Novo drama com Robert Aramayo (Game of Thrones) baseado em factos reais e com 97% no Rotten Tomatoes, acaba de chegar à Netflix Portugal

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A Netflix continua a somar títulos de peso ao catálogo. Chegaram recentemente “Final Destination: Bloodlines”, “28 Anos Depois: O Templo dos Ossos” e “Blue Moon”. Agora junta-se mais um filme à lista, e este tem uma curiosidade especial.

Foi precisamente “Blue Moon” que ficou pelo caminho quando “Mais Forte Que Eu (I Swear)” levou o prémio de Melhor Ator nos BAFTA deste ano, batendo Ethan Hawke e outros grandes nomes como Leonardo DiCaprio (“Batalha Atrás de Batalha”) e Timothée Chalamet (“Marty Supreme”).

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Qual é a história de Mais Forte Que Eu (I Swear)?

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“Mais Forte Que Eu (I Swear)” conta a história real de John Davidson, um escocês diagnosticado com síndrome de Tourette aos 25 anos. Davidson cresceu sem que ninguém compreendesse os seus tiques involuntários.

O filme acompanha o seu percurso desde a juventude confusa em Galashiels, na Escócia, onde sonhava ser futebolista, até se tornar um ativista incansável na luta pela consciencialização da doença. Posteriormente,  acabou por ser reconhecido pela própria rainha Isabel II, que lhe atribuiu a Ordem do Império Britânico. É uma história marcada pela dificuldade em ser compreendido. Mas é também uma história sobre a força da amizade e da comunidade.

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Quem faz parte do elenco do filme que chega agora à Netflix?

Robert Aramayo é o grande protagonista do filme, no papel de John Davidson. O ator britânico tornou-se conhecido por interpretar o jovem Ned Stark em “Guerra dos Tronos”. Mas, nos últimos anos, consolidou-se como um dos nomes mais promissores do cinema britânico, sobretudo depois de assumir o papel de Elrond em “O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder”. A sua interpretação de Davidson valeu-lhe o BAFTA de Melhor Ator, além do prémio EE Rising Star, votado pelo público.

No elenco, estão ainda Peter Mullan (“Ozark”), que interpreta Tommy Trotter, e Maxine Peake (“The Theory of Everything”), no papel de Dottie Achenbach. Shirley Henderson (“Harry Potter”) dá vida a Heather Davidson, mãe da personagem principal. Já o jovem Scott Ellis Watson faz a sua estreia como ator, no papel do Davidson adolescente.

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O que diz a crítica sobre Mais Forte Que Eu (I Swear)?

“Mais Forte Que Eu (I Swear)” soma 97% de aprovação da crítica e 98% no Rotten Tomatoes. Enquanto, no Metacritic, regista 70 pontos.

O “TheWrap” destaca a forma como o filme evita o retrato superficial e tranquilizador tantas vezes associado aos biopics. Em vez disso, envolve verdadeiramente o espectador na experiência do protagonista. Por sua vez, o “Film Threat” sublinha que “Mais Forte Que Eu (I Swear)” não procura pena. Procura antes empatia, e recusa qualquer hierarquia entre deficiências “boas” ou “más”.

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Finalmente, o “RogerEbert.com” reflete sobre a polémica nos BAFTA e nota algo interessante: o desconforto gerado pelo incidente acabou por comprovar, de forma quase involuntária, a pertinência da própria mensagem do filme sobre preconceito e julgamento precipitado.

Que prémios ganhou o filme com Robert Aramayo?

Mais Forte Que Eu (I Swear)’ chegou aos BAFTA 2026 com cinco nomeações e saiu de lá com dois prémios: Melhor Ator para Robert Aramayo e Melhor Casting para Lauren Evans. Aramayo venceu ainda o EE Rising Star, prémio individual votado pelo público. Além disso, a longa-metragem somou prémios e menções em vários outros orgãos, incluindo o British Independent Film Awards e o London Critics Circle Film Awards.

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A controvérsia de John Davidson nos BAFTA

A noite de triunfo de “Mais Forte Que Eu (I Swear)” ficou também marcada pela polémica. John Davidson, o homem cuja vida inspirou o filme, esteve presente na cerimónia. Devido a um dos seus tiques involuntários associados ao Tourette, gritou um insulto racial enquanto os atores de “Sinners”, Michael B. Jordan e Delroy Lindo, apresentavam um prémio em palco. O momento não foi cortado da transmissão da BBC, que foi para o ar com duas horas de atraso, o que gerou uma onda de críticas.

Mais tarde, Davidson emitiu um comunicado, onde explicou: “Estou, e sempre estive, profundamente horrorizado se alguém considera os meus tiques involuntários como intencionais ou como tendo qualquer significado”. Para além disso, o ativista referiu que optou por abandonar o auditório durante a cerimónia, “pois estava consciente do sofrimento que os meus tiques estavam a causar”.

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Do outro lado, a Academia Britânica também se pronunciou. Assumiu total responsabilidade pela situação e pediu desculpa publicamente a Jordan e a Lindo. Apesar do episódio ter ofuscado parte da noite, não retirou brilho ao percurso de “Mais Forte Que Eu (I Swear)”, que continua agora a conquistar novo público através da Netflix.


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