Um grande clássico do cinema americano está novamente em “sala” para uma experiência bastante inovadora. Assim, “O Feiticeiro de Oz” (1939, Victor Fleming) é o grande felizardo neste evento.
“O Feiticeiro de Oz” é um musical que conta a história de Dorothy (interpretada por Judy Garland) que vive no Kansas. Certo dia, num tornado, é transportada para a terra mágica de Oz. Dorothy vai fazer alguns amigos – com estranhas parecenças com pessoas que conhecia no Kansas – que lhe vão ajudar a regressar a casa.
De que forma vai regressar O Feiticeiro de Oz?

O clássico musical da autoria de Victor Fleming faz, desde o passado dia 28 de agosto, parte da programação do espaço Sphere localizado em Las Vegas, nos E.U.A.
Tal como o nome indica, o Sphere tem literalmente a forma de uma esfera e recebe diferentes obras de caráter imersivo e também concertos. A sua arquitetura permite, portanto, uma visualização alargada e vasta do palco devido a ser circular. Adicionalmente, também o próprio exterior permite a visualização de espectáculos visuais.
Esta versão em 4 dimensões de “O Feiticeiro de Oz” foi pensada propositadamente para o Sphere. Com 75 minutos de duração, o filme tem uma nova montagem a partir da versão original. Além disso, foi criada uma nova composição musical pelo compositor David Newman.
Por fim, não deixa de ser curioso a apresentação deste filme num palco esférico. Relembramo-nos imediatamente da bola de cristal da Bruxa Má ou da orbe flutuante de Glinda.
O que diz David Newman sobre este espectáculo?

Sobre a música original do filme “O Feiticeiro de Oz”, o novo compositor David Newman referiu: “É quase como o concerto para violino de Alban Berg, sem o violino. Há muito modernismo nesta banda sonora, bem como retrocesso e interpolação. É uma obra de arte realmente grandiosa.”
É claro que a tecnologia que existia em 1939 não é de todo a mesma que existe agora em 2025. De um som monaural e extremamente focado, os criadores desta nova versão tiveram de criar toda uma outra dimensão sonora a este filme, investindo no caráter imersivo do projeto.
Contudo, os autores do projeto optaram por não manipular o som original do filme. Por outro lado, preferiram o toque humano. Nesse sentido, surgiu, então David Newman. O compositor foi contratado pela Sphere para regravar toda a música do filme com uma orquestra ao vivo.
A gravação da nova composição de “O Feiticeiro de Oz” realizou-se nos estúdios originais da MGM (agora Sony) ao longo de 8 dias. O compositor David Newman referiu-se a este trabalho como “um dos pontos altos, senão o ponto mais alto da minha carreira”.
A saber, David é filho de um outro grande compositor de filmes de Hollywood: Alfred Newman. Apesar do seu pai não ter sido o compositor original de “O Feiticeiro de Oz” – esse papel coube a Harold Arlen e Herbert Stothart -, Alfred Newman foi autor de composições para outros importantes filmes da História do Cinema. Ou seja, foi compositor de longas-metragens como “Gunga Din” (1939, George Stevens), “O Vale Era Verde” (1941, John Ford), “Eva” (1950, Joseph L. Mankiewicz), “A Conquista do Oeste” (1962, John Ford, Henry Hathaway e George Marshall), entre dezenas de outras.
Até quando podes ver O Feiticeiro de Oz no Sphere?

Infelizmente, esta experiência é, para já, restrita ao espaço Sphere em Las Vegas. Contudo, se estiveres a planear uma viagem para esta zona, porque não aproveitas e vês “O Feiticeiro de Oz” neste inovador espectáculo imersivo?
“O Feiticeiro de Oz” tem espectáculos diários marcados até ao dia 31 de março de 2026. Excetuam-se apenas os dias 5 de dezembro, 5 e 6 de janeiro e 3 de fevereiro onde não haverá espectáculos. Já o preço pode não ser muito convidativo… No entanto, para uma experiência imersiva, pode valer bem a pena. Os preços começam nos 124 dólares e vão até aos 349 dólares para experiências VIP personalizadas.
Por fim, caso queiras (re)ver o filme, podes fazê-lo em Portugal a partir da HBO Max.

