“Em Rota de Colisão“, o thriller espanhol que a Netflix estreou na sexta-feira, 30 de outubro, chegou ao primeiro lugar do top mundial de filmes no sábado, segundo o FlixPatrol.
Daniel Sánchez Arévalo é o realizador, sendo este género uma estreia no seu portfólio. Está mais acostumado a comédias e dramas, que experimenta aqui o cinema de assaltos pela primeira vez.
Qual o enredo?
Um grupo de assaltantes invade uma agência bancária em Madrid, em 2013, e o que parecia um golpe como outro qualquer descontrola-se depressa.
Para entrarem, os ladrões aproveitam a confusão criada por um idoso que tenta cobrar um bilhete de lotaria falso de cinco milhões de euros. Lá dentro ninguém é bem quem diz ser. Cada assaltante tem uma razão própria para estar ali, e os outros não a conhecem. A crise não é só cenário.
O banco do filme, fictício, esteve na linha da frente dela, e isso pesa nos motivos de várias personagens. O plano falha e um acidente de automóvel, a colisão do título, muda tudo.
A partir daí, o filme volta atrás e conta os acontecimentos mais do que uma vez, com versões diferentes consoante quem morre e quem sobrevive. Em paralelo, a investigação policial, com Lluís Homar à frente, vai juntando peças que apontam para traições e para corrupção policial.
Cada nova versão obriga o espectador a rever o que julgava saber sobre as personagens, e todos parecem tentar fugir de algo mais do que da prisão. O filme propõe quase um jogo ao espectador, que tem de decidir em que versão acredita.
O que diz a crítica
A receção é mais positiva do que negativa. A Hobby Consolas descreve um thriller inteligente e bem articulado, que doseia a informação com habilidade e leva uma crítica dura à banca. A Cinemanía fala de um filme que desconcerta pela positiva e prende.
O El País reconhece a mudança de estilo de Sánchez Arévalo, mas acha que o argumento se aproxima demasiado de Corre, Lola, Corre (1998) e de Antes Que o Diabo Saiba Que Morreste (2007).
Do lado menos entusiasta, o site What’s on Netflix vê um filme de género discreto, que depende demais das reviravoltas para ser memorável, e considera a fotografia pouco distintiva.


