Vais estudar longe de casa este ano letivo? Então já sabes que a renda pesa no orçamento. Felizmente, existem apoios pensados exatamente para isso. Além disso, o sistema de ação social no ensino superior sofre agora alterações relevantes, sobretudo na forma como calcula bolsas e custos de alojamento. Vamos perceber, ponto por ponto, o que já podes pedir e como te preparares.
A que apoios têm direito os estudantes?

Antes de mais, importa conhecer as opções disponíveis. A bolsa de estudo da ação social continua a ser o apoio mais relevante, mas não é o único. Existe também um complemento de alojamento para bolseiros deslocados, pensado para quem vive longe da residência habitual.
Além disso, se te candidatares a uma residência académica e não conseguires vaga, o apoio pode ser reforçado, tendo em conta os valores do arrendamento na zona onde estudas. Mesmo que não sejas bolseiro, podes ainda beneficiar de apoio ao alojamento em certas condições. Por fim, se precisares de viajar entre a tua residência e o local de estudo, existe um complemento de deslocação, e há ainda soluções específicas para quem vive nos Açores ou na Madeira.
O que muda a partir deste ano letivo?
Contudo, a principal mudança está na integração dos apoios ao alojamento no novo modelo de ação social. O antigo complemento para estudantes deslocados deixa de existir, e as despesas de alojamento passam a entrar de forma mais direta no cálculo da tua bolsa.
Assim, se fores bolseiro deslocado, passas a ter prioridade no acesso às residências universitárias, embora não sejas obrigado a ficar lá. Se não houver vaga, a bolsa deve refletir o custo do alojamento privado no teu concelho. Em números concretos, quem ficar numa residência pode contar com um apoio mensal de cerca de 161 euros, enquanto a bolsa média anual deve subir de 1.734 para 2.660 euros.
A nova Bolsa de Incentivo

Para além destes apoios, surge também a Bolsa de Incentivo, dirigida a quem entra pela primeira vez no ensino superior e pertence a um agregado com menores rendimentos. Este apoio, no valor de 1.075 euros, é pago numa única prestação e pode acumular com a bolsa de estudo. Assim, se pertencias ao primeiro escalão do abono de família em maio de 2026, vale a pena verificar se cumpres os restantes requisitos. Depois da matrícula confirmada, a atribuição é automática, o que facilita bastante o processo.
Não fiques de fora!
Por isso, começa já a organizar-te. Consulta os Serviços de Ação Social da tua instituição, guarda sempre o contrato e os comprovativos de pagamento do alojamento e verifica os prazos de candidatura às residências. Se não conseguires vaga, procura alternativas no mercado privado, mas confirma sempre a identidade do senhorio e desconfia de pedidos de pagamento urgentes.
Podes ainda considerar o Porta 65 Jovem, mesmo sem teres ainda um contrato de arrendamento fechado. No fundo, quanto mais cedo te informares sobre estes apoios, maior é a tua margem para organizar o orçamento deste novo ano académico.

