Classic Fever | Regresso ao Futuro (1985/89/90)

 

Na semana da chegada de Marty e Doc ao futuro, relembramos a trilogia de Regresso ao Futuro – um incontornável clássico do cinema contemporâneo de ficção científica.

 

O QUE É QUE VOU RELEMBRAR HOJE?

A trilogia Regresso ao Futuro (1985, 1989, 1990) realizada por Robert Zemeckis e protagonizada por Michael J. Fox, Christopher Lloyd e Thomas F. Wilson.

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MAS AFINAL DO QUE É QUE TRATA?

Durante toda a trilogia acompanhamos as aventuras do estudante Marty McFly e do cientista Dr. Emmett Brown, à medida que viajam por vários períodos do tempo no passado (1985 e 1955), presente (1985) e futuro (2015).

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PORQUE É QUE NÃO POSSO PERDER?

Inovador para a sua era, inventivo, divertido e inteligente para além da expectativa, a trilogia de viagens no tempo de Robert Zemeckis quebrou regras e fez tudo de forma diferente – certamente, uma das principais razões para se manter hoje como um dos franchises mais respeitados, acarinhados e inatingíveis da cultura popular.

O primeiro filme abriu passagem ao estatuto de culto – rapidamente tornou-se um fenómeno internacional e foi a produção cinematográfica mais rentável de 1985. Ao contrário do que seria previsível, o final aberto não auspiciava sequelas – Zemeckis e o seu argumentista não as tinham planeado – mas o sucesso retumbante sentenciou a necessidade de dar continuidade à história que tomou o mundo de assalto. Seguiu-se então mais uma dupla de filmes (gravados simultaneamente), e lançados, respetivamente, em 1989 e 1990. A performance na box office não se aproximou do fenómeno do original, mas as duas sequelas ajudaram a estabelecer e a enraizar ainda mais na cultura popular uma trilogia que 30 anos depois continua a inspirar gerações como no primeiro dia – mas afinal o que é que torna Regresso ao Futuro tão aprazível, tão relacionável, tão familiar e tão imune à passagem do tempo?

Num contexto de total imersão digital nas histórias épicas pejadas de efeitos sociais, a saga de Zemeckis continua a perpetuar – talvez como nenhuma outra – a importância primordial de uma história populada por personagens, acima de um espetáculo visual para gerar receita. De facto, não é todos os dias que podemos assistir a um filme de pura ficção científica onde os efeitos especiais são substituídos por diálogo, carne viva ou sequências toscas a subverter o género.

É aqui que entra a maturidade que trouxe ao género e ao cinema em geral, provando que apostar numa história absolutamente fantasiosa não significa apostar na plastificação e abandonar totalmente os princípios da humanidade, do stroytelling e do princípio da necessidade (e do desejo) de entreter.

Outra das suas maiores valências é o facto de parecer oferecer algo para todos os gostos: há aventura e personagens disparatadas para as crianças, narrativas de ficção científica com inúmeras camadas para os adeptos mais nerd, apontamentos freudianos, romance, ação, comédia, tensão e, evidentemente, o charme inapagável do DeLorean. De um modo geral, é o casamento perfeito entre todos os elementos de que um filme necessita para ser um sucesso – desde a realização afinada ao argumento afiado, económico e cuidadosamente composto, passando pelas performances imaculadas, a banda sonora inesquecível e a história contada de um prisma tão atipicamente familiar (abandonamos aqui a seriedade de outros épicos do género em salvar o mundo, a galáxia ou o universo) onde o foco é apenas e só a pequena comunidade de Hill Valley na Califórnia.

“Parece que conseguimos encapsular um raio de luz numa garrafinha algures por aqui”, confessou o argumentista dos filmes. “Muito poucos filmes se transportaram com sucesso para a cultura popular e tiveram as pessoas a compreender verdadeiramente o que eles eram mesmo passados 30 anos. É uma honra ter feito parte de uma trilogia que ainda diz tanto às pessoas”.

Não apoiamos posições absolutistas, mas parece-nos honestamente claro que se existe alguém que não gosta de Regresso ao Futuro… é extremamente difícil de acreditar que goste sequer de Cinema.

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UMA FRASE PARA A POSTERIDADE

Your future hasn’t been written yet. No one’s has. Your future is whatever you make it

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PARA FICAR NO OLHO E NO OUVIDO (DA MENTE)

Catarina Oliveira

Licenciada em Ciências da Comunicação e com formação complementar em Design Gráfico, além de editora e diretora criativa da MHD é também uma das sócias fundadoras da mais recente face da empresa. Colaboradora de Cinema na Vogue Portugal. Gestora de conteúdo na Lava Surf Culture e NOS Empresas - Criar uma Empresa. Autora do blog de Cinema Close-Up.

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