Happy Gilmore 2

A segunda noite de Bad Bunny em Portugal confirmou aquilo que já parecia inevitável. Lisboa rendeu-se por completo ao fenómeno porto-riquenho. Depois de uma estreia histórica no dia anterior no Estádio da Luz, o artista regressou ao palco para mais um concerto esgotado perante cerca de 60 mil fãs, num espetáculo intenso, emocional e marcado por várias referências à cultura portuguesa. Até houve um destaque especial para “A Minha Casinha”, dos Xutos & Pontapés.

Ao longo de quase três horas, Benito voltou a transformar o Estádio da Luz numa gigantesca festa latina, misturando reggaeton, trap e salsa. Entre explosões de energia e declarações emotivas, a noite acabou por confirmar um dos maiores eventos musicais do ano em Portugal. No entanto, a festa não foi perfeita por causa da desorganização da Live Nation.

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Estádio da Luz voltou a vibrar

Desde as primeiras horas da tarde, milhares de fãs concentraram-se junto ao Estádio da Luz para garantir os melhores lugares na plateia. Muitos chegaram vestidos com bandeiras de Porto Rico, óculos extravagantes e referências visuais aos álbuns de Bad Bunny, criando um ambiente de festival muito antes do início do concerto.

Pouco antes das 21 horas, as luzes apagaram-se e os primeiros acordes de “LA MuDANZA” fizeram explodir o estádio. A entrada de Bad Bunny voltou a ser recebida com uma ovação ensurdecedora, numa demonstração clara da dimensão que o artista alcançou em Portugal.

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Ao longo do espetáculo, o artista apostou nos temas mais explosivos do alinhamento. “MONACO”, “Me Porto Bonito”, “Yo Perreo Sola” e “Safaera” mergulharam a Luz num ambiente de discoteca ao ar livre, com milhares de pessoas a saltar, dançar e cantar cada refrão em uníssono. O próprio Bad Bunny disse que, por norma, as segundas datas são as melhores. E foi.

“A Minha Casinha” surpreendeu o público português

No entanto, um dos momentos mais inesperados da noite surgiu no clássico bem português. Depois de várias referências à cultura portuguesa na estreia, Bad Bunny decidiu aproximar-se ainda mais do público ao incluir um excerto instrumental de “A Minha Casinha”, dos Xutos & Pontapés.

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Assim que os primeiros acordes ecoaram pelo estádio, a reação foi imediata. O público começou a cantar em coro um dos temas mais emblemáticos da música portuguesa, enquanto Benito sorria e observava a resposta das bancadas.

Além da homenagem aos Xutos, o cantor voltou também a utilizar expressões em português e brincadeiras com referências nacionais, reforçando a proximidade com os fãs portugueses.

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“La Casita” voltou a ser o coração do espetáculo

Tal como na primeira noite, “La Casita” assumiu novamente um papel central no concerto. Inspirada nas casas tradicionais porto-riquenhas, a estrutura colocada no centro do palco funcionou como um segundo cenário dentro do espetáculo.

Foi ali que Bad Bunny apresentou alguns dos momentos mais íntimos da atuação, acompanhado pelos músicos e bailarinos que o rodeavam numa atmosfera de festa de bairro porto-riquenha.

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Temas como “Ojitos Lindos”, “La Canción” e “CAFé CON RON” transformaram completamente o ambiente da Luz. Os telemóveis iluminaram as bancadas, muitos fãs emocionaram-se e ouviram-se cânticos constantes de “Benito, Benito” entre músicas.

Ao interpretar “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, já no palco, o artista voltou a deixar uma mensagem emocional sobre memória, saudade e a importância de aproveitar o presente. Nos ecrãs gigantes surgiram fotografias de fãs captadas antes do espetáculo, aumentando ainda mais o impacto visual da atuação.

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“Abraça a pessoa que está ao teu lado”, pediu Benito ao público, enquanto milhares de pessoas se abraçavam na plateia e nas bancadas.

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Organização da Live Nation fez o pior

Apesar do impacto do concerto, a organização da Live Nation voltou a demostrar grande falta de brio. Nunca se nega água a ninguém e foi a primeira coisa que fizeram. Lá depois, com milhares e milhares de críticas cederam e deixaram entrar mas sem tampa. Mas dentro do estádio, havia ainda pior para descobrir.

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Os problemas logísticos começaram ainda antes do espetáculo, com longas filas para entrar no recinto e dificuldades de circulação na plateia em pé. No interior do estádio, muitos fãs voltaram a queixar-se dos postes colocados junto ao palco, que limitaram parcialmente a visibilidade em diferentes setores. Em maioria dos casos, não era mencionado aquando da compra do bilhete.

No entanto, a maior polémica da noite aconteceu nas zonas das casas de banho da plateia. Com poucos acessos disponíveis para milhares de pessoas (cerca de 9), geraram-se momentos de enorme tensão ao longo da noite. Em vários períodos, houve empurrões, discussões acesas e até confrontos físicos entre espectadores que tentavam chegar às instalações sanitárias.

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Uma despedida apoteótica de Lisboa

Já perto da meia-noite, Bad Bunny regressou às músicas mais intensas para encerrar o concerto em clima de celebração total. “EoO” fechou oficialmente a atuação.

Depois de duas noites completamente esgotadas no Estádio da Luz, Bad Bunny despediu-se de Lisboa como um dos maiores fenómenos musicais da atualidade. E, pelo impacto vivido dentro e fora do estádio, dificilmente Portugal esquecerá tão cedo a primeira passagem de Benito Antonio Martínez Ocasio pelo país.


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