Joaquin Phoenix em entrevista à Playboy

 

Joaquin Phoenix, em entrevista à Playboy, falou sobre vários assuntos, entre eles a infame entrevista com David Letterman onde passa a ideia de estar completamente alucinado.  

 

Na entrevista à Playboy, Joaquin Phoenix esclareceu o episódio com David Letterman. Ficou confirmado. Afinal tudo não passou de uma encenação. Nesta altura decorriam as gravações para I’m Still Here. Pelos vistos nem David Letterman sabia o que se estava a passar. O que é certo é que Joaquin Phoenix foi capaz de despertar imensas gargalhadas a quem assistiu a este episódio. Na entrevista o ator confirmou que a publicista Sue Patricola e os agentes de Joaquin Phoenix sabiam o que se estava a passar.

 

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O ator referiu que I’m Still Here foi uma experiência libertadora. Joaquin Phoenix considerou que a ideia de não ter uma rede de segurança quando precisou de fazer os concertos, e o filme, foi uma boa experiência embora assustadora.

Joaquin Phoenix começou na representação muito cedo. “Quando era criança a representação era uma extensão da brincadeira. Tu tens uma imaginação. Se isso é encorajado e estás num ambiente onde tens a oportunidade para te expressares é algo de excitante. Eu adorava isso. Quando conduzia ao longo do San Fernando Valley estava a pensar nisso. A carrinha que tínhamos estava constantemente a se avariar quando íamos fazer audições. Eu tive uma família fantástica e que me apoiava”.

Na entrevista à Playboy, Joaquin Phoenix realçou que a sua capacidade para se focar não é muito grande. “Eu não sei se sou preguiçoso. Sou um sprinter. O endurance não é para mim. Eu simplesmente quero ir para a próxima coisa. Gosto de representar porque posso estar focado durante três ou quatro meses e depois ir embora. Detesto fins-de-semana. Se eu pudesse gravava durante os sete dias da semana. Se tivesse que me comprometer com algo durante um ou dois anos eu não saberia se conseguia ter esse tipo de compromisso”.

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Em Inherent Vice, Joaquin Phoenix trabalhou com o realizador Paul Thomas Anderson. “Quando acabei o filme pensei. Wow. Estive neste lugar por algum tempo. Como realizador o Paul Thomas Anderson guia-te de uma maneira tão subtil que nem te apercebes que foste atirado para um outro mundo. Trabalhar com ele é uma experiência imersiva. Todos no set estão tão comprometidos com essa realidade. Por vezes nem parece que estamos a fazer um filme. Por vezes não entendo completamente porque ele faz o que faz – como ele te consegue meter com este sentimento de parecer que estás a ver um filme em vez de o estares a fazer. Em alguns dias estás a conduzir até casa e dizes Wow, espera – eu sei que estive no set mas o que gravamos neste dia? É um sonho”.

No decorrer da entrevista, Joaquin Phoenix falou sobre o processo de selecção para um filme e do seu estado de espiríto sobre o processo. “Quando sou escolhido para um filme, quase sempre penso que a primeira escolha não estava disponível. Mas quem é que vai admitir isto? Eu não tenho um problema com isso. Para mim tens de entrar onde conseguires. Eu lembro-me de ter dito ao Paul Thomas Anderson. “Ouve, eu não quero que sintas algum tipo de obrigação”. Quando estávamos a gravar eu disse a mesma coisa e ele disse. “Eu vou-te despedir se tu não…..” Eu não sei se ele disse isso desta maneira. Eu quero trabalhar com os realizadores que admiro para fazer o melhor filme possível. Se isso me incluir ótimo. Se não me incluir eu compreendo”.

 

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A entrevista abordou Woody Allen. “Ele não é o que as pessoas imaginam nem muito menos as personagens que interpreta. O Woody Allen é muito assertivo e forte. Ele sabe o que quer. Eu gostei de trabalhar com ele. A sua escrita é boa, ele percebe o ritmo da cena muito bem. Tu pensas numa cena e tudo parece bem, e depois o Woody Allen faz uns ajustes e é como desentupir uma artéria”.

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Joaquin Phoenix teve várias pausas na sua carreira. Na entrevista explicou os seus motivos. “Acredita, é fácil não estar inspirado e excitado quando acabas de trabalhar com pessoas tais como o Paul Thomas Anderson, Spike Jonze ou Woody Allen. Atualmente estou muito aberto em me entregar ao processo em vez de tentar controlá-lo. Anteriormente tinha ideias específicas sobre a maneira como queria fazer algumas coisas, e era muito rígido em relação a isso. Eu tentava construir ou delinear as coisas do princípio ao fim. Isso começou a mudar há algum tempo quando trabalhei com estes realizadores maravilhosos que não tinham medo da incerteza ou de descobrir coisas no momento. Eu não sei muito sobre surf, mas imagino que os surfistas interagem com algo que está constantemente em mudança. Eu estou atrás dessa experiência. Eu tenho tido a felicidade de trabalhar com estes realizadores que parecem se divertir com esta experiência também. Nesta altura não tenho muito ego no que diz respeito ao trabalho”.

 

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Joaquin Phoenix revelou que ainda sente nervosismo nas gravações. “Eu ainda acho isto aterrador. É uma loucura tendo em conta que faço isto há mais de trinta anos e ainda sinto que esta é a primeira vez que estou a fazer um filme. Eu penso que é uma ansiedade e medo motivador em vez de debilitante. Por vezes pode ser tornar debilitante e isso pode se meter no caminho. Eu sei que tenho sido feliz e a felicidade continua”.

 

 

ENTREVISTA | JOAQUIN PHOENIX | LATE NIGHT WITH DAVID LETTERMAN

 

 

 

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