Classic Fever | Do Céu Caiu uma Estrela (1946)

 

Protagonizado por James Stewart, o talento prodígio dos anos 50 por quem nós nutrimos um carinho infinito, Do Céu Caiu uma Estrela de Frank Capra permanece como um dos melhores e mais verdadeiros clássicos de Natal da sétima arte. 

 

O QUE É QUE VOU RELEMBRAR HOJE?

Do Céu Caiu uma Estrela (1946), ou no título mais célebre americano It’s a Wonderful Life, realizado por Frank Capra e protagonizado por James Stewart, Donna Reed e Lionel Barrymore.

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MAS AFINAL DO QUE É QUE TRATA?

Com tantos problemas a atormentá-lo, George Bailey está decidido em acabar com tudo de vez, embora seja véspera Natal. Enquanto os Anjos conversam sobre George, a sua vida passa em retrospectiva. Mas quando George está prestes a saltar de uma ponte, é salvo por Clarence, o seu Anjo da Guarda, que lhe mostra como seria a cidade se ele não tivesse feito tantas coisas boas. Será que Clarence consegue convencer George a regressar à sua família e esquecer o suicídio?

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PORQUE É QUE NÃO POSSO PERDER?

Do Céu Caiu Uma Estrela não só representa um dos mais antigos filmes natalícios, que nos enchem as telas de amor e esperança nesta quadra que se avizinha, como é ainda um exemplo de cinema clássico inegável – tendo sido realizado por um dos seus mestres mais eruditos. Frank Capra nasceu em 1897, em Itália, e mudou-se ainda em criança para os EUA, onde adquiriu nacionalidade americana. Começou no ramo da comédia, trabalhou com Harry Langdon e acabou por realizar filmes que viriam a tornar-se os mais populares e influentes dos anos 30 e 40. Ao clássico que aqui comemoramos, juntam-se os maravilhosos títulos Uma Noite Aconteceu (It Happened One Night), Peço a Palavra (Mr. Smith Goes to Washington) e O Mundo É Um Manicómio (Arsenic and Old Lace).

Mas e o que é que faz com que Do Céu Caiu Uma Estrela se destaque consideravelmente dos restantes? Nós esclarecemos. Além de se ter tornado um símbolo obrigatório no meio dos filmes de Natal devido à sua enorme exibição na televisão nos anos posteriores, o sucesso da película de 1946 deve-se também devido à obra que o inspirou, The Greatest Gift, escrito por Philip Van Doren Stern, que proporcionou uma adaptação simultaneamente comovente e inovadora. Afinal, não era todos os dias que, nos anos 40, se via um filme cuja primeira cena tinha ação no espaço e que consistia num diálogo entre anjos da guarda.

Ao lado de todos os aspectos retrospetivos que se apuram ao analisar o filme no seu contexto histórico, também a sua pureza é indisputável e intemporal. George Bailey dá-nos uma lição que dura para a vida e pulsa nas nossas veias eternamente: cada um de nós tem uma importância tremenda, além do imaginável. Todos influenciamos pessoas, situações e circunstâncias que se tornariam em desastres se delas desaparecêssemos. A vida, que não precisa de ser delineada – apenas vivida – é um regalo surpreendente que devemos abraçar com o maior dos carinhos a cada dia que passa.

Nos dias mais cinzentos rodeados de pensamentos funestos, é deste conto que nos lembramos. E Capra nem sequer sonhava que um dia seria o nosso Clarence pessoal.

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UMA FRASE PARA A POSTERIDADE

Strange, isn’t it? Each man’s life touches so many other lives. When he isn’t around he leaves an awful hole, doesn’t he?

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PARA FICAR NO OLHO E NO OUVIDO (DA MENTE)

 

 

Maria João Bilro

Sou doida por cinema - tenho um grave problema em aceitar que a minha vida não é um indie, mas tento fechar os olhos a esse pormenor e continuo a usar óculos escuros à noite e a dançar músicas dos anos 60 de forma (muito) estranha no meio da rua. Licenciada em Ciências da Comunicação, com formação em Realização e Fotografia.

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