Capitão América: Guerra Civil, em análise

Capitão América: Guerra Civil coloca duas das personagens mais icónicas da Marvel em confronto directo. Uma batalha pela procura da verdade e pela justiça que apenas o fantástico Steve Rogers consegue vencer.

A Marvel Studios comprovou mais uma vez a sua astúcia no desenvolvimento do seu universo de super-heróis com Capitão América: Guerra Civil. Anthony e Joe Russo regressaram para o terceiro capítulo do Primeiro Vingador, apenas para ultrapassarem as mais fantásticas expectativas após o excelente trabalho no seu predecessor, Capitão América: O Soldado do Inverno. A excelente orientação e visão dos realizadores demonstrou um sábio conhecimento do seu material de origem, e mais importante, das personagens que incorporam esta grande epopeia.

Marvel's Captain America: Civil War Steve Rogers/Captain America (Chris Evans) Photo Credit: Zade Rosenthal © Marvel 2016

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Ao longo de doze (!!) filmes fomos conhecendo várias personagens, algumas novas outras nem por isso, e nunca foi tão importante conhecer de cabeça o quem é quem deste universo heróico. Capitão América: Guerra Civil é, acima de tudo, uma história sobre Capitão América (Chris Evans), o sempre leal e valoroso super-soldado americano, que nesta feita precisa de batalhar, não inimigos e criminosos, mas amigos e companheiros na sua demanda pela verdade e justiça. A longa-metragem é essencialmente uma crítica à sociedade, escondida por detrás de ideais políticos e morais vingativos, toda ela adornada por fabulosas coreografias de acção e super-poderes responsáveis por possivelmente o melhor momento de toda a história dos super-heróis.

O argumento desenvolvido por Stephen Markus e Stephen McFeely pode ser desconstruído em três actos: contextualização, guerra e justiça. Nesta nova aventura Steve Rogers lidera uma nova equipa de Vingadores e, uma vez mais, as suas acções causam mortes inocentes e consequentes à sua existência.

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Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) acaba por ser a catalisadora de eventos que levam à intervenção das Nações Unidas, sobre a forma de uma lei mundial que obriga os super-dotados a trabalharem sobre a sua jurisdição – apanhando os criminosos que eles querem, quando querem e como querem. Tony Stark (Robert Downey Jr.), afogado em culpa pelos acontecimentos em Vingadores: Era de Ultron incentiva a medida fielmente, enfrentando um debate moral com Capitão América e que, eventualmente leva à desintegração da outrora lendária equipa. Entra em cena Bucky Barnes/Soldado Invernal (Sebastian Stan) para metaforica e literalmente premir o gatilho que escala toda uma guerra entre os super-heróis e que, envolve todos numa atmosfera dramática e de gigante frustração.

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O filme dos irmãos Russo conquista o público em várias frentes – a comédia no ponto certo, a panóplia interessante das personagens e acima de tudo, na exploração do ponto de vista de todos que em muito parece lógico dado tudo o que conhecemos de cada um. Algumas personagens caem do ar sem qualquer razão lógica, como obviamente a estreia de Homem-Aranha (Tom Holland), mas outras conseguem roubar a luz do holofote na sua introdução, concretamente, T’Challa aka Pantera Negra (Chadwick Boseman). Daniel Brühl interpreta Zemo, o vilão por detrás de toda esta guerra, que de forma metódica e até mesmo sádica consegue compilar uma das personagens mais interessantes, de tal modo que no fim de contas há uma réstia de simpatia forçosamente ignorada.

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Robert Downey Jr. entrega, ironicamente, a melhor versão possível da sua personagem nesta aventura de Capitão América. O seu carisma inegável é um ponto positivo acima do trabalho dos seus colegas, mas em muito engrandecido pelo complexo desenvolvimento da sua arca. Para os interessados, as novas adições encaixam perfeitamente no Universo Marvel e cumprem o objectivo de conquistar fãs para os seus respectivos solos – mas da forma que T’Challa vem adicionar seriedade, temos o jovem imaturo Peter Parker que, para o consolo dos fãs, entrega excelentes momentos cómicos e de acção divertida.

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A cinematografia do encargo de Trent Opaloch (Distrito 9) não pode ser esquecida – afinal de contas é a sua visão que capta os momentos de acção em que, um piscar de olhos, pode significar uma perda substancial de um momento gigante (pun intended!). Mas é também o seu trabalho que puxa ao desenvolvimento do filme, tornando-o um thriller político e evoluindo até um drama autêntico para o seu clímax e, aos poucos, diminuindo a luz e a vibração das cores para encaixar de forma lógica em todo o processo do argumento.

Marvel's Captain America: Civil War L to R: Black Panther/T'Challa (Chadwick Boseman), Vision (Paul Bettany), Iron Man/Tony Stark (Robert Downey Jr.), Black Widow/Natasha Romanoff (Scarlett Johansson), and War Machine/James Rhodey (Don Cheadle). Photo Credit: Film Frame © Marvel 2016

Capitão América: Guerra Civil é, no seu todo, o melhor filme de super-heróis alguma vez produzido pela Marvel. Apesar de tudo, não deixa de fugir à fórmula já cansativa e, perde a oportunidade de deixar uma marca mais profunda ser perdurada no coração dos fãs e das personagens. É um filme divertido, entusiasmante e com um excelente argumento que certamente dará um trabalho imensamente complicado para satisfazer os fãs chegando a altura de Os Vingadores: Guerra do Infinito.

O MELHOR – O argumento e a caracterização das personagens, e a coreografia das cenas de acção que deu espaço para todos brilharem, incluindo estreantes e veteranos.

O PIOR – A tecnologia 3D é uma dor de cabeça e em nada engrandece a produção. Fujam.

 


Título Original: Captain America: Civil War
Realizador:  Anthony Russo e Joe Russo
Elenco: Chris Evans, Robert Downey Jr., Sebastian Stan, Scarlett Johansson
NOS | Acção, Sci-Fi, Thriller | 2016 | 147 min

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Marcos Mendes

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One thought on “Capitão América: Guerra Civil, em análise

  • “Capitão América: Guerra Civil”: 5*

    “Capitão América: Guerra Civil” é altamente recomendado, gostei muito de o ter ido ver na Festa do Cinema.
    “Captain America: Civil War” tem uma história excelente e vários personagens bem enquadrados na sua intriga, o que só mostra a sua coesão.

    Cumprimentos, Frederico Daniel.

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