Estreia dentro de dias na RTP2 um novo filme que fez parte da seleção oficial da Semana da Crítica no Festival de Cannes de 2023 e que surpreendeu os críticos em pleno. Está, portanto, prestes a estrear “A Ama de Cabo Verde” (2023, Marie Amachoukeli).
A longa-metragem, coprodução entre Cabo Verde, França e Portugal, estreou nas salas de cinema com distribuição da Alambique a 11 de julho de 2024 e é a bonita história de amizade entre uma menina e a sua ama.
Qual a narrativa de A Ama de Cabo Verde?

“A Ama de Cabo Verde” conta a história de Cléo, uma menina com 6 anos de idade, e Glória, a ama que a criou desde que ela nasceu, após a morte da sua mãe.
Entretanto, Glória tem de regressar ao seu país, Cabo Verde, para junto dos seus filhos.
Na hora de partida, Cléo pede-lhe que prometa que irão voltar a ver-se assim que possível. Desta forma, Glória convida Cléo a passar um último Verão com ela na ilha de Cabo Verde, junto da sua família.
“A Ama de Cabo Verde” é um retrato doce e comovente da infância, através dos olhos de uma criança.
Qual o elenco completo do novo filme da RTP2?

Louise Mauroy-Panzani e Ilça Moreno Zego protagonizam esta longa-metragem dos papéis de Cléo e Glória.
Fazem igualmente parte do elenco de “A Ama de Cabo Verde” nomes como Abnara Gomes Varela, Fredy Gomes Tavares, Arnaud Rebotini, Domingos Borges Almeida, Marc Lafont, Bastien Ehouzan, Delfi Rodrigues Dos Sanches, entre outros.
Quando estreia o filme na RTP2?
“A Ama de Cabo Verde” tem a sua estreia televisiva em canal aberto marcada para o próximo sábado 22 de agosto às 22h00 na RTP2. Ou seja, logo após o “Jornal 2”.
Caso não consigas ver o filme no horário marcado, poderás (re)vê-lo na RTP Play ou através das gravações automáticas da tua box.
O que dizem os críticos no Rotten Tomatoes sobre A Ama de Cabo Verde?

“A Ama de Cabo Verde” foi considerado uma obra-prima para a unanimidade dos críticos, de acordo com o site agregador Rotten Tomatoes. A saber, o filme tem uma impressionante taxa de aprovação de 100% por parte dos críticos. Do lado do público, a taxa de aprovação é um pouco inferior mas ainda assim bastante positiva: 82%.
Entre as opiniões dos críticos destacamos Simran Hans da revista “Sight & Sound” que refere: “Uma menina de seis anos e a sua amada ama cabo-verdiana têm um último verão para se despedirem no comovente drama de Marie Amachoukeli”. Por outro lado, Jessica Kiang da “Variety” vai mais além e afirma: “O grande poder de ‘A Ama de Cabo Verde’ reside não na sua abordagem da consciência colonial, nem sequer nas suas percepções sobre a complexa dinâmica económica e emocional do vínculo entre a criança e a ama. Reside no seu retrato inigualável de um pequeno coração corajoso.”
A Ama de Cabo Verde, explicado pela realizadora Marie Amachoukeli
Neste filme, a realizadora reflete sobre a sua própria infância. Isto porque a “A Ama de Cabo Verde” é dedicado a Laurinda Correia.
“A Laurinda é a mulher que cuidou de mim quando era pequena; ela trabalhava como porteira no prédio onde eu morava. Era uma imigrante portuguesa e passei a maior parte da minha infância em sua casa com os seus filhos. Quando eu tinha seis anos, ela disse-me que iria voltar ao seu país natal com o marido para iniciar um negócio e começar uma nova vida perto da família. Foi o primeiro grande choque da minha vida. Hoje, ainda mantemos contacto, trocamos postais, ela telefona-me no dia do meu aniversário e, quando a visito em Portugal, há fotografias minhas entre as dos seus filhos e netos. Ela ainda me trata por ‘minha filha’”, refere Marie Amachoukeli.
Podes ler a entrevista com a realizadora na íntegra nestas notas de imprensa (em inglês) ou, em alternativa, podes ver o vídeo acima de uma entrevista aquando da estreia no Festival de Cannes (em francês, com legendas em inglês).

