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Estreou na última quinta-feira 22 de outubro nas salas de cinema portuguesas o filme histórico e biográfico “Memórias do Cárcere” (2026, Sérgio Graciano).

Adaptado da obra homónima de Camilo Castelo Branco, o filme reflete sobre os anos do escritor português na Cadeia da Relação do Porto.

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Qual a narrativa de Memórias do Cárcere?

Memórias do Cárcere
© NOS Audiovisuais

“Memórias do Cárcere”, adaptado do livro homónimo de Camilo Castelo Branco, é o retrato do escritor quando ele e Ana Plácido estiveram presos na Cadeia da Relação do Porto num processo de adultério que abalou a sociedade portuguesa do século XIX.

O livro é uma coleção de histórias de falsários, parricidas, infanticidas e até de um rei; histórias essas que agora chegam também à sala de cinema.

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Qual o elenco completo do filme, além de Albano Jerónimo?

Memórias do Cárcere
© NOS Audiovisuais

Albano Jerónimo e Maria João Bastos são os protagonistas de “Memórias do Cárcere” nos papéis de Camilo Castelo Branco e Ana Plácido.

Fazem igualmente parte do elenco desta obra nomes como Paulo Pires, Afonso Pimentel, João Pedro Vaz, Marcello Urgeghe, Adriano Carvalho, Soraia Chaves, Adriano Luz, Ricardo Pereira, Beatriz Brás, Bárbara Branco, entre outros.

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Onde ver Memórias do Cárcere nos cinemas portugueses?

“Memórias do Cárcere” estreou nas salas de cinema nacionais na última quinta-feira 22 de outubro, com distribuição da NOS Audiovisuais.

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Infelizmente, a longa-metragem de Sérgio Graciano não está disponível em vários dos distritos de Portugal. Contudo, podes ver o filme um pouco de norte a sul do país. A saber, o filme encontra-se em exibição no distritos de Braga, Castelo Branco, Coimbra, Lisboa, Porto, Setúbal, Santarém e Faro. Podes, pois, consultar todos os horários e salas em exibição no nosso portal Cine Estreias HD.

Por fim, é relevante referir que o filme entrou no top 15 dos filmes mais vistos nas salas de cinema logo neste primeiro fim de semana de exibição, alcançando a 12.ª posição.

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Memórias do Cárcere, explicado por Sérgio Graciano

Memórias do Cárcere
© NOS Audiovisuais

Em declarações à imprensa, Sérgio Graciano falou um pouco sobre o seu filme “Memórias do Cárcere”.

Refletindo sobre o facto de este ser o seu segundo filme com o produtor Paulo Branco, o realizador referiu: “Acho que o Paulo abriu umas perspectivas novas na minha cabeça. A sua postura de desafio pressionou-me um bocadinho mais, e nesse sentido, obrigou-me a tentar descobrir outros caminhos para os meus filmes. Ele fez esse trabalho comigo. E, para além da possibilidade de filmar guiões consideravelmente diferentes, na rodagem em si, deu-me ‘tempo’ – algo que é particularmente necessário em cinema, porque permite outra abordagem do filme, permite o erro. Tive a possibilidade de errar, voltar atrás e refazer.”

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Especificamente sobre o filme, referiu o autor: “As ‘Memórias do Cárcere’ é uma fase mais frágil do Camilo, penso que é isso que faz a diferença. Eu quis começar a construir o filme a partir da fragilidade e humanidade da personagem, porque este não é o Camilo do ‘Francisca’ [Manoel de Oliveira, 1981], é alguém mais próximo de nós, alguém que naquele momento estava mais vulnerável, e que não controlava tudo. Esse Camilo interessou-me, e procurámos alcançar um ponto de equilíbrio.”

“Às vezes, a história do Camilo até é contada através das outras personagens… Mas, no fundo, trata-se de um livro muito pessoal, e eu quis manter esse lado pessoal no filme.”, concluiu ainda Sérgio Graciano.

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Por fim, podes ler, desde já, a crítica da MHD a “Memórias do Cárcere”. José Vieira Mendes destaca: “A verdadeira surpresa de ‘Memórias do Cárcere’ está, porém, no modo como a cadeia deixa de ser apenas o lugar onde decorre a acção. Torna-se mecanismo narrativo. Cada cela parece guardar outra história; cada preso traz consigo um romance possível; cada corredor conduz a uma nova personagem.”


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