A RTP2 é o canal de eleição para o melhor cinema e séries europeias. Assim, está prestes a estrear no canal público mais um grande filme, a coprodução luso-brasileira “Aos Nossos Filhos” (2019, Maria de Medeiros).
O novo drama da atriz e realizadora foca-se em temáticas como a maternidade ou a sexualidade, sem esquecer o passado e o presente do Brasil.
Qual a narrativa de Aos Nossos Filhos?

“Aos Nossos Filhos” é adaptado da peça de teatro homónima de Laura Castro. Conta a história de Vera e da sua filha Tânia.
Vera é coordenadora de uma organização não governamental que cuida de crianças seropositivas. Apesar de ter um passado de perseguição pela ditadura e de ser uma mulher resistente, ela tem dificuldades em aceitar a relação homossexual da sua filha Tânia. Especialmente, quando Tânia decide ser mãe com a sua companheira Vanessa…
Vera vai, portanto, ser obrigada a lidar com as suas próprias contradições do passado em paralelo com o seu presente.
Qual o elenco completo do novo filme de Maria de Medeiros?

Laura Castro, a autora da peça de teatro, é igualmente atriz no filme “Aos Nossos Filhos” no papel de Tânia. Ao seu lado, no papel de Vera, está a atriz Marieta Severo.
Fazem igualmente parte do elenco da longa-metragem nomes como Claudio Lins (que interpreta Sérgio), José de Abreu (Fernando), Marta Nobrega (Vanessa), o ator português Ricardo Pereira (Antônio), Aldri Anunciação (Pedro), Antonio Pitanga (Rodrigo), entre outros.
Quando estreia Aos Nossos Filhos na RTP2?
“Aos Nossos Filhos” tem, pois, a sua estreia televisiva em canal aberto marcada para a próxima sexta-feira 4 de setembro às 22h50 na RTP2.
Ou seja, a exibição acontece logo após a transmissão do último episódio da minissérie alemã “Crimes da Floresta Negra” (2025, Robert Hummel e Martina Mouchot).
Aos Nossos Filhos, explicado pela realizadora Maria de Medeiros
Em declarações à imprensa francesa, Maria de Medeiros falou um pouco sobre a sua mais recente longa-metragem “Aos Nossos Filhos”.
“Recebi a peça em 2013. É um diálogo entre uma mãe e a sua filha, durante um longo jantar bastante regado a álcool. A mãe está longe de ser conservadora; ela passou pela guerra de guerrilha, prisão, tortura e exílio. Hoje, cuida de órfãos seropositivos. Quando a sua filha lhe vem contar que está grávida, a mãe pensa inicialmente que agora é heterossexual. ‘Não’, responde a filha, ‘o bebé está no útero da minha companheira’. E este é o limite da mente aberta desta mãe… Achei a peça interessante porque é um diálogo entre duas personagens muito inteligentes, cada uma com argumentos muito válidos.”, começou por referir a realizadora.
“Não conhecia a Laura Castro, nem como escritora, nem como atriz; a peça ensinou-me muito sobre as crianças em casais homossexuais, sobre novas formas de parentalidade num Brasil confiante, onde todos tinham planos para o futuro, para a sociedade ou para si próprios.”, conclui de modo pessoal.

