Há boas notícias para os fãs de true crime. Isto porque a Netflix acaba de lançar “A Morte da Esposa do Pastor“, há mais uma minissérie de três episódios baseada numa impressionante história real. Estreou há poucas horas e já é a mais vista da plataforma em Portugal.
Mica Miller, uma mulher de 30 anos, é encontrada morta num parque estadual na Carolina do Norte. A polícia fecha o caso como suicídio em poucos dias. Mas um mês antes, essa mesma mulher tinha ido às autoridades dizer que temia pela própria vida e apontava o marido como a ameaça.
Mica cresceu em Wichita, no Kansas, antes de a família se mudar para Myrtle Beach, na Carolina do Sul. Era uma das seis filhas, e cantar era o que a definia desde cedo: aos poucos, tornou-se líder de louvor ainda adolescente na igreja que a família passou a frequentar. Quem a conheceu descreve alguém confiante, profundamente religiosa e capaz de contagiar quem estava por perto.
Foi nessa igreja, a Solid Rock Church, que Mica conheceu John-Paul Miller, o pastor, 15 anos mais velho, conhecido como JP. O relacionamento entre os dois começou como um caso extraconjugal enquanto ele ainda era casado e ela trabalhava como sua assistente. Quando veio à tona, abalou a congregação. Ainda assim, os dois acabaram por casar em 2017.
Papéis do divórcio entregue horas antes de morrer
A série mostra, através de mensagens, vídeos caseiros e diários pessoais de Mica, como esse casamento se foi deteriorando ao longo dos anos. A tal ponto que chegou a decidir romper a relação. No entanto, a separação não foi simples. Só conseguiu entregar os papéis do divórcio dois dias antes de morrer.
Em dezembro de 2025, JP Miller foi indiciado por um júri federal por perseguição digital e por prestar falsas declarações a investigadores. Declarou-se inocente e, até agora, não foi acusado de qualquer envolvimento na morte de Mica.
O julgamento está marcado para outubro de 2026 e Miller recusou-se a comentar para a produção da série.
Os realizadores Julia Willoughby Nason e Michael Gasparro, também por trás de produções como “Murdaugh Murders” e “American Murder: Gabby Petito“, tiveram acesso ao arquivo pessoal de Mica com autorização da família.
A série conta com o testemunho nos irmãos de Mica e na cunhada, complementados por amigos próximos, ex-membros da igreja, uma conselheira bíblica e a advogada que tratou do divórcio.

