© Sony Pictures Television

Alex Rider | Entrevista com os protagonistas Otto Farrant e Brenock O’Connor

“Alex Rider” é a nova aposta do AXN para a rentrée em setembro! A convite do canal, fomos conhecer mais um pouco sobre a sua dupla de protagonistas, Otto Farrant e Brenock O’Connor.

A saga best-seller “Alex Rider” irá receber uma nova adaptação, desta vez no pequeno ecrã. A série é protagonizada pelos jovens Otto Farrant e Brenock O’Connor, respetivamente Alex e o seu melhor amigo Tom, dupla que a MHD conheceu via Zoom. Em Portugal, “Alex Rider” será transmitida pelo AXN Portugal em setembro. No entanto, para celebrar o seu lançamento, o canal realizou a primeira emissão pop up, onde deu a oportunidade aos espectador da Meo e NOS de assistir à primeira temporada completa, disponível apenas durante duas semanas.

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Otto Farrant e Brenock O’Connor | © Sony Pictures Television

“Alex Rider” acompanha as aventuras do protagonista titular, que aos 14 anos foi recrutado por um departamento de espionagem do MI6. Treinado para o perigoso mundo da espionagem, o adolescente irá envolver-se em mistérios que parecem impossíveis de resolver. Após ter descoberto que a morte do seu tio não foi um mero acaso e pressionado para ajudar na investigação, Alex assume uma nova identidade e é enviado para um colégio interno nos Alpes franceses, Point Blanc. É neste lugar que a vida do adolescente muda por completo e decide intervir quando descobre coisas perturbadoras acerca do que se passa no colégio.

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Em primeiro lugar parabéns pela série, já eram fãs dos livros? 

Otto: Sim, li os livros em adolescente. Lembro-me da minha primeira cópia do “Point Blanc” (“Alex Rider: O Projecto Gemini” em Portugal) e da “Operação Stormbreaker” e como não era um leitor muito ávido, o “Alex Rider” tornou-se muito especial para mim. Sabia o sucesso que a saga tinha tido no Reino Unido e por todo o mundo, por isso sabia que o papel iria ser um desafio.

Qual era o vosso favorito?

Otto & Brenock: “Point Blanc”.

Conheceram o autor, Anthony Horowitz? Receberam algum conselho seu?

Brenock: Sim, ele estava presente no processo de seleção dos castings. Tive a oportunidade de almoçar com ele e foi fantástico poder espreitar a mente por detrás da história. Sempre nos apoio muito e, apesar de ter assumido uma posição mais na retaguarda da produção, deixando o Guy (Burt, criador da série) avançar com o guião, nunca perdeu a oportunidade de acrescentar um pormenor ou outro a uma cena ou personagem.

Otto: Também nos avisou para “não estragarmos” a série, mas num tom sério! (risos) Mas até agora já nos disse que está bastante orgulhoso do nosso trabalho.

O que mais vos despertou mais interesse no guião quando o leram pela primeira vez?

Otto: Para mim a ideia de poder interpretar um miúdo normal que também é um espião, um adolescente super-espião, é o sonho de qualquer jovem. Ter a oportunidade de aprender um novo conjunto de habilidades – lutar, escalar, fazer snowboard – era algo que sempre quis. E, para além disso, eu li os livros na minha adolescência, por isso quando tive a oportunidade de fazer a audição para o papel foi um sonho tornado realidade. Interpretar alguém que se idolatra é sempre um privilégio.

Brenock: Penso que uma das coisas que mais me atraiu no guião foi a naturalidade da relação entre os dois rapazes, ou seja, comportarem-se como dois adolescentes verdadeiramente o fariam. Por vezes, isso é algo que os escritores se esquecem, das suas próprias experiências, do que foi ser jovem e adolescente, mas o Guy fez um trabalho maravilho nesse campo.

Como descreveriam a amizade dos vossos personagens e qual a sua importância na série?

Brenock: Creio que é nela que reside o coração da série, nas ligações entre as personagens enquanto humanos e não agentes. O verdadeiro centro está no triângulo que a Jack, Alex e o Tom formam, no que a sua relação traz para a série. A história por si já é triste, um jovem que perde o tio e que é forçado a trabalhar para uma agência governamental que o coloca em perigo, por isso se não tivéssemos estas ligações verdadeiramente humanas, penso que nos perderíamos na sua tristeza.

Na vossa opinião, o que difere a série do filme de 2006 e dos livros? 

Otto: Penso que a série ganha bastante por se manter fiel aos livros, mas também por se ter adaptado um pouco à nova geração. É uma série para toda a família, no sentido em que tem um bocadinho de tudo: é engraçada, tem acção, tem sentimento. Sei que os livros são dirigidos a um público mais jovem, mas procurámos que a adaptação chegasse a uma audiência mais vasta, independentemente da idade e das origens.

Acreditam que a Geração Z ainda se irá identificar com o Alex e o Tom?

Brenock: Acredito que sim, estamos a contá-la num cenário atual. Os miúdos que estão na escola agora vão-se identificar com o Alex e o Tom, porque também estamos na escola, e os que já saíram vão pensar “sim, lembro de me sentir assim.” Talvez não a parte do espião, embora eu acredite que todos somos espiões, mas a parte humana da série. Porque todos temos lutas, todos tentamos dar o nosso melhor para as enfrentar, mas todos temos um momento de fraqueza, todos choramos, e acho que isso é muito importante de fazer transparecer. A nossa série permite que o seu herói seja humano.

Como se prepararam para a série? Em especial para a cena da tortura?

Otto: Tivemos muita sorte enquanto atores de ter uma produção muito boa. Foi desafiante estar amarrado a uma cadeira a levar água e com heavy metal a furar os tímpanos, mas também foi a cena que mais gostei de filmar. Foi onde o Alex teve a oportunidade de mostrar o que vale.

Brenock: No que toca ao Tom, apenas tive de recuar à versão de 16 anos de mim e torná-la mais tonta. Para ser honesto, foi bastante fácil (risos).

Já se conheciam antes das filmagens?

Brenock: Na realidade, conhecemo-nos no último dia das audições, no teste da “química”, numa sala cheia de outros Alex, Toms e Jacks. Os testes já tinham começado às 9h, mas como estava a trabalhar numa peça só cheguei perto das 14h. Lembro-me que a primeira pergunta que me fizeram foi “Alex ou Tom?” e quando respondi Tom, vi literalmente metade da sala a respirar de alívio e a outra metade a dizer “oh não”. Foi um dia intenso, que terminou já de noite, mas que acabei por ter sorte por me terem juntado com o Otto e a Ronke (Adekoluejo, que interpreta a Jack).

Gostaríamos de agradecer ao AXN Portugal e à Sony Pictures Television por esta oportunidade! A primeira temporada de”Alex Rider” chega ao AXN em setembro.

Inês Serra

Cresci a ir ao cinema, filha de pais que iam a sessões duplas...Será genético? Devoro livros e algumas séries. Fã incondicional do fantástico e do sci-fi. Gostaria de viver todos os dias com o mote Spielbergiano - "I dream for a living"

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