Diabo Veste Prada 2 – a Crítica
Vinte anos depois, chega aos cinemas a sequela de “Diabo Veste Prada”. O primeiro filme é um clássico moderno, adorado por todos os fãs de jornalismo, revistas e moda em todo o Mundo.
Assim, esta sequela surge como uma nova homenagem a estas áreas, com um toque mais moderno. Voltamos a acompanhar Andy, que regressa à revista Runway para ajudar Miranda a erguer-se a pós um escândalo.
Nesse sentido, Anne Hathaway e Meryl Streep estão de volta aos seus papéis, tal como Emily Blunt e Stanley Tucci. Além disso, juntam-se ao novo filme Simone Ashley, Kenneth Branagh e Pauline Chalamet. “Diabo Veste Prada 2” já está disponível nos cinemas.
Diabo Veste Prada mantém-se atual
Mesmo que não pareça, já passaram mesmo vinte anos após a estreia de “Diabo Veste Prada”. Nestes vinte anos acompanhamos a revolução das redes sociais e a forma como vieram mudar a forma como consumimos notícias e conteúdo.
Esta sequela conseguiu acompanhar as tendências e modernizar o argumento, para se adaptar à década de 2020. Não utilizaram o filme apenas para fan service, mas tentaram trazer novas perspectivas sobre os temas já tratados no primeiro filme.
O jornalismo é um tema muito abordado neste novo filme, tanto quanto a moda. A forma como cada vez menos pessoas lêem revistas ou jornais e acompanham as novidades através de sites e redes sociais, são temas centrais no novo filme.
São temas interessantes e importantes, ainda para mais para uma jornalista, como eu. No entanto, senti que foi um tema levantado apenas à superfície. Simplificaram muito quando poderiam ter abordado de forma mais séria, uma vez que não se vê bem uma resolução para estes problemas no filme, apenas um conformismo por parte das personagens.
Diabo Veste Prada 2 aumenta a dose de humor

O filme original de 2006 tem momentos de humor icónicos e cenas memoráveis entre as personagens de Anne Hathaway e Meryl Streep. Mas este novo filme apura o sentido de humor ainda mais, com o tom muito sarcástico de Miranda Priestly a provocar risos na sala de cinema.
Este humor contribuiu para a diversão do filme, as interações entre o quarteto mais famoso do filme são sempre incríveis. Contudo, parece que não houve muito desenvolvimento destas personagens ao longo dos vinte anos.
As suas condições mudaram mas as personalidades mantêm-se iguais. Parece que têm os mesmos problemas e que não resolveram os seus defeitos. Apesar de estarem em cargos diferentes, parece que não saíram do mesmo lugar em vinte anos, o que acaba por se tornar repetitivo.
Além disso, o filme conta com outros atores muito populares, como Kenneth Branagh e Simone Ashley, que foram pouco utilizados. As suas personagens tinham potencial para terem mais importância no filme.
O fator nostalgia

Sem dúvida que este filme terá muito sucesso e que não conseguimos dizer que não gostámos de o ver. Apesar dos pormenores que podiam melhorar no filme, é entretaining, tem temas interessantes, tem humor e, principalmente, uma grande química entre as personagens.
As melhores partes do filme são as interações entre as personagens de Anne Hathaway, Meryl Streep, Stanley Tucci e Emily Blunt. É um daqueles filmes que não vamos querer perder pela nostalgia, que nos diverte enquanto o vemos, mas vamos sempre preferir o primeiro.
Diabo Veste Prada 2
Conclusão
Não falta nostalgia, moda, jornalismo e muito humor nesta sequela de “Diabo Veste Prada”. O que lhe falta em desenvolvimento, tem em diversão e uma experiência bem passada no cinema.

