões. Na altura do filme, o realizador era muito popular, conquanto não recebia a aclamação crítica que viria a disfrutar nos anos 60.

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John Ford era um caso semelhante. Apesar de vencer 4 Oscars de Melhor Realizador, os seus filmes (especialmente os westerns) não eram considerados “trabalhos artísticos”. Um exemplo disso foi o lançamento, no mesmo ano de “The Man Who Knew Too Much”, de “The Searchers” (1956), hoje amplamente reconhecido como o melhor western já feito, e na altura não passava de “mais um western de John Wayne”.

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Programações como a do Canal Cinemundo no próximo mês de agosto, levam o público a apreciar mestres do cinema como os génios da arte que são. A Alfred Hitchcock, aplica-se certamente o título do filme: “O Homem que Sabia Demais”.


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