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O Mundial 2026 ainda nem começou, mas a febre dos cromos já tomou conta de Portugal. A procura pelos cromos, principalmente dos jogadores que vão ter a sua “last dance” de Cristiano Ronaldo por Portugal, Leonel Messi pela Argentina e Neymar pelo Brasil.

Atualmente, a nova caderneta oficial da Panini transformou-se num verdadeiro fenómeno entre colecionadores, famílias e adeptos de futebol. No entanto, ao mesmo tempo que aumentam as filas nas papelarias e os encontros para a troca de cromos, também surgem polémicas, erros inesperados e até burlas associadas às cartas mais valiosas.

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Fábrica faz turnos consecutivos para dar vazão às encomendas

A procura pela coleção oficial do Campeonato do Mundo atingiu níveis inesperados nas últimas semanas. Em várias zonas do país, a caderneta e as saquetas esgotaram rapidamente, levando muitos pontos de venda a ficarem sem stock poucos dias depois do lançamento. Segundo vários distribuidores e lojistas portugueses, houve estabelecimentos a vender centenas de caixas em apenas três dias. A própria Panini confirmou que teve de reforçar a produção para responder à procura.

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A situação tornou-se tão intensa que algumas fábricas associadas à produção passaram a operar praticamente sem interrupções. Segundo relatos divulgados pela imprensa nacional, equipas trabalharam 24 horas por dia, em três turnos consecutivos, para tentar normalizar o abastecimento das lojas. Ainda assim, muitos colecionadores continuam sem conseguir encontrar cromos à venda de forma regular.

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Grande parte desta procura acontece porque a coleção oficial do Mundial continua a ser vista como um objeto histórico e nostálgico. Para muitos adeptos, preencher uma caderneta da Panini faz parte da experiência do torneio. A tradição atravessa gerações e ganhou ainda mais força com a aproximação do primeiro Mundial com 48 seleções.

Panini, empresa italiana, e a febre dos cromos para o mundial 2026

A Panini, empresa italiana fundada em 1961, é responsável pelas coleções oficiais de várias competições internacionais, incluindo Campeonatos do Mundo, Europeus e Liga dos Campeões. Ao longo das últimas décadas, os cromos da Panini passaram de simples brinquedos para objetos de coleção altamente valorizados. Contudo, a edição de 2026 também ficou marcada por uma polémica inesperada. Como a Panini lançou a coleção antes das convocatórias oficiais das seleções, vários jogadores acabaram incluídos na caderneta sem garantias de participação no Mundial. Em alguns casos, atletas lesionados ou que perderam espaço nas seleções nacionais surgem como figuras principais da coleção.

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A situação gerou críticas entre adeptos e colecionadores, sobretudo porque algumas equipas apresentam plantéis que poderão ser bastante diferentes daqueles que realmente estarão no torneio. Ainda assim, a empresa já explicou que trabalha com previsões e prazos de produção muito apertados, o que obriga a antecipar decisões editoriais muitos meses antes da competição começar.

Entretanto, outra polémica começou a preocupar autoridades portuguesas: o aumento das burlas ligadas aos cromos mais raros e procurados. Segundo informações divulgadas pelas autoridades e pela imprensa nacional, já existem dezenas de queixas relacionadas com vendas falsas em plataformas online. Muitos utilizadores pagam por cromos especiais ou caixas seladas e acabam por nunca receber os produtos.

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A história dos irmãos Panini começa na Itália

A história dos cromos Panini começou em Itália, em 1961. Devido à popularidade do mundo do futebol, rapidamente tornou-se num dos maiores fenómenos para os colecionadores do mundo. Antes, as saquetas eram vendidas por cêntimos, mas naturalmente transformou-se numa tradição que atravessa gerações, abrange todas as idades e cria comunidades online.

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Em 1961, dois irmãos, Giuseppe e Benito Panini decidiram unir duas paixões: futebol e colecionismo em um único negócio. Tudo começou depois de encontrarem um lote antigo de imagens de jogadores de futebol. A ideia era distribuir pequenas saquetas e vendê-los em papelarias e quiosques.

No entanto, a primeira coleção oficial do campeonato italiano tornou-se um fenómeno imediato e obrigou à impressão de milhões de saquetas. Para ajudar na distribuição, os irmãos Umberto e Franco Panini juntaram-se e ajudaram a transformar a empresa familiar numa gigante global. Atualmente, a Panini distribui os seus cromos em mais de 120 países.

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Como conseguir os cromos mais raros da caderneta Panini Mundial 2026

Os cromos considerados mais raros começaram rapidamente a circular em grupos privados e sites de revenda por valores muito acima do preço original. Alguns colecionadores tentam vender cartas especiais por centenas de euros, aproveitando a escassez e a enorme procura criada em torno da coleção.

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Ao mesmo tempo, os encontros presenciais para troca de cromos multiplicam-se em várias cidades portuguesas. Centros comerciais, praças e eventos dedicados ao Mundial passaram a reunir centenas de pessoas, num ambiente que mistura nostalgia, competição e paixão pelo futebol. Muitos participantes admitem nunca ter visto uma procura tão elevada por uma coleção da Panini. Além disso, a coleção do Mundial 2026 trouxe várias novidades. Entre elas estão cromos especiais metalizados, cartas raras limitadas e conteúdos exclusivos ligados às seleções participantes. Este modelo aproxima-se cada vez mais do mercado internacional de trading cards, onde alguns artigos chegam a atingir valores extremamente elevados entre colecionadores.


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