A Netflix continua a renovar o catálogo com títulos recentes de cinema. Depois de títulos como “28 Anos Depois: O Templo dos Ossos“, de Nia DaCosta, e “Final Destination: Bloodlines, há mais um peso pesado: “Blue Moon”.
O filme que valeu a Ethan Hawke a sua primeira nomeação para o Óscar de Melhor Ator, chegou à Netflix em Portugal.
Qual é a história de Blue Moon?
“Blue Moon” é realizado por Richard Linklater, com argumento de Robert Kaplow, e passa-se quase inteiramente numa única noite. 31 de março de 1943, a estreia de “Oklahoma!”, o primeiro musical nascido da parceria entre Richard Rodgers e Oscar Hammerstein.
O filme acompanha Lorenz Hart (Hawke), antigo parceiro criativo de Rodgers (Andrew Scott). Ao longo da noite, no bar Sardi’s, Hart lida com o alcoolismo, a depressão e o ciúme de ver o seu ex-colaborador celebrar um sucesso que já não é seu. É um retrato íntimo dos últimos dias de um artista consumido pela sensação de ter ficado para trás.
Margaret Qualley (“Na Companhia das Estrelas“), Bobby Cannavale (“Boardwalk Empire”), Patrick Kennedy (“The Queen’s Gambit”) e Jonah Lees (“Carta ao Rei”) completam o elenco principal.
Que prémios conquistou Blue Moon?
A película estreou também na competição principal do Festival Internacional de Cinema de Berlim, onde disputou o Urso de Ouro e acabou mesmo por valer a Andrew Scott um prémio de interpretação secundário.
Embora, o grande destaque de “Blue Moon” seja a nomeação para Ethan Hawke como Melhor Ator e de Robert Kaplow para Melhor Argumento Original, a produção foi presença assídua na temporada. Assim, Hawke conseguiu marcar presença nos “Critics’ Choice Awards”, “BAFTA”, “Actor Awards” e “Golden Globes”, onde o filme surpreendeu ao conquistar menção como Melhor Filme de Comédia / Musical.
O que diz a crítica sobre Blue Moon?

No Rotten Tomatoes, Blue Moon soma 90% de aprovação da crítica e 76% do público. No Metacritic, a pontuação fixa-se nos 78 pontos.
A imprensa internacional destacou sobretudo a interpretação de Hawke. O Hollywood Reporter considerou o filme um projeto discreto mas muito bem executado e cheio de nuance. Já o Los Angeles Times sublinhou que, de todos os artistas que Hawke já retratou no ecrã, nunca tinha interpretado um tão tocantemente diminuído, um homem consumido pela inveja que, ainda assim, não consegue mentir a si próprio sobre a beleza da arte que o rodeia.
Também na MHD as opiniões são dissonantes. Maggie Silva descreve Blue Moon como um belo drama que fere, que mói e deixa o espectador inquisitivo, mergulhado na sua melancolia evidente. Já Bruno Teixeira aponta que o filme sai prejudicado por concentrar a narrativa praticamente numa única noite: um fator que o torna íntimo e focado, mas que também limita o aprofundamento da história e das suas personagens segundo o autor.

