Classic Fever | Gremlins (1984)

Aproveitamos a época festiva para revisitar um dos maiores clássicos de culto natalícios dos anos 80: parte filme de família, parte filme de terror, Gremlins está carregado de energia e magia de Natal.

 

O QUE É QUE VOU RELEMBRAR HOJE?

Gremlins – O Pequeno Monstro (1984), realizado por Joe Dante e protagonizado por Zach Galligan, Phoebe Cates e Hoyt Axton.

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MAS AFINAL DO QUE É QUE TRATA?

Quando Billy Peltzer recebe do pai no Natal uma criatura pequena chamada Mogwai, ignora completamente os problemas que está prestes a encontrar. Há uma responsabilidade enorme em tomar conta de Gizmo, como há certas regras que devem ser seguidas. O Mogwai deve ser mantido longe de luz brilhante, nunca deve ser molhado e nunca, em qualquer situação, deve ser alimentado depois de meia-noite. Quando ocorre um acidente envolvendo Gizmo e a água, a próxima etapa da evolução do Mogwai aparece… e não é nada amável e a pequena cidade de Kingston Falls está prestes a experienciar um caos inimaginável.

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PORQUE É QUE NÃO POSSO PERDER?

O dia 8 de junho de 1984 foi histórico para o cinema e, de um modo geral, um excecional dia para estar vivo com o lançamento de não uma, mas duas comédias que se viriam a tornar clássicos de culto – e ainda que Ghostbusters se tenha elevado como o mais celebrado de ambos, Gremlins edificou-se rapidamente como uma das melhores comédias de terror alguma vez feitas.

Parte filme familiar, parte filme de terror macabro, Gremlins examina tudo desde a corrupção da inocência da natureza ao confronto entre grandes e pequenas empresas que demonstra a ameaça e caos que podem acontecer no Natal, mas não deixa de ser, na sua verdadeira essência, um pequeno filme sobre um rapaz e o seu gremlin.

Com temas obscuros e retorcidos, foi um dos dois filmes responsáveis pela introdução no sistema americano do rating PG13 (juntamente com Indiana Jones e o Templo Perdido) e revelou-se instantaneamente um êxito de bilheteira, rendendo mais de 150 milhões de dólares em todo o mundo para um orçamento que mal chegou aos 11 milhões.

Profundamente enraizado no género de terror, o filme oferece uma mistura desvairada de violência, diversão e medo, e entre explosões em micro-ondas e velhotas atiradas pela janela, ainda há tempo para os diabretes verdes se reunirem a ver a Branca de Neve e os Sete Anões no cinema.

Como filme festivo, Gremlins quebrou novas barreiras, inventando quase na totalidade uma versão alternativa para os finais de contos de fada das histórias de natal habituais. Afinal, antes de 1984, e se colocarmos Black Christmas (1974) fora da equação, era tudo It’s a Wonderful Life e lágrimas no canto do olho… mas a partir dali abriu-se uma enorme porta para o macabro que nunca mais se tornou a fechar.

O divertido e perturbador clássico de Natal merece ainda reverências adicionais pela genial sequela que o sucedeu, Gremlins 2: A Nova Geração e que é, em si mesma, uma mordaz sátira das sequelas, das grandes empresas e até mesmo do seu filme original.

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UMA FRASE PARA A POSTERIDADE

First of all, keep him out of the light, he hates bright light, especially sunlight, it’ll kill him. Second, don’t give him any water, not even to drink. But the most important rule, the rule you can never forget, no matter how much he cries, no matter how much he begs, never feed him after midnight.

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PARA FICAR NO OLHO E NO OUVIDO (DA MENTE)

 

Catarina Oliveira

Licenciada em Ciências da Comunicação e com formação complementar em Design Gráfico, além de editora e diretora criativa da MHD é também uma das sócias fundadoras da mais recente face da empresa. Colaboradora de Cinema na Vogue Portugal. Gestora de conteúdo na Lava Surf Culture e NOS Empresas - Criar uma Empresa. Autora do blog de Cinema Close-Up.

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